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domingo, fevereiro 22

KING CRIMSON ● Three of a Perfect Pair ● 1984

Artista: KING CRIMSON
País: Reino Unido
Gêneros: Eclectic Prog, New Wave, Art Rock, Experimental Rock
Álbum: Three of a Perfect Pair
Ano: 1984
Lançamento: Março
Gravadora: E.G./Warner Bros. Records
Duração: 41:08

Músicos:
● Adrian Belew: vocais, guitarra
● Robert Fripp: guitarra, dispositivos (frippertronics)
● Tony Levin: chapman stick, baixo, vocais de apoio
● Bill Bruford: bateria acústica, bateria eletrônica

Lançado em março de 1984, "Three of a Perfect Pair" encerra a trilogia do KING CRIMSON iniciada no começo da década de 80, consolidando a sonoridade da formação composta por Fripp, Belew, Levin e Bruford. O álbum foi concebido com uma estrutura binária distinta, dividida entre o Lado A, apelidado de "The Left Side" (mais acessível e focado em canções), e o Lado B, o "The Right Side" (experimental e voltado para a improvisação livre). Esta divisão reflete o ápice das tensões e da dualidade criativa do quarteto, oferecendo uma síntese final das inovações técnicas em Chapman Stick e polirritmias que definiram essa era da banda.

Revelando uma banda operando em seu limite técnico, "Three of a Perfect Pair" exibe um equilibrio entre o apelo rítmico da New Wave e a complexidade estrutural do Rock Progressivo. Enquanto trabalhos anteriores como "Discipline" focavam na precisão matemática e "Beat" explorava temas literários, "Three of a Perfect Pair" mergulha em uma estética industrial e, em alguns momentos, dissonante. A produção, novamente assinada pelo grupo e por Rhett Davies, enfatiza o uso agressivo de percussões eletrônicas e timbres de sintetizadores de guitarra, antecipando elementos que se tornariam comuns no Rock Industrial nos anos seguintes.

O álbum inicia-se com a faixa-título "Three of a Perfect Pair", seguida pela cativante "Model Man" e as rítmicas "Sleepless" e "Man with an Open Heart", que encerram a faceta mais melódica do trabalho. A transição para o lado experimental ocorre com "Nuages (That Which Passes, Passes Like Clouds)", uma peça instrumental atmosférica que serve de prelúdio para a densa "Industry" e a caótica "Dig Me". O álbum prossegue com a técnica "No Warning" e culmina em "Larks' Tongues in Aspic (Part III)", uma composição que resgata a linhagem histórica da banda com arranjos complexos e riffs angulares de guitarra.

Geralmente avaliado como um trabalho relativamente sólido, "Three of a Perfect Pair", é visto como a conclusão lógica e necessária de uma das fases mais influentes do KING CRIMSON. A crítica especializada elogiou a audácia em dividir o disco entre acessibilidade e experimentação radical, o que permitiu ao grupo satisfazer tanto o público das rádios da época quanto os ouvintes de vanguarda. 

Logo após o lançamento do álbum e a turnê de divulgação, o KING CRIMSON entrou em um novo hiato de dez anos, tornando "Three of a Perfect Pair" o testamento final de um quarteto que redefiniu as fronteiras da música Pop e progressiva nos anos 80.

Faixas:
Nº   Título Duração 
01 Three of a Perfect Pair 04:13
02 Model Man 03:49
03 Sleepless 05:24
04 Man with an Open Heart 03:05
05 Nuages (That Which Passes, Passes Like Clouds)   04:47
06 Industry 07:04
07 Dig Me 05:59
08 No Warning 03:29
09 Larks' Tongues in Aspic (Part III) 06:05
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