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quarta-feira, dezembro 31

ARTILLERY ● Fear of Tomorrow ● 1985

Artista: ARTILLERY
País: Dinamarca
Gêneros: Heavy Metal, Trash Metal
Ano: 1985
Duração: 41:29

Músicos:
● Flemming Rönsdorf: vocais
● Michael Stützer: guitarras (líder)
● Jørgen Sandau: guitarras (ritmo)
● Morten Stützer: baixo
● Carsten Nielsen: bateria

A banda ARTILLERY foi formada em , no início dos anos 80. 

Quando o guitarrista e ex-roadie do MERCYFUL FATEJørgen Sandau e o baterista Carsten Nielsen estavam na casa dos 20 anos tiveram a idéia de montar uma banda de Heavy Metal e inspirados pela música “Heavy Artillery” dos ingleses do TANK, formaram o ARTILLERY em  1982, em Taastrup, subúrbio de Copenhague. Foram necessários três anos e quatro fitas demo para que o grupo, completado pelos irmãos Michael (guitarra) e Morten Stützer (baixo) encontrasse em Flemming Rönsdorf o vocalista ideal e obtivesse reconhecimento além dos subúrbios ferroviários de Copenhague. Depois da série de Demos que circularam no circuito underground com bastante sucesso durante os primeiros anos de existência, finalmente assinaram contrato com a lendária gravadora Neat Records e estrearam com este tremendo petardo no - ótimo ano para o Metal - de 1985. Os guitarristas Sandau e Michael Stützer, junto com o baterista Carsten Nielsen, o baixista Morten Stützer e o vocalista Flemming Ronsdorf sacudiram a Europa com seu Thrash Metal perfeito e potente. Técnico e agressivo ao mesmo tempo, melódico e cru igualmente, rápido mas "pesado", de riffs fabulosos e solos portentosos, mais a voz peculiar e poderosa de Ronsdorf. Depois da publicação deste testemunho e autêntico clássico do melhor Thrash, veremos as atuações no clube Dinamo de Eindhoven, os concertos acompanhados por SLAYER, o amigo e o conterrâneo King Diamond, tudo isso foi só no começo... a artilharia começou seu ataque ofensivo.

A estréia do disco em agosto de 1985 - "Fear of Tomorrow" repete o mesmo nome da Demo lançada poucos meses antes. A capa traz o que parece ser um assassino de aluguel, encapuzado e mascarado, recarregando sua pistola com silenciador. Se a ideia era que houvesse diálogo entre forma e conteúdo, o mais indicado seria John Rambo com sua metralhadora de munição infinita estraçalhando birmaneses em alto e bom som na sequência final do quarto filme da franquia. Sutileza não é um adjetivo que caia bem ao ARTILLERY; seu ataque é sonoro, latente, impiedoso e ideal para quem deseja exorcizar as agruras de um dia estressante no trabalho golpeando um saco de pancadas até os nós dos dedos começarem a doer. A título de comparação, a música é um meio-termo entre o MEGADETH de “Killing Is My Business... and Business Is Good!” (1985) e o ANNIHILATOR de “Alice in Hell” (1989). Nas letras, impera o que se pode chamar de malvadeza de butique, típica de bandas de metal iniciantes cuja gana em ser levada a sério acaba se traduzindo em motes de ódio gratuito e, de tão exagerado, fajuto. Em “The Almighty”, por exemplo, os caras encarnam o Lúcifer e desafiam aquele que criou o homem, mas se esqueceu de lhe ensinar o amor e a gentileza. Já em “Into the Universe”, imagens à la CARCASS são conjuradas em versos como “Vultures are waiting to rip the flesh of my face”. Na saideira “Deeds of Darkness”, uma letra que parece roteiro de filme de horror é apresentada sob um véu musical que remete a BLACK SABBATH. Enfim o álbum é porrada pura e deve ser ouvido com muita atenção. 
 
Faixas:
01. Time Has Come — 5:23 
02. The Almighty — 4:17 
03. Show Your Hate — 4:54 
04. King, Thy Name Is Slayer — 3:42 
05. Out of the Sky — 3:49 
06. Into the Universe — 3:48 
07. The Eternal War — 5:28 
08. Fear of Tomorrow — 3:27 
09. Deeds of Darkness — 6:41 

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