Gêneros: Heavy Prog, AOR, Arena Rock
Álbum: Monolith
Ano: 1979
Lançamento: maio
Gravadora: Kirshner/CBS/Epic
Duração: 41:26
Músicos:
● Steve Walsh: vocais, teclados
● Robbie Steinhardt: violino, vocais
● Kerry Livgren: guitarras, teclados
● Rich Williams: guitarras
● Dave Hope: baixo
● Phil Ehart: bateria
Lançado em 1979, "Monolith" representa um momento de transição e enorme pressão para o KANSAS, sendo o primeiro álbum de estúdio após o estrondoso sucesso mundial dos álbuns "Point of Know Return" e do ao vivo "Two for the Show". O grupo optou por produzir o álbum por conta própria no Axis Sound Studios em Atlanta, buscando uma sonoridade que equilibrasse o Rock Progressivo complexo com o Arena Rock de apelo radiofônico. A capa, apresentando nativos americanos em um cenário futurista com capacetes espaciais, reflete as letras que exploram a espiritualidade, a condição humana e a crítica ao materialismo. O disco marcou o início de uma mudança nas tensões internas, especialmente com o crescente interesse de Kerry Livgren pelo cristianismo e as aspirações de Steve Walsh em seguir uma direção mais direta e comercial.
A sonoridade do álbum é densa e polida, mantendo as marcas registradas da banda, como os duelos entre o violino de Robbie Steinhardt e as guitarras de Rich Williams e Kerry Livgren. Diferente das obras anteriores, há uma produção mais contida e menos sinfônica, embora as mudanças de compasso e as harmonias vocais complexas ainda estivessem presentes. O contexto da época era de resistência ao Rock Progressivo frente à explosão da Disco Music e do Punk, o que levou o grupo a buscar refrões mais acessíveis sem abandonar completamente as suítes instrumentais. O álbum alcançou o Top 10 da Billboard, mas não conseguiu replicar o fenômeno de vendas de seus antecessores imediatos, sendo visto por alguns críticos como o início da fragmentação da identidade clássica da banda.
As faixas de destaque do álbum exemplificam a dualidade criativa do sexteto na virada da década. "On the Other Side" abre o disco com uma melodia majestosa e vocais potentes de Steve Walsh, tornando-se um dos clássicos duradouros do grupo. O single "People of the South Wind" mostra o lado mais acessível e Pop do KANSAS, com uma batida direta que homenageia a tribo Kaw. Em contraste, "Angels Have Fallen" e "A Glimpse of Home" mergulham em estruturas Progressivas mais sombrias e intrincadas, destacando o trabalho de teclados e violino. A faixa "How My Soul Cries Out for You" apresenta um momento inusitado com uma seção rítmica caótica e efeitos sonoros experimentais, enquanto a balada acústica "Reason to Be" encerra o trabalho com uma sensibilidade melódica que remete ao grande sucesso "Dust in the Wind".
Este foi o último álbum de estúdio da formação clássica a atingir o status de platina nos Estados Unidos antes da saída de Steve Walsh para formar a banda STREETS. O disco captura o grupo tentando encontrar um equilíbrio entre a sofisticação instrumental e a viabilidade comercial em um mercado em rápida mutação. Embora tenha sido recebido com certa frieza por parte da imprensa especializada da época, o álbum envelheceu bem entre os entusiastas do Rock Progressivo americano, sendo valorizado pela sua produção orgânica e pelas performances vocais impecáveis de Walsh e Steinhardt. Ele permanece como um monumento à grandiosidade de uma das bandas mais técnicas do cenário mundial dos anos 70.
Fontes pesquisadas:
Faixas:
| Nº | Título | Duração |
|---|---|---|
| 01 | On the Other Side | 06:26 |
| 02 | People of the South Wind | 03:41 |
| 03 | Angels Have Fallen | 06:39 |
| 04 | How My Soul Cries Out for You | 05:46 |
| 05 | A Glimpse of Home | 06:37 |
| 06 | Away from You | 04:26 |
| 07 | Stay Out of Trouble | 04:15 |
| 08 | Reason to Be | 03:51 |
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