Ùltimas resenhas

Em destaque!

Discografias Comentadas

om

segunda-feira, fevereiro 16

GENESIS ● Abacab ● 1981

Artista: GENESIS
País: Reino Unido
Gêneros: Symphonic Prog, Eclectic Prog
Álbum: Abacab
Ano: 1981
Lançamento: setembro
Gravadora: Charisma Records / Atlantic Records / Vertigo
Duração: 47:08

Músicos:
● Phil Collins: vocais, bateria, bateria eletrônica Roland CR78 e programação (faixa 2)
● Mike Rutherford: guitarras, baixo e vocais de apoio
● Tony Banks: teclados, guitarra de 12 cordas e vocais de apoio

Lançado em setembro de 1981, "Abacab" representa uma das mudanças estéticas mais drásticas na trajetória do GENESIS. Após o sucesso de "Duke", o trio decidiu romper conscientemente com as estruturas longas e as letras fantasiosas do Rock Progressivo Rock que definiram sua fase anterior. Gravado no recém-construído estúdio The Farm, o álbum introduziu uma sonoridade mais seca e direta, influenciada pela New Wave e pelo uso de técnicas de produção modernas, como o "gated reverb" na bateria de Phil Collins. O título do disco deriva de uma sequência de seções musicais (A-B-A-C-A-B) utilizada durante os ensaios da faixa-título.

Dessa vez Phil Collins, Tony Banks e Michael Rutherford decidiram simplificar os arranjos e experimentar novos timbres de sintetizadores.  Uma das experimentações mais controversas do álbum está em "No Reply at All , que inclui uma seção de metais executada pelo grupo EARTH, WIND AND FIRE, uma escolha que gerou polêmica entre os fãs mais puristas, mas que ajudou a banda a alcançar um público mais amplo nas rádios Pop. Por outro lado, composições como "Dodo/Lurker" ainda mantêm traços da complexidade rítmica e atmosférica do grupo, embora embaladas em uma produção muito mais minimalista e urbana, refletindo o espírito do início da década de 80. A faixa-título "Abacab", é outro destaque, abrindo o álbum com um riff de guitarra cortante de Mike Rutherford e uma batida motorizada que remete ao Krautrock. "Abacab" é notável por sua seção instrumental estendida, onde Tony Banks utiliza timbres de sintetizadores mais agressivos e modernos para a época. Esta música estabeleceu o novo padrão visual e sonoro da banda, focando em grooves repetitivos e uma estrutura de "jam" controlada, que se tornou um ponto alto nas apresentações registradas em "Three Sides Live". "Keep It Dark" exemplifica o minimalismo rítmico adotado pelo trio, com Collins cantando em um registro de falsete sobre uma estrutura cíclica e hipnótica. A balada "Man on the Corner", composta integralmente por Collins, utiliza a bateria eletrônica Roland TR-808, antecipando a sonoridade que o vocalista exploraria com exaustão em sua carreira solo e no álbum "Genesis" de 1983. Estas faixas consolidaram a transição estética do grupo, provando que a sofisticação técnica poderia coexistir com o sucesso nas paradas mundiais.

No contexto da discografia do GENESIS, "Abacab" é o divisor de águas que permitiu ao grupo sobreviver à mudança de década com relevância comercial absoluta. O álbum alcançou o topo das paradas no Reino Unido e o Top 10 nos Estados Unidos, consolidando Phil Collins como uma figura central não apenas na bateria, mas como um vocalista de alcance global. A recepção crítica foi mista na época devido ao experimentalismo de faixas como "Who Dunnit?", mas hoje o trabalho é reconhecido como uma peça fundamental de Art Rock que soube incorporar elementos contemporâneos sem perder a identidade técnica do trio.

Fontes pesquisadas:
  • progarchives.com
  • wikipedia.org
  • rateyourmusic.com
Faixas:
Nº   Título Duração 
01 Abacab 07:02
02 No Reply at All 04:41
03 Me and Sarah Jane 06:00
04 Keep It Dark 04:34
05 Dodo / Lurker 07:30
06 Who Dunnit? 03:22
07 Man on the Corner 04:27
08 Like It or Not 04:58
09 Another Record 04:30
.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comente e Participe

⮟ Busca por país