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Discografias Comentadas

sábado, fevereiro 1

IL PORTO DI VENERE ● E Pensa Che Mi Meraviglio Ancora ● 2021

Artista: IL PORTO DI VENERE
País: Itália 
Gênero: Rock Progressivo Italiano
Álbum: E Pensa Che Mi Meraviglio Ancora
Ano: 2021
Duração: 49:35

IL PORTO DI VENERE é o projeto do conhecido baterista e multi-instrumentista Maurizio di Tello e de Cristiano Roversi da banda MOONGARDEN. A música foi escrita e gravada à distância por causa do bloqueio. Os dois membros selecionaram cuidadosamente os músicos para completar seu álbum "E Pensa Che MI Meraviglio Ancora", lançado pela MaRaCash Records em setembro de 2021.

IL BUCO DEL BACO ● Sotto Il Segno Della Lampreda ● 2021

Artista: IL BUCO DEL BACO
País: Itália 
Gênero: Rock Progressivo Italiano
Álbum: Sotto Il Segno Della Lampreda
Ano: 2021
Duração: 32:16

IL BUCO DE BACO (o nome significa "o buraco do inseto") é um projeto estranho e misterioso baseado em Milão. De acordo com o site da banda, sua história começa em 1970 com o nome de GLI ALTRI e logo após as sessões de gravação do que deveria ter sido seu primeiro álbum a banda se desfez. Segundo sua biografia, em 1971 a banda escapou de um improvável acidente de avião, hibernou em um iceberg e acordou em 2016 saindo de um longo sono criogênico... Então, em 2018 mudaram seu nome para o atual e em 2021 lançaram um álbum conceitual intitulado "Sotto il segno della lampreda" (Sob o signo da lampreia) pelo selo independente Lizard Records com a formação de Carlo Mastrangeli (bateria, voz), Gianni De Scalz (baixo, voz), Fabrizio Nocenzi (Moog , piano, voz), Daniele Graziani (Hammond, teclados, voz), Gaetano Trionanti (guitarra, voz) e Saverio Silvani (flauta, voz). Os nomes dos músicos listados no livreto não passam de pseudônimos que escondem sua verdadeira identidade? Eles são sérios? Talvez não... De qualquer forma, embora IL BUCO DEL BACO possa parecer apenas uma paródia de uma reunião de banda italiana Progressiva dos anos setenta, vale a pena ouvir sua música...

GRUPPO AUTONOMO SUONATORI ● Omnia Sunt Communia ● 2021

Artista: GRUPPO AUTONOMO SUONATORI 
País: Itália 
Gênero: Rock Progressivo Italiano
Álbum: Omnia Sunt Communia
Ano: 2021
Duração: 50:00

O GRUPPO AUTONOMO SUONATORI surgiu em 1997 a partir de uma ideia de Claudio Barone, que já tocou em uma banda tributo ao LE ORME no início dos anos 70. O G.A.S. nasceu com a ajuda de músicos dos anos 70 junto com outros jovens músicos. A banda fez seu primeiro show em outubro de 1997 no Teatro Palmaria em La Spezia como banda de abertura de GARYBALDI com o inesquecível guitarrista Bambi Fossati, o mesmo teatro onde, alguns meses antes, LE ORME fez sua volta ao vivo em "La Spezia" depois de 20 anos (concerto organizado por Claudio Barone). 

GALAAD ● Paradis Posthumes ● 2021

Artista: GALAAD
País: Suiça 
Gênero: Eclectic Prog
Álbum: Paradis Posthumes
Ano: 2021
Duração: 64:34

No início de 2021 GALAAD lançou seu 4º CD. A banda foi criada em 1988 se dissolvendo e reunindo algumas vezes, e nesse disco eles podem ter encontrado seu Nirvana musical com a idade. Este último álbum é uma afronta à morte, ao triste destino, ao maltratado destino da humanidade.

FUFLUNS ● Refusées ● 2021

Artista: FUFLUNS
País: Itália
Gêneros: Rock Progressivo Italiano
Álbum: Refusées
Ano: 2021
Duração: 61:49

FUFLUNS foi formado por diversos músicos consagrados há alguns anos, cada um deles pertencente a fabulosa cena Prog italiana, de uma forma ou de outra, o que significa que eles também têm trabalhado para outras bandas prolíficas. Essa abordagem não leva necessariamente a algo inventivo, embora ocasionalmente experimental. O segundo álbum do FUFLUNS, "Refusés", foi lançado pelo aclamado selo MaRaCash Records., e vem como uma produção típica do Rock Progressivo Italiano. 

DRIFTING SUN ● Forsaken Innocence ● 2021

Artista: DRIFITING SUN
País: Multi-Nacional
Gênero: Neo-Prog
Álbum: Forsaken Innocence
Ano: 2021
Duração: 68:41

Este novo álbum do DRIFITING SUN é um dos álbuns de 2021. Pat Ganger Sanders e companhia desenvolveram o som tradicional do DRIFITING SUN, e com alguns colaboradores convidados fantásticos como Gareth Cole, John Jowitt e Ben Bell, o som é preenchido com a contribuição única que cada um traz para o álbum.

A faixa-título épica em 3 partes, que é a maior parte do álbum, vale o preço do ingresso e é uma candidata digna para a(s) faixa(s) do ano. As performances são excelentes, as músicas são a epítome do Rock Progressivo contemporâneo e o álbum flui perfeitamente.

CAST ● Vigesimus ● 2021

Artista: CAST
País: México
Gênero: Symphonic Prog
Álbum: Vigesimus
Ano: 2021
Duração: 76:38

O CAST sempre foi uma banda que fazia uma bela mistura de Rock sinfônico e Neo-Prog, nem mais nem menos. Mas esta versão 2021 do CAST  surpreende: músicos e interação excelentes, composições arranjadas com bom gosto (entre 3 e 11 minutos) com mudanças de humor fluidas e muitas idéias musicais, a Santíssima Trindade de teclados, violino e violão, e uma mistura emocionante de clássico, Rock sinfônico, Jazz-Rock e Heavy Prog!

ARLEKIN ● The Secret Garden ● 2014

Artista: ARLEKIN
País: Ucrânia
Gênero: Neo-Prog
Álbum: The Secret Garden
Ano: 2021
Duração: 42:01

ARLEKIN é um projeto solo do músico ucraniano Igor Sidorenko (STONED JESUS, KROBAK, VOIDA, etc). Os primeiros projetos foram escritos por volta de 2005, quando Igor ficou profundamente impressionado ao conhecer o MARILLION da era Fish e outras bandas Neo-Prog, como IQ, COLLAGE, RED SAND, SHADOWLAND e similares. Em 2008, ele postou a demo gravada em casa de "Disguise Serenades" no MySpace e integrou outras bandas logo depois, prometendo a si mesmo revisar o ARLEKIN de maneira adequada assim que houvesse uma oportunidade para fazê-lo

sábado, janeiro 25

ALMIRANTE SHIVA ● EP (2015) ● 2015

Artista: ALMIRANTE SHIVA
País: Brasil
Gêneros: Space-Rock/Crossover Prog 
Álbum: EP (2015)
Ano: 2015
Duração: 16:56

Segundo o baterista colocou numa entrevista, o surgimento da banda saiu principalmente das jams espontâneas realizadas nas casas de amigos, em Brasília e arredores. Onde tanto eles quanto outros músicos iam se encontrando, biritando, conversando, e tocando.

Dois deles, no caso Marlon Tugdual e Pedro Souto, estiveram juntos um tempo na banda CASSINO SUPERNOVA. Pedro, embora jovem, já tinha muita experiência, pois também estivera nos grupos RIOS VOADORES, JOE SILHUETA e ALF.

sexta-feira, janeiro 3

▶ Stoner Rock, o que é ?

Definição

O termo Stoner Rock tem gerado algumas discussões sobre sua definição e características, no entanto há alguns elementos que são consenso entre críticos e historiadores do Rock. Trata-se de um gênero musical que combina elementos do Doom Metal, Acid Rock e Rock Psicodélico (esses dois últimos, muito proeminentes na virada da década de 60 para 70, principalmente nos Estados Unidos). O estilo é caracterizado por riffs marcantes, andamentos médios, vocais melódicos, utilização de Fuzz - efeito de distorção usado em diversos estilos musicais - e um elemento essencial no arsenal de efeitos de muitos músicos, pois transforma o timbre de um instrumento e adiciona emoção à performance) e produção "retrô". 

Origens

O Stoner Rock surgiu como um desdobramento natural do Hard Rock e do Heavy Metal dos anos 1970, misturado a uma estética underground ligada à contracultura, psicodelia e ao som “pesado e arrastado”. As raízes musicais remontam aos anos 70, onde as principais influências vêm de bandas que priorizavam riffs densos, repetitivos e grooves lentos. O BLACK SABBATH é a influência mais direta com seus riffs graves, afinações baixas e clima sombrio (O álbum "Master of Reality" é praticamente um “protótipo” do Stoner). Outras bandas influentes para o estilo são o BLUE CHEER, LED ZEPPELIN (fase mais Blues), HAWKWIND (psicodelia espacial e jams longas), CREAM e o EXPERIENCE de Jimi Hendrix (peso + improviso). Essas bandas plantaram a ideia de um Rock menos técnico, mais hipnótico e físico.

O nascimento oficial (anos 1990)

O Stoner Rock “ganha nome” e identidade no início dos anos 90, principalmente nos EUA. A Cena do deserto da Califórnia (Palm Desert) é um visual natural para o estilo. Ensaios no deserto, geradores, festas improvisadas, volume alto, som cru, liberdade criativa, tudo isso misturado contribui para o batismo de bandas-chave como FU MANCHU, SLEEP, MONSTER MAGNET e KYUSS, cujo álbum "Blues for the Red Sun" (1992) é considerado um marco fundador.

A expressão "Stoner Rock" também pode ser originária do título de uma compilação de 1997, lançada pelo selo holandês Roadrunner Records "Burn One Up! Music for Stoners". Outra expressão igualmente usada para descrever o estilo é Desert Rock, cunhada pela gravadora MeteorCity, em 1998. O Sludger Rock é considerado seu principal subgênero; mas ao invés de predominar a atmosfera descontraída e os motivos psicodélicos do Stoner Rock mais tradicional, o Slugde dialoga mais fortemente com o Doom Metal, o Punk Hardcore e o Blues-Rock sulista.

Outras influências para o Stoner Rock podem aparecer no grupo de Rock novaiorquino SIR LOR BALTIMORE, também chamados de "os padrinhos do Stoner Rock", assim como a banda LEAF HOUND citada por influenciar inúmeras bandas no movimento Stoner Rock, incluindo KYUSS e MONSTER MAGNET. O álbum da banda PRIMEVIL, "Smokin' Bats at Campton's" foi chamado de "pedra angular" de Stoner Rock. Jim DeRogatis acrescenta que as bandas de Rock Stoner buscam inspiração de demais bandas psicodélicas e proto-metálicas como DEEP PURPLE, RUSH, MOUNTAIN, URIAH HEEP, UFO, THIN LIZZY, WRITING ON THE WALL, THE DOORS RAINBOW, CAPTAIN BEYOND, os primeiros álbuns do JUDAS PRIEST e o BLUE OYSTER CULT. A sonoridade dos primeiros álbuns do ZZ TOP assim como o imaginário mescalero do deserto norte-americano também foram uma grande influencia. De certa forma, a verdadeira existência do Stoner Metal foram o final da década de 1960 e o inicio da década de 1970, sendo o que mais tarde veio se chamar de Stoner Rock, nada mais que um revival ou releitura de todo um subgênero.

Durante o início até meados da década de 1990, enquanto o Grunge dominava as paradas de sucesso e atraia as atenções da mídia, um número de bandas do sul da Califórnia desenvolvia no underground um estilo que seria chamado finalmente de Stoner Rock. Em 1992, o KYUSS emergiu da cena de Palm Desert com o álbum "Blues for the Red Sun". Os críticos o saudaram como "um marco importante na música pesada",[enquanto o semanário inglês NME descreveu sua música como uma tentativa de derreter areia quente do deserto em metal. Em 1992, a banda de Doom Metal Sleep lançou seu álbum "Sleep's Holy Mountain", e juntamente com o KYUSS foram anunciados pela imprensa especializada como líderes da cena Stoner emergente. Juntamente com essas três bandas, os sul-californianos FU MANCHU, que lançaram seu álbum de estréia em 1994, são creditados como sendo "uma das bandas mais duradouras e influentes do gênero." Em 1994, o ACID KING de São Francisco e o ACRIMONY da Grã-Bretanha lançaram seus álbuns de estréia, os quais adotaram a mesma abordagem psicodélica para o Doom Metal.

Desde então o gênero não para de crescer e de se desenvolver em subgêneros, mundo afora, atingindo uma popularidade cada vez mais crescente com centenas de bandas e lançamentos fonográficos.

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