País: Reino Unido
Gênero: Symphonic Prog
Álbum: Touch Me
Ano: 1979
Duração: 38:37
Músicos:
● Stephen Stewart: Guitarras e percussão
● Francis Lickerish: Guitarras
● Robert John Godfrey: Teclados
● William Gilmour: Teclados
● Terry Pack: Baixo
● Dave Storey: Bateria e percussão
Com:
● Tony Freer: corne inglês e oboé
Surpreendentemente, o THE ENID foi uma das poucas bandas de Rock Progressivo a alcançar fama crescente na segunda metade da década de 70. Em 1977, o tecladista William Gilmour juntou-se ao grupo no lugar de Charlie Elston. Terry King, empresário da banda, conseguiu fechar um contrato com a Pye Records na época, uma das contratações mais caras da gravadora. A banda recebeu até mesmo a promessa de ter seu próprio estúdio para trabalhar. No entanto, as coisas começaram a dar errado a partir daí. O chefe da Pye, Lew Grade, enfrentava enormes problemas financeiros, o que resultou na aquisição da gravadora por uma administração problemática, que pressionou o THE ENID a gravar um novo trabalho. Em dezembro de 78, a banda entrou em seu próprio estúdio caseiro em Hertfordshire e gravou "Touch Me" em um período de dois meses. O álbum foi finalmente lançado em 1979, com a participação de Tony Freer no oboé e corne inglês. Apesar do período difícil que a banda enfrentou durante as gravações, "Touch Me" acabou sendo um ótimo álbum e um dos seus maiores sucessos, e um dos trabalhos mais ambiciosos já criados pela banda.
O álbum consiste em duas suítes que ocupam cada lado do álbum, sendo a primeira "Charades", com 22 minutos de duração, dividida em quatro movimentos. Mais uma vez, a habilidade de Godfrey e sua banda em combinar Música Clássica "romântica" com Rock é simplesmente fenomenal. Repleto de intensos prelúdios para piano, interlúdios orquestrais e instrumentação elétrica melódica, o arranjo figura entre os melhores do repertório da THE ENID. Pomposo, dramático, mas também altamente melódico, ele mistura os fundamentos da Música Clássica com orquestrações grandiosas e descontraídas, com a complexidade do Rock Progressivo, apresentando o elegante trabalho de guitarra de Steve Stewart e as impressionantes performances de teclado de Godfrey e Gilmour, principalmente no órgão e cravo.
O Lado 2 é ocupado por outra pequena jóia, a suíte "Albion Fair" de 16 minutos, que segue um estilo bastante similar, porém mais envolvente. "Part 1" é uma longa introdução que usa estranhos efeitos diversos (às vezes um pouco psicodélicos), baseada em teclados, piano e cordas, com uma atmosfera um tanto espacial, que funciona como uma introdução estendida para a pomposa e extensa segunda parte. Esta apresenta arranjos com influência clássica mais evidente e menos elementos de Rock (pelo menos nas partes de guitarra), mas a música se mantém em um nível extremamente alto, com pausas constantes e mudanças rápidas, mesmo se tratar de música orquestral pura em grande medida. Os momentos suaves seguem novamente um caminho romântico de passagens orquestrais, enquanto os mais pomposos são absolutamente bombásticos e poderosos.
Nas edições de 1993 e 2011, a última faixa é "Joined by the Heart", bastante longa, mas, bastante inspiradora.
Faixas:
- Charades :
01. i) Humouresque (6:15)
02. ii) Cortege (5:13)
03. iii) Elegy (Touch Me) (3:21)
04. iv) Gallavant (7:22)
- Albion Fair :
05. Part 1 (5:29)
06. Part 2 (10:57)

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