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terça-feira, fevereiro 17

JETHRO TULL ● The Broadsword and the Beast ● 1982

Artista: 
JETHRO TULL
País: Reino Unido
Gêneros: Eclectic Prog
Álbum: The Broadsword and the Beast
Ano: 1982
Lançamento: abril
Gravadora: 
Duração: 38:59

Músicos:
● Ian Anderson: vocais, flauta e violão 
● Martin Barre: guitarras 
● Dave Pegg: baixo, bandolim e vocais de apoio 
● Peter-John Vettese: teclados, sintetizadores e vocais de apoio 
● Gerry Conway: bateria e percussão

Considerado um dos trabalhos mais equilibrados e bem-sucedidos do JETHRO TULL na década de 80, "The Broadsword and the Beast", lançado em abril de 1982, buscou uma sonoridade que fundisse o misticismo e o folclore celta com a tecnologia dos sintetizadores modernos. O álbum foi produzido por Paul Samwell-Smith, ex-YARDBIRDS, que ajudou a dar um polimento comercial às composições sem sacrificar a complexidade característica da banda. A icônica capa, pintada por Iain McCaig, apresenta uma arte de fantasia inspirada no universo de J.R.R. Tolkien, reforçando a temática épica que permeia as letras e as atmosferas do registro.

A sonoridade moderna do disco é definida pela chegada do tecladista Peter-John Vettese, cujo estilo criativo e uso extensivo de sequenciadores trouxe uma nova vida ao grupo. O álbum é dividido conceitualmente entre o lado "Beastie", com temas que exploram medos e obsessões modernas, e o lado "Broadsword", focado em narrativas históricas e náuticas. Esta abordagem permitiu que Martin Barre explorasse riffs de guitarra mais pesados, enquanto a flauta de Ian Anderson encontrava espaço em arranjos que equilibravam perfeitamente o som orgânico e o eletrônico. Foi um período de renovação comercial para o grupo, que viu neste lançamento uma recuperação de sua base de fãs após as turbulências do início da década.

Começando pela energética "Beastie", que utiliza camadas de sintetizadores para criar um clima de tensão, as composições de "Broadsword...", evidenciam a versatilidade composicional de Ian Anderson. "Fallen on Hard Times" traz uma crítica política ácida com um ritmo de Folk Rock contagiante, enquanto a faixa-título "Broadsword" se tornou um hino nas apresentações ao vivo, com sua cadência épica e atmosfera de batalha. Outra canção fundamental é "Clasp", que mistura elementos eletrônicos com uma linha de flauta intrincada, e a balada "Pussy Willow", que resgata a delicadeza acústica do grupo. "Seal Driver" encerra o núcleo principal do disco com uma progressão dramática e solos de guitarra inspirados de Martin Barre, mostrando que a banda ainda detinha um vigor instrumental impressionante.

Frequentemente citado como o último grande álbum "clássico" antes do controverso "Under Wraps", "The Broadsword and the Beast" conseguiu a proeza de soar contemporâneo em 1982 sem alienar os entusiastas do som Progressivo tradicional, alcançando boas posições nas paradas europeias e americanas. A química entre os músicos nesta fase era evidente, resultando em uma turnê teatral memorável com um cenário que simulava um navio viking. Este álbum permanece como um testemunho da capacidade de Ian Anderson em adaptar sua visão artística às demandas tecnológicas de sua época sem perder a essência trovadoresca que define o grupo.

Fontes pesquisadas:
Faixas:
Nº   Título Duração 
01 Beastie 03:58
02 Clasp 04:18
03 Fallen on Hard Times 03:13
04 Flying Colours 04:39
05 Slow It Down 03:29
06 Broadsword 05:03
07 Pussy Willow 03:55
08 Watching Me, Watching You   03:41
09 Seal Driver 05:10
10 Cheerio 01:09
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