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quarta-feira, fevereiro 18

BAD COMPANY ● Straight Shooter ● 1975

Artista: BAD COMPANY
País: Reino Unido
Gêneros: Blues Rock, Rock, Hard Rock, Pop Rock
Álbum: Straight Shooter
Ano: 1975
Lançamento: março
Gravadora: Island Records/Swan Song Records
Duração: 38:23

Músicos:
● Paul Rodgers: vocais, guitarra, teclados 
● Mick Ralphs: guitarra, teclados 
● Boz Burrell: baixo 
● Simon Kirke: bateria

Lançado em abril de 1975 pela gravadora Swan Song, "Straight Shooter" consolidou o BAD COMPANY como uma das potências dominantes do cenário Rock global. Após o sucesso estrondoso de seu disco de estreia, o supergrupo retornou ao estúdio com a pressão de manter o alto nível comercial e artístico presente no álbum anterior. Gravado em Clearwell Castle, na Inglaterra, "Straight Shooter" manteve a fórmula de um Hard Rock direto e sem excessos decorativos, alcançando rapidamente a terceira posição nas paradas de álbuns tanto no Reino Unido quanto nos Estados Unidos. O álbum foi certificado com disco de platina triplo pela RIAA, reafirmando que a simplicidade melódica e a produção robusta eram os pilares do triunfo do quarteto frente a movimentos contemporâneos como o Rock Progressivo.

Frequentemente citado como o auge criativo da formação original, "Straight Shooter" apresenta uma sonoridade ligeiramente mais polida, porém fiel às raízes do Blues Rock. A química entre os músicos permitiu que as composições de Paul Rodgers e Mick Ralphs atingissem um equilíbrio perfeito entre o peso das guitarras e a sensibilidade das baladas acústicas. Naquela época, a crítica reconhecia o grupo como o sucessor natural da linhagem de bandas como LED ZEPPELIN, especialmente pela qualidade vocal superlativa de Rodgers. O disco não apenas reafirmou a identidade visual e sonora da banda, mas também garantiu sua presença constante nas rádios de FM, transformando o BAD COMPANY em um dos maiores nomes do circuito de arenas de meados da década de 1970.

O álbum tem como faixa de abertura, a vibrante "Good Lovin' Gone Bad", um clássico instantâneo de Hard Rock que destaca os riffs de Mick Ralphs, seguida pela cadenciada "Feel Like Makin' Love", que se tornou um dos maiores hinos da história do gênero. "Weep No More", apresenta texturas de teclados e arranjos de cordas sutis que complementam a performance vocal emocional de Paul Rogers, enquanto a balada introspectiva "Shooting Star" encerra o lado A com uma narrativa lírica sobre a ascensão e queda de um astro do Rock. O groove direto de "Deal with the Preacher", inicia o lado B, seguida por "Wild Fire Woman" que retoma a energia elétrica característica do quarteto. "Anna" e "Call on Me" demonstram a faceta mais suave e melódica de Paul Rodgers, encerrando o álbum de forma coesa e memorável.

A produção autoral do BAD COMPANY em "Straight Shooter" evitou a autocomplacência, focando em estruturas de canções que privilegiavam a economia de notas e o impacto imediato. Essa abordagem foi fundamental para manter o prestígio da banda em uma era de transição musical, provando que o Blues Rock britânico ainda possuía fôlego para dominar os mercados internacionais. A longevidade deste disco na cultura popular é evidente, com suas faixas principais permanecendo como pilares em qualquer retrospectiva da era de ouro do Rock. Para os colecionadores e entusiastas, este álbum representa o momento em que o supergrupo deixou de ser apenas uma promessa de veteranos para se tornar uma entidade com identidade própria e influência inquestionável sobre gerações futuras de músicos de Hard Rock.

Faixas:
Nº   Título Duração 
01 Good Lovin' Gone Bad 03:35
02 Feel Like Makin' Love  05:12
03 Weep No More 03:59
04 Shooting Star 06:16
05 Deal with the Preacher 04:32
06 Wild Fire Woman 04:32
07 Anna 03:41
08 Call on Me 06:03
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