País: Bélgica
Gênero: Symphonic Prog
Álbum: Phylter
Ano: 1978
Duração: 43:09
Músicos:
● Patrick Philips: órgão, piano Fender Rhodes, piano acústico, piano Eko, cordas, sintetizador, vocais
● Marc Van Bortel: guitarra solo, vocais
● Paul Van Bortel: baixo, vocais
● Christian Zaman: bateria
Participação especial:
● Jean-Marie Aerts: guitarra rítmica
PHYLTER é uma banda obscura de Prog sinfônico da Bélgica, que gravou um único álbum autointitulado, em um pequeno estúdio em Brugge e lançado em 1978. A música é algo em torno de seu companheiro de país, MACHIAVEL. Um pouco simples e habitual, mas preenchido com um monte de sintetizadores e órgãos que dá uma sensação especial. Esmera-se no instrumental de alto nível, tendo na consonância do conjunto vocal um ingrediente diferenciado.
O disco é conceitual e conta a história de marinheiros a bordo de um navio que encontram abrigo em uma ilha desabitada numa caverna durante tempestade em alto-mar. A entrada da caverna, (como pode ser vista na obra de arte da bela capa), acaba obstruída por um desmoronamento, obrigando-os a adentrá-la através de descidas e subidas, até que finalmente entra em cena um novo mundo que estava escondido no fundo do mar.
A banda foi formada por Patrick Philips, tecladista de primeira grandeza, que divide os vocais harmonizados com o ótimo guitarrista Van Marc Bortel, e o impecável baixista Paul van Bortel, além de Christian Zaman na bateria, sempre perceptível dando suporte rítmico perfeito. Surpreendentemente, dada a qualidade, e tendo sido bem cotado pela crítica e público, foi o único álbum. Remasterizado em 1993 pelo selo francês Spalax, contou também com Jean-Marie Aerts e Rens Van der Zalm como convidados especiais, tocando guitarra rítmica e violino respectivamente, ambos são grandes destaques.
Informações a respeito do álbum "Phylter" são raras, entretanto seu reconhecimento se estendeu às fronteiras do Rock Progressivo em qualquer parte, um registro realmente bom em todo o seu conteúdo, ratificando o conceito dos belgas como exímios representantes da arte. Neste caso o material produzido têm características sonoras fluindo com muita competência, o que o torna uma audição prazerosa.
Por ser focado em seu instrumental, cabe o destaque à Patrick Philips, tecladista muito técnico, ao mesmo tempo que obscuro, pouco se sabe além desta performance da sua carreira. O álbum tem todos os ingredientes que se deseja para a primazia do gênero, e os vocais são em inglês e muito bons. Progressivo possante, dinâmico, repleto de alternâncias dramáticas e belas melodias, como no épico de quinze minutos, "Down and Mood for Change", em "Overture", "Consideration" ou em "Phylter". E a suavidade harmoniosa de rara beleza melódica em conjunto aos riffs de guitarra e brilhantes solos de teclado em "Promenade" e "Dreams Of Yesterdays".
Faixas:
01. Overture (6:33)
02. Dreams of Yesterdays (5:14)
03. Phylter (4:17)
04. Promenade (6:11)
05. Consideration (5:53)
06. Down and Mood for Change (15:01)

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