País: Inglaterra
Gêneros: Art Pop, Art Rock, Synth-Pop
Álbum: The Colour of Spring
Ano: 1986
Lançamento: fevereiro
Gravadora: EMI Records
Duração: 45:40
Músicos:
● Mark Hollis: vocais, piano, variophon, orgão, mellotron, guitarra
● Paul Webb: baixo, vocais
● Lee Harris: bateria
● Tim Friese-Greene: piano, orgão, mellotron, sintetizadores
Lançado em fevereiro de 1986, "The Colour of Spring" marca a transição definitiva do TALK TALK de um grupo de Synth-Pop para uma entidade musical de Art Rock e Art Pop orgânico. Abandonando as texturas puramente sintéticas de seus dois primeiros discos, a banda, sob a liderança de Mark Hollis e do produtor Tim Friese-Greene, recrutou uma vasta gama de músicos de apoio, incluindo Steve Winwood no órgão e Robbie McIntosh na guitarra. Surpreendentemente, "The Colour of Spring" tornou-se o maior sucesso comercial do grupo, atingindo o Top 10 nas paradas britânicas e estabelecendo uma sonoridade rica em instrumentos acústicos, pianos e percussão detalhada, distanciando-se do som plastificado que dominava as rádios na metade da década de 1980.
A sonoridade do álbum é caracterizada por uma produção espacial e dinâmica, onde o silêncio e a textura são tão importantes quanto a melodia. Faixas como "Happiness Is Easy", que conta com um coro infantil e contrabaixo acústico, e "Life's What You Make It", construída sobre um riff de piano hipnótico, demonstram a habilidade da banda em criar música acessível, porém tecnicamente complexa. A inclusão de instrumentos pouco convencionais no Pop da época, como o variophon e o dobro, confere ao disco uma aura atemporal, enquanto composições mais longas e introspectivas, a exemplo de "April 5th", já sinalizam a exploração atmosférica que definiria o futuro Post-Rock do grupo. Em termos líricos, as compósições do álbum abordam temas de renovação, existencialismo e espiritualidade, refletindo uma maturidade artística que superou as expectativas da gravadora EMI.
Abandonando fórmulas comerciais e adotando uma visão estética rigorosa, "The Colour of Spring" é frequentemente citado como um álbum influente por críticos e músicos, incluindo os membros do RADIOHEAD. O encerramento com a épica "Time It's Time", que utiliza arranjos corais ambiciosos, sela o disco como uma obra de transição perfeita, mantendo o apelo melódico do passado enquanto abre as portas para o experimentalismo radical que viria a seguir na carreira da banda.
Fontes pesquisadas:
Faixas:
| Nº | Título | Duração |
|---|---|---|
| 01 | Happiness Is Easy | 06:30 |
| 02 | I Don't Believe in You | 05:02 |
| 03 | Life's What You Make It | 04:29 |
| 04 | April 5th | 05:51 |
| 05 | Living in Another World | 06:58 |
| 06 | Give It Up | 05:17 |
| 07 | Chameleon Day | 03:20 |
| 08 | Time It's Time | 08:14 |
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