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domingo, janeiro 11

THE CURE ● Pornography ● 1982

Artista: THE CURE
País: Reino Unido
Gêneros: Post-Punk, Gothic Rock, Alternative Rock
Álbum: Pornography
Ano: 1982
Duração: 43:20

Músicos:
● Robert Smith: vocais, guitarras e teclados
 Simon Gallup: baixo 
 Lol Tolhurst: bateria

Considerado por muitos o auge do desespero sonoro do THE CURE, "Pornography", Lançado em 4 de maio de 1982, é o quarto álbum de estúdio da banda e o encerramento da icônica "Trilogia Sombria". Se em "Faith" a banda estava resignada e triste, aqui eles soam furiosos, autodestrutivos e claustrofóbicos. É um álbum que quase destruiu a banda, mas que se tornou o pilar definitivo do Rock gótico mundial.

A banda estava à beira do colapso mental. Robert Smith queria gravar um álbum que fosse "o fim de tudo". O consumo de drogas e o cansaço transformaram o estúdio em um ambiente hostil e claustrofóbico. Diz a lenda que eles dormiam no chão do estúdio e raramente viam a luz do dia. O resultado foi um som denso, com baterias que soam como batidas metálicas e letras que exploram a morte, a decadência e o fim dos relacionamentos. Apesar desse clima extremamente pesado, "Pornography" é considerado um dos pilares fundamentais do Darkwave e do Rock Gótico, influenciando do Metal ao Shoegaze.

O contexto de "Pornography" é de puro excesso. Robert Smith queria fazer o álbum "definitivo", algo que fosse insuportável para alguns, mas visceral para outros. A banda vivia em um ciclo de consumo pesado de substâncias e isolamento total no estúdio.

Os destaques do álbum vão para: "One Hundred Years", a abertura mais impactante da carreira da banda. Começando com a frase "It doesn't matter if we all die" (Não importa se todos morrermos), estabelecendo o tom niilista do disco sobre uma batida de caixa ruidosa e guitarras distorcidas. "The Hanging Garden", o único single do álbum,  possui um ritmo de bateria tribal e hipnótico, focado na tensão e na repetição. "The Figurehead", tem uma das letras mais confessionais e dolorosas de Robert Smith, tratando da perda de identidade e do desprezo próprio. "Cold" é uma faixa gélida dominada por sintetizadores que emulam um órgão fúnebre, criando uma sensação de isolamento absoluto.


Curiosidades: Foi na turnê de "Pornography" que Robert Smith começou a usar o batom borrado e o cabelo despenteado que se tornariam sua marca registrada. Ele dizia que o batom borrado servia para mascarar o suor e as lágrimas no palco.
 
Durante a turnê ("Fourteen Explicit Moments Tour"), as tensões entre Robert Smith e Simon Gallup explodiram em uma briga física em um clube em Estrasburgo, o que levou à saída de Gallup da banda por 18 meses.

Robert Smith ficou tão exausto com a escuridão de "Pornography" que, logo após o lançamento, decidiu mudar drasticamente o rumo da banda, lançando singles coloridos e Pop como "The Lovecats" para tentar "limpar o paladar" criativo.

Em resumo "Pornography" é um álbum que influenciou gerações de bandas, do Metal industrial ao Shoegaze, e é citado por artistas como Trent Reznor (NINE INCH NAILS) como uma influência fundamental.

Faixas:
Nº   Título                     Duração
01   One Hundred Years 6:40
02 A Short Term Effect 4:22
03 The Hanging Garden 4:33
04 Siamese Twins 5:29
05 The Figurehead 6:15
06 A Strange Day 5:04
07 Cold 4:26
08 Pornography 6:21

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