Ùltimas resenhas

Discografias Comentadas

quinta-feira, novembro 27

Steve Hackett ● Till We Have Faces ● 1984

Artista: Steve Hackett
País: Reino Unido
Gêneros: Ecletic Prog, World Music
Álbum: Defector
Ano: 1984
Duração: 41:02

Músicos:
● Steve Hackett: guitarras e sintetizador de guitarra, koto, pau de chuva, guitarra etrusca, marimba, percussão, gaita, vocais
Com:
● Nick Magnus: teclados (Yamaha DX7, Jupiter-6, Juno-60, Moog Source, Jupiter-8, Memorymoog, Emulator, vocoder, LinnDrum), percussão
● Waldermar Falcão: flauta, percussão
● Clive Stevens: sintetizador de sopro
● Fernando Moura: Rhodes
● Ronaldo Diamante: baixo
● Ian Mosley: bateria e percussão
● Rui Mota: bateria
● Sergio Lima: bateria
● Os Percussionistas Brasileiros (Sidinho Moreira, Junior, Jaburu, Peninha, Zizinho, Baca): percussão
● Kim Poor: voz japonesa (4)

Lançado em agosto de 1984, "Till We Have Faces" égeralmente considerado, junto com "Cured", como os trabalhos mais desiguais ou mais fracos de Steve Hackett. Nesse álbum o guitarrista parece abandonar qualquer ligação com seu passado e entrar naquele estranho domínio que viria a ser conhecido como "World Music". É verdade que há mais percussão do que em álbuns anteriores, mas ainda há muita melodia, e o som da guitarra, marca registrada de Hackett, aparece, de vez em quando, para lembrar quem estamos ouvindo. 

A faixa que abre o disco, "Duel", é uma faixa moderna e divertida e vocalmente lembra muito Andy Latimer do CAMEL. O som da bateria eletrônica está presente "incomodando" os puristas, no entanto apresenta um bom trabalho de guitarra. "Matilda Smith-Williams" é uma trilha extensa, com o tipo de letra humorística às quais Hackett às vezes é associado. É uma faixa interessante que traz o espírito dos trabalhos anteriores de Hackett e sua bela guitarra está "afiada". Há um momento de percussão por volta dos 3"00, que pode assustar o ouvinte pois não há como dissociá-lo de uma escola de Samba. Mas até que ficou interessante, apesar de inusitado. "Let Me Count The Ways" é um dos primeiros exemplos de suas raízes no Blues, com uma execução agradável. Seu vocal neste álbum é ligeiramente melhorado em relação ao que era em "Cured", mas não tão profundo ou de bom gosto como se tornaria em trabalhos posteriores, como o adorável "Guitar Noir".  "A Doll That's Made In Japan" é bastante atmosférica, na verdade, com bela melodia e execução, e é notável por uma rara saída vocal da esposa Kim, fornecendo a voz da garota japonesa (uma brasileira, com sotaque japonês, falando em inglês - combinação interessante!). "Myopia" é um Rock New Wave frenético e acelerado com Steve soando como Sting do POLICE????. Um trecho de Bach aparece aleatoriamente (a única explicação racional possível é que as sequências de acordes no resto de "Myopia" são provavelmente inspiradas nas sequências do resto do concerto). "What's My Name" é praticamente uma faixa percussiva, um pouco caótica, e meio sem direção, e pouco lembra o que Hackett já havia realizado. "The Rio Connection" é um número de Blues com swing, com Hackett rasgando a gaita, mas há muitos sintetizadores e guitarras fazendo barulhos também. "Taking the Easy Way Out" é uma faixa simples, porém com bela melodia, na qual Hackett poderia ter usado uma parte de guitarra (além dos trechos acústicos de fundo) integrada aos versos. A versão original do álbum finaliza com "When You Wish Upon A Star", uma pequena cortesia dos teclados de Nick Magnus, encerrando o álbum muito bem. 

Em suas reedições, "Till We Have Faces" acrescenta duas faixas extras. "The Gulf" é um olhar interessante sobre a guerra Irã-Iraque, cheio de uma atmosfera intrigante na primeira metade, se tornando um grande hino com muitos sintetizadores. A segunda metade fornece alguns partes atmosféricas próprias (além disso, muitas partes da guitarra são realmente interessantes). "Stadiums of the Damned",  é um Rock de arena com  partes de sintetizador e um refrão como, "Com uma mulher como você, eu sei que posso mudar". 

Em resumo, "Till We Have Faces" é um daqueles álbuns que um fã só deve possuir se já tiver adquirido todas as obras importantes de Steve Hackett. Não é um bom ponto de partida para conhecer o trabalho solo dos maiores e mais influentes guitarristas da Música Progressiva. Um registro transitório, na melhor das hipóteses.

Faixas:
01. Duel (4:50)
02. Matilda Smith-Williams Home for the Aged (8:04)
03. Let Me Count the Ways (6:06)
04. A Doll That's Made in Japan (3:57)
05. Myopia (2:56)
06. What's My Name (7:05)
07. The Rio Connection (3:24)
08. Taking the Easy Way Out (3:49)
09. When You Wish Upon a Star (0:51)
Duração: 41:02

Reedição:
01. What's My Name (7:04)
02. The Rio Connection (3:19)
03. Matilda Smith-Williams Home for the Aged (8:04)
04. Let Me Count the Ways (6:05)
05. A Doll That's Made in Japan (3:56)
06. Duel (4:48)
07. Myopia (2:54)
08. Taking the Easy Way Out (3:48)
09. The Gulf (6:30) *
10. Stadiums of the Damned (4:37) *
11. When You Wish Upon a Star (0:48)
Duração: 51:53
* Bonus tracks

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comente e Participe

⮟ Busca por país

⮟ Ordem alfabética de bandas