País: Reino Unido
Gêneros: Post-Punk, Alternative Rock, Gothic Rock
Álbum: Unknown Pleasures
Ano: 1979
Lançamento: junho
Gravadora: Factory Records
Duração: 39:28
Músicos:
● Ian Curtis: vocais
● Bernard Sumner: guitarras, teclados
● Peter Hook: baixo
● Stephen Morris: bateria
Lançado em junho de 1979 pela Factory Records, "Unknown Pleasures" é o álbum de estreia do JOY DIVISION e um dos marcos fundamentais da história do Rock alternativo surgido em finais da década de 70. Gravado nos Strawberry Studios em Stockport, o disco surgiu em um momento em que a energia bruta do Punk londrino começava a dar lugar a experimentações mais sombrias e introspectivas. Sob a visão vanguardista do produtor Martin Hannett, a banda de Manchester conseguiu traduzir a desolação industrial de sua cidade natal em uma sonoridade única, estabelecendo as diretrizes estéticas e sonoras do que viria a ser conhecido como Post-Punk.
A produção de Hannett foi revolucionária para a época, utilizando técnicas de gravação pouco convencionais, como o isolamento individual de cada componente da bateria de Stephen Morris e a inclusão de efeitos sonoros industriais, como o som de elevadores e vidros quebrando. Essa abordagem criou um senso de espaço e vazio que contrastava com a agressividade das guitarras de Bernard Sumner. O baixo de Peter Hook, tocado em notas agudas e melódicas, assumiu um papel protagonista raramente visto no Rock até então, enquanto os vocais barítonos e profundos de Ian Curtis conferiam à obra uma carga emocional e existencialista avassaladora.
O repertório do álbum é uma sucessão de faixas que exploram temas de alienação, medo e isolamento. "Disorder" abre o disco com uma linha de baixo icônica e uma urgência rítmica que define a energia do grupo. "Day of the Lords" tem uma instrumentação extrema, ela oscila, entrando e saindo, em torno da voz de Curtis. O riff de guitarra no começo é um dos mais memoráveis da banda. "New Dawn Fades" destaca-se como uma das composições mais densas, apresentando um crescimento instrumental que espelha o desespero lírico de Curtis. "Shadowplay", a música mais regravada escrita por JD, tem um andamento bem lento. A guitarra esporádica soa como uma sombra à espreita. Outro ponto central é "She’s Lost Control", que utiliza ritmos mecânicos e repetitivos para abordar questões de vulnerabilidade humana, enquanto o encerramento com "I Remember Nothing" mergulha o ouvinte em uma atmosfera minimalista e claustrofóbica, pontuada por sintetizadores sombrios.
Historicamente, "Unknown Pleasures" não foi um sucesso imediato de vendas, mas sua influência cresceu exponencialmente ao longo das décadas, tornando-se uma referência estética obrigatória para inúmeras bandas de Rock alternativo e gótico. A capa, apresentando um gráfico de dados de ondas de rádio de um pulsar (*), tornou-se uma das imagens mais icônicas da cultura Pop. O álbum é frequentemente citado por críticos como uma obra-prima que capturou perfeitamente o espírito de uma época, permanecendo atual pela sua crueza técnica e pela profundidade de suas reflexões sobre a condição humana.
(*) Pulsar é uma estrela incrivelmente densa, comprimida e giratória, na qual correntes de prótons e elétrons em movimento interno criam um campo magnético. A combinação de rotação e magnetização forma um sinal de rádio à medida que a estrela viaja pelo espaço. A cada rotação da estrela, um radiotelescópio captura esse sinal, que os astrônomos podem então plotar em uma grade. O mapa usado em "Unknown Pleasures" é um mapa do primeiro pulsar já descoberto.
Fontes pesquisadas:
- wikipedia.org
- rateyourmusic.com
- joydivisionofficial.com
Faixas:
| Nº | Título | Duração |
|---|---|---|
| 01 | Disorder | 03:32 |
| 02 | Day of the Lords | 04:49 |
| 03 | Candidate | 03:05 |
| 04 | Insight | 04:29 |
| 05 | New Dawn Fades | 04:47 |
| 06 | She’s Lost Control | 03:45 |
| 07 | Shadowplay | 03:55 |
| 08 | Wilderness | 02:38 |
| 09 | Interzone | 02:16 |
| 10 | I Remember Nothing | 05:53 |

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