País: Estados Unidos
Gênero: Symphonic Prog
Álbum: Hands
Ano: 1996
Duração: 71:15
Músicos:
● Ernie Myers: guitarra, mandolin, vocais
● Michael Clay: teclados, guitarra, tuned percussion
● Paul Bunker: viola, violino, Vitar, cuatro, guitarra
● Skip Durbin: instrumentos de sopro
● Steve Parker: baixo, guitarra, vocais
● John Rousseau: bateria, percussão
Com:
● Gary Stone: vocais (8,11)
● Tom Reed: vocais (13)
● Mike Barreyre: guitarra, vocais
● Shannon Day: teclados
● Sonny Sollel: instrumentos de sopro, vocais
● Mark Menikos: violino, mandolin, guitarra, vocais
● Rex Bozarth: baixo, Chapman Stick, violoncelo, vocais
● David Carlisle: baixo
● John Fiveash: bateria, percussão
● Martin McCall: bateria, percussão
Fundado em Dallas, Texas, em 1977, se desfizeram em 1980. Naquele período, alguns de seus integrantes tinham experiência prévia em outros projetos. Ou vieram a tocar posteriormente em outros grupos. Mark Menikos e Martin McCall fizeram parte da proposta de jazz-rock fusion AURORA; sendo que o segundo também esteve em outras bandas. Ocorreu o mesmo com Michael Clay. Em 1997 voltaram a se reagrupar, com umas mudanças no line-up. No caso, um ano após o lançamento de sua estréia, que infelizmente não tem uma boa qualidade de gravação.
Apesar disso, essa obra ganhou algumas re-edições, uma delas inclusive remasterizada. Uma das particularidades deles, tanto no álbum que abaixo resenho quanto em "Twenty Five Winters", é o uso de instrumentos incomuns no progressivo. Como mandolim, viola, vitar, cuatro e efeitos sonoros diversos. Além disso, falando ainda dos instrumentos, também há uma presença robusta de violino, violoncelo e instrumentos de sopro variados. Por conta disso, tem momentos em que sua estréia tem uns tons e timbres semelhantes ao francês WURTEMBERG. Por outro lado, também indico uma certa proximidade com a sonoridade do JETHRO TULL em seus momentos mais folk.
Num curto período de tempo, menos de 4 anos, a banda conseguiu gravar ótimas demos que, juntas, formam um conjunto coeso. Tanto é que se tornaram esse álbum, com 71min de duração.
As três primeiras faixas são as melhores desse álbum, e são inteiramente instrumentais. Em termos de estilo de composição, me lembram um pouco o GENTLE GIANT, com harmonias complexas e mudanças constantes nas execuções. Na sexta faixa guitarra e baixo estão fabulosos, além da serenidade da flauta. A 9a faixa tem uma atmosfera medieval, sobretudo por conta da excelente execução nas cordas. A 11a música é esplêndida tem um toque de YES mais GENTLE GIANT, incrível. Uma parte das outras composições lembram algo do Genesis no final dos anos 70, e outra parte lembra WURTEMBERG. A penúltima faixa, no caso a 13a, é bem mal gravada. E a última é quase tão ruim quanto, nesse mesmo quesito. O estilo da última destoa do restante do disco, por ser bem mais roqueira. Tenho uma crítica a esse disco: pela combinação entre sua longa duração, mais o leque de execuções dos instrumentos de corda, que é um tanto limitado, esses mesmos instrumentos (sobretudo o violino) se tornam meio excessivos no cômputo geral. Pode até ter a ver com a mixagem na gravação de meu CD, que priorizou esse instrumento. Então, se futuramente eu escutar a versão remasterizada, talvez eu mude de idéia.
| Faixas |
|---|
| Nº | Título | Duração |
|---|---|---|
| 01 | Zombieroch | 4:19 |
| 02 | Prelude #2 | 1:36 |
| 03 | Triangle of New Flight | 6:51 |
| 04 | Mutineer's Panorama | 3:13 |
| 05 | Worlds Apart | 4:08 |
| 06 | Dreamsearch | 9:50 |
| 07 | Left Behind | 6:03 |
| 08 | Mindgrind | 5:41 |
| 09 | Greensoap | 2:28 |
| 10 | I Want One of Those | 3:16 |
| 11 | Antarctica | 10:32 |
| 12 | The Tiburon Treasure | 2:25 |
| 13 | Hands in the Fire | 7:16 |
| 14 | Castle Keep | 3:37 |
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Discografia:
1996 ● Hands
1998 ● Palm Mystery
2000 ● The Early Years. Compilação
2002 ● Twenty Five Winters
2008 ● Strangelet
2015 ● Caviar Bobsled

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