Ùltimas resenhas

Em destaque!

Discografias Comentadas

terça-feira, janeiro 13

David Bowie ● Scary Monsters ● 1980

Artista: David Bowie
País: Reino Unido
Gêneros: Glam Rock, Synth-Pop, Rock, New Wave, Rock
Álbum: Scary Monsters
Ano: 1980
Duração: 45:13

Músicos:
● David Bowie: vocais, teclados, produtor
● Carlos Alomar: guitarras
● George Murray: baixo
● Dennis Davis: percussão
Músicos convidados:
● Chuck Hammer: guitarra (04,06)
● Robert Fripp: guitarra (01-03,05,06,08,10)
● Roy Bittan: piano (02,04,06)
● Andy Clark: sintetizador (04,05,07,09)
● Pete Townshend: guitarra (09)
● Tony Visconti: violão (02,03), vocais de apoio, produtor
● Lynn Maitland, Chris Porter: vocais de apoio
● Michi Hirota: voz (01)

Lançado em 12 de setembro de 1980, "Scary Monsters (and Super Creeps)" é frequentemente citado como o "último grande álbum" de David Bowie em sua fase clássica, servindo como o equilíbrio perfeito entre a experimentação vanguardista da "Trilogia de Berlim" e o apelo comercial que dominaria sua carreira nos anos 80. Apresentando uma sonoridade urgente, com guitarras cortantes (cortesia de Robert Fripp) e uma produção densa de Tony Visconti, "Scary Monsters" é um álbum, no qual Bowie confronta seu próprio passado, mais notavelmente em "Ashes to Ashes", onde revisita o personagem Major Tom. Recheado de clássicos que definiram o som do início dos anos 80, o disco é um marco na carreira de Bowie, um trabalho marcado por uma tensão nervosa, letras introspectivas e uma performance vocal que alterna entre o grito e a melancolia.

Entre as músicas de destaque podemos citar "Ashes to Ashes", o maior sucesso do álbum,  famosa por sua produção inovadora, o uso do sintetizador Roland GR-500 e por revisitar o personagem Major Tom, apresentando-o agora como um "viciado em drogas". O videoclipe foi um dos mais caros e icônicos da época. "Fashion" traz um riff de guitarra angular de Robert Fripp e uma batida quase Funk. A música faz uma sátira à natureza vazia das tendências da moda e do comportamento de grupo (o "goon squad"). "Scary Monsters (and Super Creeps)", a faixa-título se destaca pela performance vocal intensa de David Bowie e pela sonoridade Pós-Punk agressiva, marcada pelas guitarras distorcidas de Fripp. "It's No Game (No. 1)" é uma abertura visceral que conta com a narração em japonês da atriz Michi Hirota. É uma das performances vocais mais cruas de Bowie, demonstrando uma urgência política e social. "Teenage Wildlife" é frequentemente comparada à estrutura de "Heroes", uma épica resposta de David Bowie aos novos artistas da New Wave que tentavam copiar seu estilo na época.

Em suma "Scary Monsters (and Super Creeps)" permanece como o testamento final da era de ouro de David Bowie, onde ele conseguiu a proeza de soar comercialmente viável sem sacrificar sua essência experimental. Ao sintetizar a paranoia do pós-punk com melodias pop sofisticadas, o disco encerrou a década de 1970 com maestria e serviu como o modelo definitivo para o que viria a ser o som dos anos 80. É uma obra essencial que captura um artista em pleno domínio de suas faculdades criativas, olhando para o próprio legado enquanto abria caminho para o futuro da música moderna.

Faixas:
Nº   Título Duração 
01 It's No Game (No. 1) 4:15
02 Up the Hill Backwards 3:13
03 Scary Monsters (and Super Creeps) 5:10
04 Ashes to Ashes 4:23
05 Fashion 4:46
06 Teenage Wildlife 6:51
07 Scream Like a Baby 3:35
08 Kingdom Come 3:42
09 Because You're Young 4:51
10 It's No Game (No. 2) 4:22

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comente e Participe

⮟ Busca por país

⮟ Ordem alfabética de bandas