A banda foi formada em 1994 por
Vicente García-Huidobro, Leonardo Arias e Pablo Araya, estudantes de música da
Universidade do Chile. Logo nos dois primeiros discos atingiram considerável
notoriedade, por sua inventividade e dinamismo. Dão bastante ênfase, nas
composições, aos dois saxofonistas (ou até três), que junto com os vocais,
apresentam harmonias extremamente complexas. Ao mesmo tempo, o ouvinte consegue
assimilar bem as notas e as mudanças . Estiveram em turnê aqui no Brasil, na
Europa, Japão e China. Aliás, no Facebook deles, pode-se ter algumas notícias
sobre a recentíssima turnê (essa resenha é de julho de 2024) passando por
Barcelona, Munique e outras cidades.
Em um país com excelentes
saxofonistas, não tema em conhecer um grupo com tantas cabeças e bocas
executando esse instrumento. Pelo menos dois deles são membros permanentes que
se revezam nos saxofones tenor, barítono, soprano e alto. As músicas são
cativantes e memoráveis; as passagens rítmicas, únicas e surpreendentes; e
juntam muitas camadas sonoras, que transitam pelo prog fusion, pelo heavy-prog
e/ou progressivo sinfônico.
É espetacular como os
instrumentos se complementam. Os saxofones têm muito espaço para tocar, e ao
mesmo tempo não lutam entre si, nem engolem os outros instrumentos. A solução
que encontraram para evitar isso foi fazer solos muito curtos. Isto aplica-se
aos outros instrumentos. Eu realmente não gosto de obras que se sobrecarregam
em solos instrumentais. Parece-me falta de inspiração para elaborar a(s)
composição(ões).
O guitarrista domina diversas
técnicas e arranjos, e a bateria é dinâmica, demonstrando inflûencias tanto da
música clássica, quanto do jazz, blues e até mesmo música latina tradicional.
Muitos ritmos e harmonias
complexas e variadas estão presentes, constantemente transitando rapidamente de uma musicalidade calma para uma
selvagem. Pode levar algum tempo para seus ouvidos e mente se acostumarem com
essa diversidade e ecletismo. Os vocais estão muito performáticos, e com uma
generosa dose de humor. No entanto, eles podem ser muito intensos em outras
partes, às vezes próximos do prog metal, quase sussurrando de vez em quando,
e/ou líricos e mais limpos.
Discografia:
1999 ●
Akinetón Retard.
2002 ●
Akranania.
2003 ●
21 Canapés.
2005 ●
Akinetón ao Vivo.
2006 ●
Cadencia Urmana.
2008 ●
Sentido Comun. DVD.
2015 ●
Azufre.

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