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terça-feira, outubro 15

MILKWEED ● Milkweed ● 1978

Artista: MINOTAURUS
País: Canadá
Gênero: Symphonic Prog
Álbum: Milkweed
Ano: 1978
Duração: 33:39

Músicos:
 Sergio Gonclaves: teclados
 Louise Caffope: oboe
 Edouardo Couto: guitarra
 Nelson Gamboa: baixo
 Marcel Lapointe: saxofone
 Gerard Masse: bateria
 Pierre Nadeau: vocais
 Jocelyn Sheehy: guitarra

MILKWEED foi uma banda canadense muito obscura que lançou apenas um disco no fim dos anos 70. O álbum foi relançado nos anos noventa pela SynPhonic Records, e ainda está no catálogo dessa gravadora.

Embora as informações sobre o projeto sejam escassas, não parece ter sido uma banda real, mas sim um projeto para entregar arte multidisciplinar na forma de uma gravação Progressiva. O saxofonista Marcel Lapointe é um artista performático e músico de câmara consagrado que também apareceu como artista convidado em gravações de world music, como as de MUSA DIENG KALA. O guitarrista Jocelyn Sheehy apareceu como um músico comum no filme francófilo de 1974 "Guitare". O artista Pierre Nadeau aparece como vocalista no álbum, suas contribuições consistindo principalmente em recitações de poesia. O Sr. Nadeau era um conhecido pianista de concertos no leste do Canadá que faleceu em 2004. O restante dos membros do projeto praticamente desapareceu da cena musical internacional.

MILKWEED merece consideração pelo estilo sinfônico de seu único trabalho e por seu status semi-lendário como um projeto musical ultra-obscuro dos anos setenta. O álbum é dominado por progressões de sintetizadores bastante suscintos que não parecem ter muita inspiração ou direção além de demonstrar o número de acordes e teclas que Sergio Gonclaves pode tocar com as duas mãos. A única distinção aqui é sua propensão a lançar narrações, que contam algum tipo de conto pseudo-espacial desconexo de vagar por um mundo abstratamente definido apertando botões e descobrindo seres e situações estranhas.

A primeira parte consiste em três canções que soam bastante semelhantes: divagações, progressões de sintetizadores e ritmos de bateria acentuados por um pouco de guitarra elétrica e balidos esporádicos do que soa como um keytar. Nada se destaca em nenhuma dessas faixas. A segunda metade do álbum consiste no opus paralelo "Out for a Walk", um canto fúnebre instrumental pesado que vacila entre piano e trompa de sintetizador/cordas e parece ser vagamente baseado ou inspirado por composições clássicas, ou pelo menos é dispostos nesse tipo de veia. Suponho que esta seja a faixa que a banda ganhou seu rótulo de "Progressivo".

Este álbum é uma curiosidade levemente interessante devido à falta de informações disponíveis sobre a banda e pela reputação que o disco conquistou ao longo dos anos. Mas, como um disco de Rock Progressivo, fica um pouco aquém, no final, este é um trabalho que apenas um colecionador obsessivo provavelmente achará interessante.

Faixas:
"Milk" side:
01. Nervous Houses (4:34)
02. Milkweed (7:18)
03. Time Bomb Ticking (8:10)
"Week" Side:
04. Out for a Walk (13:37)

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