País: Inglaterra
Gêneros: Hard Rock, Heavy Metal
Álbum: Vol. 4
Ano: 1972
Duração: 42:23
Músicos:
● Ozzy Osbourne: vocais principais
● Tony Iommi: guitarras, piano e Mellotron
● Geezer Butler: baixo e Mellotron
● Bill Ward: bateria e percussão
Gravado em Los Angeles em meados de 1972, "Vol. 4", (como o próprio nome já diz), é o quarto álbum de estúdio do BLACK SABBATH e representa um ponto de ruptura e expansão na sonoridade da banda de Birmingham. Após o sucesso monumental de seus três primeiros álbuns, a banda decidiu se autoproduzir no Record Plant Studios, fugindo da supervisão rígida de produtores anteriores. O resultado foi uma obra marcada por um experimentalismo sem precedentes, onde o grupo começou a incorporar elementos de Rock Progressivo e camadas orquestrais, distanciando-se do minimalismo puramente sombrio dps primeiros trabalhos, para abraçar uma paleta sonora muito mais rica e variada.
O processo de criação foi profundamente influenciado pelo consumo excessivo de substâncias ilícitas, especialmente a cocaína, que os músicos frequentemente creditam como o combustível (e o veneno) por trás das sessões de gravação. De fato, o título de trabalho original do disco seria "Snowblind", em referência direta à droga, mas a gravadora barrou a ideia por receio de polêmicas. A canção "Snowblind" permaneceu como um dos pilares do disco, apresentando um riff gélido de Tony Iommi que captura perfeitamente a atmosfera de isolamento e euforia decadente vivida pelo quarteto na ensolarada Califórnia.
A versatilidade do álbum é evidente na transição entre faixas brutais e momentos de delicadeza absoluta. Enquanto "Wheels of Confusion" abre o disco com uma estrutura complexa e mutante, a balada "Changes" apresenta um lado vulnerável de Ozzy Osbourne, acompanhado apenas por um piano melancólico e um Mellotron tocado por Iommi. Outro momento de destaque é a instrumental "Laguna Sunrise", inspirada por um amanhecer após uma noite de insônia, que demonstra a habilidade acústica e a sensibilidade clássica do guitarrista, contrastando drasticamente com o peso esmagador de músicas como "Supernaut", que possui um dos grooves mais icônicos da bateria de Bill Ward.
Frequentemente citado devido à sua densidade e inovação, "Vol. 4" exibe uma poderosa química entre o baixo pulsante de Geezer Butler — que também foi o principal responsável pelas letras existenciais e críticas — e a batida jazzística de Bill Ward criando uma fundação rítmica que permitiu a Iommi explorar novos horizontes técnicos. Com "Vol. 4" o BLACK SABBATH (através de Iommi), reafirmou sua posição como mestres dos riffs, entregando um álbum que é, simultaneamente, um testamento do excesso e uma obra-prima de criatividade artística.
Fontes de pesquisa:
- Black Sabbath Official Website - Discography: Vol. 4
- Rolling Stone Magazine - 500 Greatest Albums of All Time
- AllMusic - Black Sabbath Vol. 4 Review by Steve Huey
- "I Am Ozzy" (Autobiografia de Ozzy Osbourne)
- "Iron Man: My Journey through Heaven and Hell with Black Sabbath" (Autobiografia de Tony Iommi)
- Discogs - Black Sabbath - Vol. 4 (1972)
Faixas:
| Nº | Título | Duração |
|---|---|---|
| 01 | Wheels of Confusion/The Straightener | 08:01 |
| 02 | Tomorrow's Dream | 03:11 |
| 03 | Changes | 04:44 |
| 04 | FX | 01:43 |
| 05 | Supernaut | 04:49 |
| 06 | Snowblind | 05:33 |
| 07 | Cornucopia | 03:54 |
| 08 | Laguna Sunrise | 02:55 |
| 09 | St. Vitus Dance | 02:27 |
| 10 | Under the Sun Every Day Comes and Goes | 05:52 |

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