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quinta-feira, janeiro 22

WISHBONE ASH ● Argus ● 1972

Artista: WISHBONE ASH 
País: Reino Unido 
Gêneros: Heavy Prog, Hard Rock, Blues Rock 
Álbum: Argus
Ano: 1972
Duração: 44:26

Músicos: 
● Andy Powell: Guitarras, vocais 
● Ted Turner: Guitarras, vocais 
● Martin Turner: Baixo, vocais 
● Steve Upton: Bateria

Considerado pelos fãs e críticos como a obra-prima definitiva do grupo, "Argus", lançado em abril de 1972, é o terceiro álbum de estúdio do WISHBONE ASH e um dos discos mais influentes da década de 70. Gravado no De Lane Lea Studios sob a produção de Derek Lawrence, o álbum marcou o ápice da sonoridade da banda, fundindo elementos de mitologia, cavalaria medieval e o cotidiano moderno em uma tapeçaria sonora épica. O impacto do lançamento foi imediato, sendo eleito o Álbum do Ano pelos leitores das revistas Sounds e Melody Msker, além de alcançar a 3ª posição nas paradas britânicas, consolidando o quarteto como uma das maiores forças do Rock mundial.

Musicalmente, "Argus" é o exemplo perfeito do uso magistral das "Twin-Guitars" (guitarras gêmeas), onde Andy Powell e Ted Turner não apenas solam individualmente, mas criam harmonias complexas que se tornaram a fundação para o que bandas de Heavy Metal como THIN LIZZY e IRON MAIDEN fariam anos depois. A produção é impecável, destacando o baixo melódico de Martin Turner e a bateria precisa de Steve Upton, que juntos sustentam arranjos que transitam entre a delicadeza do Folk Rock e a agressividade contida do Hard Rock. A atmosfera do disco é permeada por um senso de urgência e grandiosidade, reforçada por temas líricos que evocam tempos ancestrais e batalhas espirituais.

O álbum abre com a espiritual "Time Was", que começa com uma introdução acústica suave antes de explodir em um Rock enérgico. "Sometime World" apresenta um dos trabalhos de baixo mais icônicos de Martin Turner, evoluindo de uma balada melancólica para uma seção instrumental acelerada e vibrante. "Blowin' Free" é provavelmente a faixa mais acessível e "estradista" do álbum. Com um Riff de guitarra ensolarado e um refrão cativante. "The King Will Come" considerada um dos hinos do Rock britânico, abre com uma batida de bateria militarista de Steve Upton e um Riff de guitarra que evoca uma marcha medieval. A letra trata de temas bíblicos e proféticos, perfeitamente complementados pelo tom majestoso dos solos.

A sequência final do disco é composta por três dos maiores clássicos da banda: "Leaf and Stream", uma balada pastoral que destaca a influência do Folk Rock na banda e que traz uma introspecção bucólica típica do Rock Progressivo britânico, a poderosa "Warrior", com ritmo pulsante e um dos riffs mais pesados do disco, e finalmente "Throw Down the Sword", apresentando solos duplos que são considerados entre os melhores da história da guitarra elétrica. Enquanto "Warrior" foca na batalha, "Throw Down the Sword" foca na rendição e na paz. A melodia é heróica e, ao mesmo tempo, carregada de um sentimento de conclusão. É o fechamento perfeito para uma jornada sonora que começa na reflexão e termina na transcendência.

Álbum essencial na discografia do WISHBONE ASH, "Argus" definiu um padrão de elegância e composição que poucas bandas conseguiram replicar. É uma obra atemporal que continua a encantar novas gerações de fãs que buscam uma experiência auditiva que seja, ao mesmo tempo, intelectualmente estimulante e visceralmente impactante.

Fontes de Pesquisa:
  • Wikipedia - Argus (Wishbone Ash album)
  • Progarchives.com - WISHBONE ASH Argus Review
  • AllMusic - Argus Overview
  • Classic Rock - The Story Behind Argus
Faixas:
Nº   Título Duração 
01 Time Was 09:42
02 Sometime World 06:55
03 Blowin' Free 05:18
04 The King Will Come 07:06
05 Leaf and Stream 03:55
06 Warrior 05:53
07 Throw Down the Sword   05:55

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