País: Brasil
Gênero: Symphonic Prog
Álbum: Velha Gravura
Ano: 1990
Gravadora: Faunus Records
Duração: 50:33
Músicos:
● Elisa Wiermann: teclados e arranjos
● Cláudio Dantas: bateria e percussão
● Jones Júnior: guitarras
● Marco Lauria: baixo
● Kleber Vogel: violino
Com:
● Roberto Meyer: flautas (faixa 1)
● Adauto Vilarinho: oboé (faixa 1)
Fundada em 1987 na cidade do Rio de Janeiro, a banda QUATERNA RÉQUIEM estreou em 1990 com o aclamadíssimo "Velha Gravura", um álbum que se tornou um marco para o Rock Progressivo nacional pós-geração - anos 70.
Lançado em uma época em que o gênero era considerado comercialmente "morto" pela grande mídia, o disco surpreendeu pela altíssima qualidade técnica e por preencher uma lacuna deixada por grupos seminais como o BACAMARTE. A obra estabeleceu o quinteto carioca como um dos nomes mais importantes do estilo, sendo reconhecido tanto no Brasil quanto no exterior por sua sofisticação composicional.
O QUATERNA (como é carinhosamente denominado pelos fãs) foi criado por Elisa Wiermann (teclados, arranjos e composições) e seu irmão Cláudio Dantas (bateria). Ambos eram apaixonados pela música de câmara e pelo Rock Progressivo clássico, e queriam fundir ambos os estilos em um único som. Assim, reuniram músicos dispostos a fazer um trabalho sério e elaborado, a base de muita dedicação e disciplina, e principalmente, não desprezar o resultado final por conta do mercado popular. O início atravessou diversas formações, e o nome QUATERNA RÉQUIEM (Repouso dos Quatro) foi sugerido por Cláudio para uma antiga formação do grupo. Somente no final de 1989, conseguiram se firmar, tendo na formação Elisa, Claudio, Kleber Vogel (violinos), Jones Junior (guitarras) e Marco Lauria (baixo). Uma série de apresentações durante o verão de 1990, todas no Rio de Janeiro, fez com que o grupo conseguisse seu primeiro contrato com o pequeno selo Faunus, pelo qual, em julho do mesmo ano, lançam seu primeiro LP, "Velha Gravura".
O som apresentado pelos cinco excelentes músicos do QUATERNA RÉQUIEM nesse álbum de estréia é predominantemente instrumental, destacando-se pela fusão orgânica entre o Rock Progressivo Sinfônico e elementos da Música Barroca e Erudita. Sob a liderança da virtuosa tecladista Elisa Wiermann e do violinista Kleber Vogel, a banda constrói arranjos complexos onde os teclados e o violino dividem o protagonismo, evocando influências de gigantes europeus como JETHRO TULL, CURVED AIR e PFM. A presença marcante de pianos, órgãos e sintetizadores confere uma densidade orquestral que é a assinatura sonora do grupo.
O álbum abre com a delicada "Ramoniana", a única faixa que não é de autoria de Elisa, trazendo um belo duelo entre flauta e violão clássico. "Aquarta" apresenta violino, guitarra e teclados entrelaçados em solos complexos e cheios de detalhes. A extensa suíte que dá título ao disco, "Velha Gravura", é um épico de doze minutos repleto de variações rítmicas e timbres de órgão de igreja, reforçando o clima sinfônico da banda. Uma composição grandiosa e energética, com o violino em destaque e uma rica base de órgãos e sintetizadores que sustentam a atmosfera sonora.
A majestosa "Tempestade" abre o lado dois do vinil com um belíssimo solo de violino e diversas variações de andamento, seguida por "Madrugada", que destaca-se como uma peça contemplativa e emocionante, conduzida apenas por piano e violino para retratar a quietude noturna. "Toccata" retoma a energia das faixas de abertura, em uma excelente mistura de bombásticos violinos com sintetizadores atmosféricos e um belo solo de finalização de guitarra, uma composição entusiasmada e enérgica que encerra o LP original.
A importância de "Velha Gravura" não só em âmbito nacional, como também em âmbito mundial, foi tamanha que, em 1992, o álbum ganhou uma versão em CD com as faixas bônus "Cárceres" e "Elegia", ampliando ainda mais seu alcance.
Muito mais do que um disco de estreia, "Velha Gravura" (com composições dignas de figurar no topo das melhores do gênero mundial), provou a vitalidade do Rock Progressivo brasileiro na década de 90 e continua sendo item essencial na coleção de admiradores do estilo Prog Sinfônico.
| Fontes pesquisadas |
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| Faixas |
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| Nº | Título | Duração |
|---|---|---|
| 01 | Ramoniana | 06:20 |
| 02 | Aquartha | 05:04 |
| 03 | Velha Gravura | 12:17 |
| 04 | Tempestade | 10:13 |
| 05 | Madrugada | 10:32 |
| 06 | Toccata | 06:00 |
| Faixas Bônus: | ||
| 07 | Cárceres | 03:34 |
| 08 | Elegia | 04:43 |
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