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sábado, fevereiro 17

KHARMINA BURANNA ● El Arte De Seguir Vivos ● 2008

Artista: KHARMINA BURANNA 
País: Peru
Gênero: Eclectic Prog
Álbum: El Arte De Seguir Vivos
Ano: 2008
Duração: 52:17

Músicos:
● Mauricio Hooker: baixo, flautas backing vocals
● Daniel López Gutiérrez: teclados, xilofone e glockenspiel
● Victor K. Otárola Muñoz: bateria, percussão
● Ángelo Pérez-Palma: vocais, harmonicas e guitarra acústica
● Eduardo Valcárcel: guitarras

Músicos Convidados:
● Octavio Castillo: flauta (faixa 4)
● Pauchi Sasaki: violinos (faixa 4)
● Lalo William: arranjos de cordas (faixa 4)

Fundada em Lima no ano de 1996, a banda peruana KHARMINA BURANNA começou como uma banda de Blues-Rock tendo influências de artistas americanos e britânicos nos anos 60 e 70, o que os levou a incluir covers de Jimi Hendrix, GRAND FUNK RAILROAD, DEEP PURPLE e Stevie Ray Vaughn entre suas próprias músicas. A proficiência técnica da banda foi imediatamente reconhecida, o que explica como eles conseguiram ganhar uma série de concursos de Rock. O interesse  por esse estilo na era clássica do Rock, focando essência do Blues permaneceu até 2000, quando a banda teve um intervalo de 8 meses. De volta à estrada no começo de 2001, KHARMINA BURANNA se reativou como uma banda de Rock Progressivo, assumindo convincentemente influências de GENESIS, JETHRO TULL, YES, KING CRIMSON, FOCUS, SERÚ GIRÁN e GENTLE GIANT. De todo, os elementos de Blues e Hard Rock não foram perdidos, ainda encontrando espaço em parte do repertório renovado da banda: na verdade, se tornaram cruciais para a abordagem pesada às complexidades do Rock Progressivo. Além disso, a harmônica arquetípica continua sendo uma importante contribuição instrumental (o vocalista está encarregado disso). Esta nova fase musical levou a uma expansão instrumental de alguns membros da banda: o tecladista Daniel Lopez adicionou a percussão em suas funções, enquanto o baixista Mauricio Hooker tocou flauta e recorders. Não há dúvida de que a banda estava pronta para infundir "cores" novas em seu som.

Depois de muito tempo em sessões de pré-produção, gravação e pós-produção, o álbum de estréia, "El Arte de Seguir Vivos", foi lançado em 1 de agosto de 2008, pela Mylodon Records. Entre os músicos convidados está o ilustre multi-instrumentista do FRÁGIL, Octavio Castillo, assim como o violinista japonês Pauchi Sasaki. No mesmo dia 1º de agosto a banda fez um concerto para a apresentação oficial de "O Arte de Seguir Vivos", que serviu tanto como uma despedida do vocalista Ángelo Pérez-Palma (buscando interesses pessoais fora do Peru) como uma introdução ao novo vocalista Federico Mesinas. De qualquer forma, esta associação não durou muito tempo, embora o novo cantor se mostrasse capaz e carismático. A banda foi reduzida a um quarteto durante todo o ano de 2009, com o baixista Mauricio Hooker assumindo poucos deveres vocais.

Na verdade, essa banda não tem nada a ver com as bandas peruanas de Prog Rock, mais experimentais, seu som tem um forte sabor vintage, com bandas britânicas, italianas e latino-americanas dos anos 70, com orquestrações complexas, vários intervalos e composições decentes. Comparações com o Prog italiano são talvez as mais próximas. As cinco peças longas são "preenchidas" com órgãos Hammond pesados, sintetizadores flutuantes e clavinetes com um estilo muito complicado, o que soa bem interessante. Uuma guitarra diversificada e técnica tocando com bastante força e momentos jazzisticos completam a linha musical. Há também muitos momentos mais calmos, com guitarras acústicas, flautas, cordas e piano, próximo à nomes como SERU GIRAN ou SUI GENERIS.

Se o Progressive Rock influenciado pelos anos 70 está entre suas principais preferências, então este é um ótimo álbum para sua coleção. Desafiador e  intrincado.
                           
Faixas:
01. Bosque de Piedras (13:08)
02. Del Parque (8:13) 
03. El Arte de Seguir Vivos (7:17) 
04. Sueños de Opio (10:39)
05. Labra un Lugar (De Sonidos) (13:00)

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