País: Reino Unido
Gênero: Eclectic Prog
Álbum: Common Ground
Ano: 2021
Lançamento: julho
Gravadora: English Electric
Duração: 62:02
Músicos:
● David Longdon: vocais, flauta, teclados, guitarras
● Gregory Spawton: baixo, pedais de baixo
● Nick D'Virgilio: bateria, percussão, vocais
● Rikard Sjöblom: guitarras, teclados, vocais
Lançado em 30 de julho de 2021, pelo selo próprio English Electric Recordings, e em vinil duplo com capa dupla pela Plane Groovy, "Common Ground" é o décimo terceiro álbum de estúdio do BIG BIG TRAIN. O álbum foi gravado durante a pandemia mundial de 2020, e mostra a banda dando continuidade à sua tradição de narrativas dramáticas, mas também abordando questões muito mais pessoais, como os lockdowns da Covid, a separação de entes queridos, a passagem do tempo, a morte de pessoas próximas à banda e a esperança que surge de um novo amor.
Em "Common Ground", o BIG BIG TRAIN buscou inspiração musical e lírica em artistas como Elbow, Pete Townshend, TEARS FOR FEARS, Elton John e XTC, além de reconhecer suas raízes mais Progressivas.
A obra inicia com a breve introdução instrumental "The Strange Night", que estabelece uma atmosfera de expectativa antes de mergulhar em "All the Love We Can Give", uma faixa que explora dinâmicas vocais complexas e uma letra introspectiva sobre perda e redenção. "Black with Ink" segue com uma abordagem rítmica pulsante, destacando a interação entre as guitarras de Rikard Sjöblom e os vocais de David Longdon, enquanto "Dandelion Clock" apresenta uma estrutura mais melódica e acessível, focando na passagem do tempo e nas memórias de infância, consolidando a primeira metade do disco com um equilíbrio entre técnica e emoção.
O núcleo instrumental e temático do álbum é reforçado por "Headwaters", uma peça delicada de piano que serve de prelúdio para a grandiosa "Apollo". Esta última é uma faixa instrumental vibrante que demonstra o virtuosismo de Nick D'Virgilio na bateria e celebra as conquistas espaciais com arranjos de metais expansivos. A faixa-título, "Common Ground", funciona como o hino central do álbum, utilizando um refrão marcante para reforçar a mensagem de unidade. Nestas composições, percebe-se uma produção que privilegia a clareza orgânica dos instrumentos, evitando a saturação de camadas presente em trabalhos anteriores. "Atlantic Cable", um épico de quinze minutos que narra a instalação do primeiro cabo telegráfico transatlântico no século XIX. A faixa utiliza mudanças de tempo e seções instrumentais complexas para representar a magnitude da engenharia vitoriana, conectando-se aos temas históricos recorrentes na banda. O álbum finaliza com "Endnotes", uma peça reflexiva com arranjos de metais que evoca uma sensação de encerramento e esperança.
Por ser o último álbum de estúdio com David Longdon lançado durante sua vida, "Common Ground" adquiriu um peso emocional adicional, simbolizando o ápice de sua contribuição criativa para o Rock Orogressivo moderno.
Fontes pesquisadas:
- wikipedia.org
- rateyourmusic.com
- bigbigtrain.com
- progarchives.com
Faixas:
| Nº | Título | Duração |
|---|---|---|
| 01 | The Strange Night | 01:11 |
| 02 | All the Love We Can Give | 08:05 |
| 03 | Black with Ink | 07:23 |
| 04 | Dandelion Clock | 04:14 |
| 05 | Headwaters | 02:26 |
| 06 | Apollo | 07:50 |
| 07 | Common Ground | 04:53 |
| 08 | Atlantic Cable | 15:06 |
| 09 | Endnotes | 06:58 |

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