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terça-feira, fevereiro 3

RUSH ● Moving Pictures ● 1981

Artista: RUSH
País: Canadá
Gênero: Hard Rock, Heavy Prog
Álbum: Moving Pcitures
Ano: 1981
Lançamento: fevereiro
Gravadora: Anthem Records
Duração: 40:04

Músicos:
● Geddy Lee: vocais, baixo e sintetizadores 
● Alex Lifeson: guitarras e sintetizadores 
● Neil Peart: bateria e percussão
Músico convidado:
● Hugh Syme: teclados

O oitavo trabalho de estúdio do trio canadense, "Moving Pictures", lançado em fevereiro de 1981, representa o ponto de consolidação de uma transição sonora iniciada no disco anterior, "Permanent Waves". Gravado no Le Studio, em Quebec, o álbum apresenta uma redução na extensão média das composições em comparação aos registros da década de 1970, incorporando estruturas mais diretas e uma presença acentuada de sintetizadores Oberheim e Moog. Comercialmente, "Moving Pictures" atingiu o topo das paradas no Canadá e a terceira posição nos Estados Unidos e Reino Unido, tornando-se o item de maior vendagem na trajetória do grupo.

A primeira metade do repertório concentra as canções de maior exposição radiofônica, começando por "Tom Sawyer" que abre o disco com um tema de sintetizador marcante, seguido por "Red Barchetta", que apresenta uma narrativa futurista baseada em um conto automobilístico. A instrumental "YYZ" utiliza o código IATA do Aeroporto Internacional de Toronto em ritmo Morse como base rítmica, tendo recebido uma indicação ao Grammy. Já "Limelight" aborda a temática da privacidade e a exposição pública sob a ótica do letrista Neil Peart, apresentando uma alternância entre compassos compostos e um refrão em tempo comum.

O lado B, explora facetas distintas do Rock Progressivo. "The Camera Eye" é a composição mais longa do álbum, dividida em duas partes que descrevem as paisagens urbanas de Nova York e Londres, sendo a última faixa da banda a ultrapassar a marca dos dez minutos. "Witch Hunt", que conta com a participação de Hugh Syme nos teclados, inicia a série conceitual "Fear", focada em aspectos da psicologia humana e manipulação social. "Vital Signs" que encerra o álbum, introduz elementos de Reggae e New Wave, antecipando a direção estética que o trio adotaria nos lançamentos subsequentes da década de 1980.

A produção, assinada por Terry Brown em conjunto com os músicos, priorizou a clareza técnica e a separação dos timbres, resultando em um padrão de áudio frequentemente utilizado como referência em engenharia de som. 

Dentro da discografia do RUSH, "Moving Pictures" representa o fim da era das suítes conceituais extensas e o começo do período focado em texturas eletrônicas e arranjos concisos. A recepção crítica da época e análises contemporâneas convergem ao identificar "Moving Pictures" como o ápice da banda e do equilíbrio entre a complexidade instrumental do Rock Progressivo e a acessibilidade melódica demandada pela indústria fonográfica do período.

Fontes pesquisadas: 
Faixas:
Nº   Título Duração 
01 Tom Sawyer 04:33
02 Red Barchetta 06:06
03 YYZ 04:24
04 Limelight 04:19
05 The Camera Eye 10:56
06 Witch Hunt 04:43
07 Vital Signs 04:43
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