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terça-feira, janeiro 13

THE POLICE ● Zenyatta Mondatta ● 1980

Artista: THE POLICE
País: Reino Unido
Gênero: Post-Punk, Reggae, Rock, Pop Rock, New Wave
Álbum: Zenyatta Mondatta
Ano: 1980
Duração: 38:16

Músicos:
● Sting: baixo e vocais
● Stewart Copeland: bateria e vocais de apoio
● Andy Summers: guitarras e vocais de apoio

Lançado em 3 de outubro de 1980, "Zenyatta Mondatta" marca o momento em que o THE POLICE deixou de ser um fenômeno cult do Pós-Punk para se tornar uma das maiores potências comerciais do planeta. Gravado sob intensa pressão em apenas quatro semanas nos Wisseloord Studios, na Holanda — uma escolha estratégica para evitar as altas taxas de impostos britânicas da época —, o álbum reflete o cansaço e a urgência do trio composto por Sting, Stewart Copeland e Andy Summers. O título, um trocadilho enigmático que remete à busca pelo topo do mundo, simboliza bem o contexto de uma banda que finalizou as gravações às 4 da manhã para iniciar uma turnê mundial poucas horas depois.

Musicalmente, o disco consolida a fusão de Reggae, Rock e elementos de World Music, mas com uma sofisticação Pop mais acessível. Faixas como "Don't Stand So Close to Me", que aborda o tabu da atração entre professor e aluna, e "De Do Do Do, De Da Da Da" tornaram-se sucessos imediatos, enquanto composições como "Driven to Tears" e "Bombs Away" introduziram temas de cunho político e consciência social que seriam recorrentes na carreira de Sting. 

Apesar das crescentes tensões internas, a química instrumental do grupo atingiu picos notáveis, rendendo ao trio o Grammy de Melhor Performance de Rock Instrumental pela faixa "Behind My Camel", música que, curiosamente, Sting inicialmente se recusou a tocar.

Alcançando o topo das paradas no Reino Unido e a quinta posição na Billboard 200 nos Estados Unidos,"Zenyatta Mondatta" consolidou o THE POLICE como a maior banda do planeta no início da década de 1980.  O sucesso comercial foi avassalador, impulsionado pela onipresença de seus singles nas rádios e pela estética sonora que equilibrava o experimentalismo com o apelo das massas, garantindo ao grupo certificações de platina em diversos países. Mais do que um triunfo de vendas, o álbum é historicamente vital por ter servido de ponte entre o punk cru dos anos 70 e a sofisticação da New Wave, estabelecendo o padrão de produção que dominaria o Rock comercial nos anos seguintes.

Faixas:
Nº   Título Duração 
01 Don't Stand So Close to Me 4:04
02 Driven to Tears 3:20
03 When the World Is Running Down, You Make the Best of What's Still Around  3:38
04 Canary in a Coalmine 2:26
05 Voices Inside My Head 3:53
06 Bombs Away 3:09
07 De Do Do Do, De Da Da Da 4:09
08 Behind My Camel 2:54
09 Man in a Suitcase 2:19
10 Shadows in the Rain 5:02
11 The Other Way of Stopping 3:22

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