País: Brasil
Gênero: Progressive Metal
Álbum: Espresso della Vita – Solare
Ano: 2018
Lançamento: Maio
Gravadora: Avalon Records
Duração: 78:47
Músicos:
● Fábio Caldeira: vocais, piano, teclados, viola caipira (3), violões (5,7)
● Renato "Montanha" Somera: baixo, guturais
● Heitor Matos: bateria & percussão
Com:
● Adair Daufembach: guitarras solo e rítmicas (1,4-12)
● Rubinho Silva: violão folk (9,12)
● Luís Fernando Freitas: congas, bongos, triângulos, alfaia, pandeiro, afoxé, ganzá, egg shake, agogô, block, berimbau, cuíca, surdo, vibraslap, chime (3,9-12)
● Bárbara Silva: vocais (9)
● Rosecler Caldeira: vocais (10)
● Cíntia Santibañes: vocais (11)
● Alonso Zelaya: backing vocals (11)
● Ana Barajas: backing vocals (11)
● Rodrigo Pimentel: banjo & dobro (8)
● Leonardo Almeida: ukulele (11,12)
● Eduardo Caldeira: fala (11)
● Giovana Salles: fala (12)
Coro Solare:
● Malu Oliveira: soprano
● Danielle Castro: soprano
● Michelle Maia: soprano
● Audrey Sarraceni: alto
● Mayara Martinelli: alto
● Carolina Penhavel: alto
● Camila Souza: alto
● Fernanda Barban: alto
● Will Matos: tenor
● Daniel Oliveira: tenor
● Paulo Camillo: tenor
● Kelvin Miura: tenor
● Victor Castro: tenor
● Maurício Lopes: bass
● Natan Custódio: bass
● Fábio Caldeira: bass
Orquestra Solare:
● Adriano Reis: violino
● Ana Camila Castilho: violino
● Camila Schneck: violino
● Eduarda Ito: violino
● Guilherme Caldas: viola
● Walisson Cruz: violoncelo
● Elvis Plácido de Oliveira: tímpano, Gran Casa
● Pablo Alayza: flauta
A banda foi formada em São José do Rio Preto, São Paulo, no ano de 2006. Segundo o
vocalista, esse álbum propõe uma observação da vida humana como se fosse uma
viagem de trem. E, segundo consta no site oficial deles, garantiu a assinatura
de um contrato de cinco anos com a gravadora japonesa Marque/Avalon.
A primeira faixa é toda instrumental. Harmonias bem
trabalhadas, bons fraseados de guitarra. O tempo todo preenchem bastante os
espaços, o que traz uma intensidade à composição. Na segunda faixa, continuação
da anterior, os vocais entram no início. Em inglês. Os espaços são preenchidos
com menos intensidade, mais na linha crossover prog, quase heavy. Gostei das
inserções ao piano. No final as harmonias vocais ficam muito boas. A bateria
costuma fazer apenas uma função de apoio mesmo, não costuma tomar à frente nas
execuções. A 3ª faixa começa com uma viola caipira, muito bem executada;
envolvente. Fica pouco tempo, quando a guitarra a engole e a viola sai de cena.
Nessa ocasião ficam mesmo mais prog metal. Em dado momento há uso de triângulo,
em curta passagem mais suave. Na segunda metade da música, há umas mudanças nos
compassos e nas combinações instrumentais, enriquecendo a composição. A faixa
seguinte começa mais para crossover prog. Boas harmonias vocais. As seções
rítmicas são mais suaves e ligeiramente groovy. Como ocorreu com as faixas
prévias, os solos (quase) sempre ficam a cargo da guitarra.
Em “Water Birds” uma belíssima introdução nas
cordas, com vocais inspirados, a bateria mais inventiva e variada. Os
sintetizadores também estão, embora em segundo plano geralmente, mais
versáteis. As cordas seguem apoiando em algumas ocasiões, entoações de vocais
femininos circundam brevemente o ambiente. Um solo de guitarra, em tons graves,
que vão gradativamente indo para os agudos, faz uma consistente contribuição. A
faixa seguinte poderia ser classificada como um bom AOR. Quando passa para “The
Seed” sobrevém um coral meio religioso. Um violão levemente espanhol, como se
estivesse lamentando, apóia o vocalista. Seus 15min de duração são divididos em
12 partes. Não consigo identificar bem as transições entre elas, mas há sim uma
sensação, para o ouvinte, de estar escutando uma suíte. Pois algumas mudanças
na composição acontecem. Bem no finalzinho o instrumental é fantástico. A
bateria procura se assemelhar, no início da maior da próxima composição, “Far
West”, a um galope acelerado. No decorrer da música faz umas variações. Na
segunda metade um piano como dos filmes de faroeste faz uma pequena
contribuição.
A faixa a seguir começa com um violão e vocais
levemente blues. O vocalista fica bem inspirado novamente. A bateria começa
suave. Fazem umas harmonias mais pesadas, mas por pouco tempo. Harmonias
melodiosas, com uso do piano, e timbres delicados nos sintetizadores, vão
preparando o terreno para esplêndidas combinações vocais.
Nesse parágrafo quero acentuar que todos os
vocalistas são bons, e considero espetaculares as harmonias, em praticamente
todo o disco.
“Penitência” é uma deliciosa e potente exibição de
mangue beat com progressivo. Não sei se é pelo fato de estarem cantando em sua
língua nativa, mas nessa faixa a firmeza e energia do canto estão combinando
perfeitamente com o instrumental. Nas faixas anteriores a combinação fica um
pouco abaixo da perfeição.
A penúltima faixa é cantada em inglês e espanhol. Cumpriram
bem a proposta, encontrando os espaços entre as instrumentações. E a última faixa
tem em seu início uma parceria gostosa entre um sintetizador-quase-piano, o
violão, e ótimo uso dos pratos. Os vocais estão mais sóbrios, algo que gostei
muito, soa bem mais natural. Em alguns momentos os vocais voltam a ficar com
aquele tom levemente gritado. Gostei das variações nas seções rítmicas e do
solo de sintetizador. Lindas vocalizações femininas ao final antecedem a
finalização decrescente, sensível, com vocalista acompanhado ao piano.
Faixas:
01. Origami (2:13)
02. I a.m. Living (6:29)
03. Rooster Race (6:10)
04. Daily View (2:31)
05. Water Birds (4:32)
06. Keep Trying (5:02)
07. The Seed (15:34)
08. Far West (4:31)
09. Across the River (5:12)
10. Penitência (4:48)
11. Hijos de la Tierra (7:50)
12. Trainsition (11:07)
Discografia:
2010 ● H.U.C. EP.
2011 ● Unpuzzle!
2016 ● The Trick Side of Some Songs. EP.
2018 ● Espresso Della Vita – Solare.
2022 ● Maestrickmas. EP.

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