País: Canadá
Gênero: Hard Rock, Heavy Prog
Álbum: 2112
Ano: 1976
Gravadora: Mercury Records
Lançamento: abril
Duração: 38:42
Músicos:
● Geddy Lee: vocais, baixo e teclados (ARP Odyssey)
● Alex Lifeson: guitarras solo e rítmica, violão
● Neil Peart: bateria e percussão
Após o fracasso comercial de "Caress of Steel", a Mercury Records pressionou o RUSH para entregar um álbum com singles curtos e radiofônicos. Em um ato de rebeldia que definiria sua carreira, o trio respondeu com uma suíte de 20 minutos ocupando todo o primeiro lado do disco. Lançado em abril de 1976, "2112", não apenas salvou a banda da falência, mas consolidou o Rock Progressivo como uma força viável na América do Norte, unindo o peso do Hard Rock a uma narrativa distópica inspirada na obra de Ayn Rand.
Sob uma perspectiva técnica, a suíte "2112" é uma aula de estruturação musical. Dividida em sete partes, ela utiliza o contraste entre os sintetizadores espaciais da abertura e os riffs cortantes de Alex Lifeson para contar a história de um indivíduo em conflito com uma ditadura tecnológica. A produção de Terry Brown atingiu aqui um novo patamar de clareza, permitindo que as complexas viradas de Neil Peart e as linhas de baixo agressivas de Geddy Lee fossem ouvidas com uma definição que se tornou referência para o áudio de alta fidelidade na época.
O Lado B, muitas vezes eclipsado pela magnitude da faixa-título, demonstra a versatilidade da banda em formatos mais curtos, mas ainda tecnicamente exigentes. Faixas como "A Passage to Bangkok" exibem um trabalho de guitarra de Lifeson fortemente influenciado por escalas orientais, enquanto "Lessons" e "Tears" mostram uma sensibilidade melódica que equilibra o virtuosismo instrumental. É neste disco que Geddy Lee consolida seu estilo vocal único, utilizando registros extremamente agudos que servem como mais um instrumento na parede sonora do trio.
O consenso entre fãs e crítica é de que "2112" é a obra-prima que permitiu ao RUSH existir em seus próprios termos. Ao provar que o público estava disposto a consumir conceitos complexos e execuções técnicas impecáveis, a banda abriu caminho para sua fase mais experimental. O álbum permanece como um marco de resistência criativa, provando que a técnica, quando aliada a uma visão artística inflexível, pode gerar um sucesso comercial sem precedentes no Rock.
Fontes pesquisadas:
- Wikipedia
- AllMusic
- Discogs
- Classic Rock Magazine
- Sputnikmusic
Faixas:
| Nº | Título | Duração |
|---|---|---|
| 01 | 2112 | 20:33 |
| 02 | A Passage to Bangkok | 03:34 |
| 03 | The Twilight Zone | 03:17 |
| 04 | Lessons | 03:51 |
| 05 | Tears | 03:33 |
| 06 | Something for Nothing | 03:59 |
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