terça-feira, 13 de agosto de 2019

APHÉLANDRA • Aphélandra [2001] • France/França


O APHÉLANDRA é uma banda francesa de Progressivo sinfônico que gravou um álbum em 1976, porém nunca lançado, devido à oferta ridiculamente baixa de sua gravadora na época. Nos próximos 25 anos, as fitas só acumularam poeira no sótão do tecladista Philippe Grancher até que a Mellow Records decidiu lançá-lo em formato cd em 2001. A formação estelar incluía o próprio Philippe Grancher (teclados), Pierre Videcoq (vocais, flauta, sax tenor), Gérard Perret (guitarra), Philippe Herbin (baixo), Dominique Iroz (bateria, percussão) e Clément Duventru (bateria). O famoso violinista Didier Lockwood e Cyrille Verdeaux (no piano e no sintetizador) também apareceram como músicos convidados. Exceto por esses dois, todos os membros da APHÉLANDRA há muito deixaram a indústria da música, cada um seguindo seu caminho.

Seu álbum auto-intitulado ("Aphélandra", nome de uma flor) é composto do clássico Pogressivo francês setentista com uma interessante mistura de seções clássicas, e um pouco de improvisação. A natureza principalmente sinfônica da música é interrompida de vez em quando por um piano "solitário" que dá ao som uma sensação distinta. As longas passagens instrumentais são uma mudança bem vinda dos vocais melodramáticos, frequentemente característicos das primeiras bandas Prog francesas. Não é uma obra-prima, mas vale a pena ouvir, principalmente devido a faixa épica de abertura com 18 minutos.

O disco abre, com "Airs", um épico de dezoito minutos. Esta peça tem de tudo. Abre com o som de vento soprando, e depois entra em um movimento de coral, tambor e piano. O "humor" muda à medida que o ritmo é acelerado e o violino começa a ser tocado. Em seguida um belo segmento de piano, com um acompanhamento de flauta igualmente adorável. O clima muda novamente com teclados "misteriosos" e vocais enigmáticos. No final, é a glória Prog dos anos 70, com teclados saborosos, mas o fantástico piano ainda está muito presente. É uma peça magnifica.

As próximas faixas parecem estar lá como demonstrações de versatilidade. "Belladonne" explora um pouco de Jazz, e depois um estilo espacial. "Pat" traz o órgão de igreja gótica, e brinca no território Avant Garde. A faixa-título começa um pouco floydiana, fica mais parecida com “Airs” e depois entra em um Funk (sim Funk!). "Corinthe" fecha com alguns tons mais góticos, e o retorno de nosso cantor enigmático.

Um grande disco que até ser lançado em CD, estava perdido no tempo. RECOMENDADO para colecionadores de raridades dos anos 70 no Progressivo sinfônico.

Tracks Listing:
1. Airs (17:58)
2. Belladonne (4:52)
3. Pat (5:25)
4. Aphélandra (3:34)
5. Corinthe (2:50)

Total Time: 34:43

Line-up:
- Philippe Grancher / piano, organ, electric piano, mellotron, clavinet, synthesizer
- Pierre Videcoq / vocals, flute, tenor sax
- Gérard Perret / electric guitar
- Philippe Herbin / bass
- Dominique Iroz / drums, percussion
- Clément Duventru / drums

Guests:

- Didier Lockwood / violin
- Cyrille Verdeaux / piano, synthesizer



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