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terça-feira, fevereiro 17

JETHRO TULL ● Crest of a Knave ● 1987

Artista: JETHRO TULL
País: Reino Unido
Gêneros: Eclectic Prog, Art Rock, Blues Rock
Álbum: Crest of a Knave
Ano: 1987
Lançamento: setembro
Gravadora: Chrysalis Records
Duração: 39:30

Músicos:
● Ian Anderson: vocais, flauta, violão, guitarras, programação de bateria 
● Martin Barre: guitarras 
● Dave Pegg: baixo 
● Doane Perry: bateria (em algumas faixas) 
● Gerry Conway: bateria (em algumas faixas)

Álbum que marca o retorno triunfante do JETHRO TULL após um hiato de três anos causado pelos problemas vocais de Ian Anderson, "Crest of a Knave", lançado em setembro de 1987, representa uma mudança drástica de direção em relação ao eletrônico "Under Wraps". Dessa vez Ian Anderson e cia. abraçaram uma sonoridade mais pesada e baseada no Blues Rock e Hard Rock. Gravado majoritariamente no estúdio caseiro de Anderson, o disco foi recebido como um retorno à forma, embora a produção ainda utilizasse baterias programadas em várias faixas para compensar a ausência de um baterista fixo durante as sessões iniciais. O álbum é historicamente famoso (e controverso) por ter vencido o primeiro Grammy de "Melhor Performance de Hard Rock/Metal Vocal ou Instrumental" em 1989, superando o favorito "...And Justice for All" do METALLICA.

A sonoridade que o JETHRO TULL apresenta em "Crest of a Knave" é frequentemente comparada ao som do DIRE STRAITS daquela época, devido ao tom de voz mais baixo e rouco de Anderson e ao estilo de guitarra de Martin Barre, que adotou texturas mais limpas e melódicas intercaladas com riffs vigorosos. O contexto de 1987 era de revitalização para as bandas de Rock dos anos 70, e o JETHRO TULL conseguiu se inserir nesse cenário ao fundir o virtuosismo da flauta com uma sensibilidade mais comercial e direta. A ausência de tecladistas fixos permitiu que Anderson e Barre focassem em arranjos de guitarras sobrepostas, criando um som mais encorpado que agradou tanto aos fãs antigos quanto a uma nova geração de ouvintes que consumia o Rock clássico nas rádios.

Os maiores destaques do álbum exemplificam a versatilidade recuperada pelo grupo. "Steel Monkey" abre o disco com uma batida sintetizada e um riff pesado, enquanto a épica "Budapest" é amplamente considerada uma das melhores composições da carreira de Anderson, com seus dez minutos de variações acústicas e elétricas inspiradas em turnês pelo Leste Europeu. "Farm on the Freeway" e "Jump Start" tornaram-se pilares nos shows, destacando-se pela interação dinâmica entre os solos de flauta e guitarra. Por outro lado, "Said She Was a Dancer" revela o lado mais suave e influenciado pelo Blues, evidenciando os "vocais" agora mais limitados, porém mais expressivos e maduros, que Anderson passou a adotar após sua recuperação cirúrgica.

Considerado como o início de uma "segunda juventude" criativa, "Crest of A Knave" se tornou o maior sucesso comercial do grupo desde a década de 70. A vitória no Grammy, embora tenha gerado piadas e críticas na época — já que o JETHRO TULL não era uma banda de Heavy Metal —, acabou servindo para reafirmar a relevância da banda na indústria musical. O disco provou que Ian Anderson era capaz de reinventar o som do grupo sem perder a sofisticação lírica e instrumental. "Crest of a Knave" estabilizou a carreira da banda para os anos 90 e permanece como um dos favoritos dos entusiastas da fase mais tardia do Rock Progressivo britânico.

Fontes pesquisadas:
Faixas:
Nº   Título Duração 
01 Steel Monkey 03:39
02 Farm on the Freeway 06:31
03 Jump Start 04:55
04 Said She Was a Dancer 03:43
05 Dogs in the Midwinter 04:37
06 Budapest 10:05
07 Mountain Men 06:20
08 The Waking Edge 04:49
09 Raising Steam 04:05
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