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quarta-feira, fevereiro 4

BIG BIG TRAIN ● Goodbye to the Age of Steam ● 1994

Artista: BIG BIG TRAIN
País: Reino Unido
Gêneros: Eclectic Prog, Symphonic Prog
Álbum: Goodbye to the Age of Steam
Ano: 1994
Duração: 54:19

Músicos:
● Martin Read: voz 
● Greg Spawton: guitarras e teclados 
● Andy Poole: baixo e teclados 
● Steve Hughes: bateria e percussão 
● Ian Cooper: teclados adicionais

Lançado em 1994 pela gravadora Giant Electric Pea, "Goodbye to the Age of Steam" marca a estreia oficial do BIG BIG TRAIN  em estúdio, consolidando a transição das fitas demo anteriores para um produto fonográfico profissional. O projeto foi encabeçado pelos fundadores Greg Spawton e Andy Poole, que estabeleceram as bases de um som profundamente enraizado na tradição do Rock Progressivo britânico dos anos 70, mas adaptado à estética de produção da década de 90. Naquele período, a cena Progressiva experimentava um renascimento tímido através do subgênero Neo-Prog, e este primeiro trabalho oficial inseriu a banda como uma das promessas desse movimento ao lado de nomes como MARILLION e IQ

A estrutura composicional do álbum demonstra uma maturidade técnica notável, intercalando passagens melódicas introspectivas com arranjos de teclados densos e texturas de guitarra que remetem ao som clássico do GENESIS e aos trabalhos solo de Anthony Phillips. O conceito lírico e visual, focado na transição tecnológica e na nostalgia industrial, estabeleceu o interesse recorrente do grupo pela história e pela paisagem inglesa, temas que se tornariam a assinatura da banda em décadas posteriores. Embora Martin Read entregue uma performance vocal distinta das eras futuras do grupo, sua interpretação confere ao disco uma atmosfera sombria e melancólica, condizente com as temáticas de mudança e obsolescência abordadas nas faixas. 

Historicamente, "Goodbye to the Age of Steam" ocupa um lugar de fundação na discografia do BIG BIG TRAIN, precedendo a fase de grande aclamação crítica que viria com a entrada de David Longdon anos mais tarde. A produção original, embora modesta se comparada aos padrões atuais da banda, captura a essência de um grupo que buscava resgatar a complexidade estrutural em uma época dominada pelo grunge e pelo britpop. As canções apresentam variações métricas e desenvolvimentos instrumentais que evitam a obviedade, garantindo que o álbum seja apreciado tanto como um documento histórico quanto como uma peça de arte autossuficiente dentro do cânone progressivo. 

O impacto de "Goodbye to the Age of Steam" foi revitalizado em 2011 por meio de uma edição remasterizada e expandida, que permitiu aos ouvintes modernos redescobrirem as nuances sonoras que haviam sido obscurecidas pelas limitações técnicas da época do lançamento. Este é um disco essencial para compreender a evolução sonora de Greg Spawton como compositor principal, evidenciando o início de uma trajetória que valoriza o virtuosismo a serviço da narrativa musical. A obra permanece como um exemplo sólido de como o Rock progressivo conseguiu se manter relevante e criativo em um mercado fonográfico em constante transformação durante o final do século XX. 

Fontes pesquisadas: 
  • Rate Your Music (https://rateyourmusic.com) 
  • Wikipedia (https://en.wikipedia.org)
Faixas:
Nº   Título Duração 
01 Soul Searching 07:03
02 Expectations 07:12
03 Far Distant Shores 04:46
04 The Last Word 06:41
05 Goodbye to the Age of Steam  02:22
06 The Blatant Device 05:35
07 Puppets 02:44
08 Wind Distorted Pioneers 03:21
09 Headstrong 04:30
10 Blueberry Fields 06:39

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