Artista: THE CURE
País: Reino Unido
Gêneros: Post-Punk, Gothic Rock, Alternative Rock
Álbum: Standing On A Beach: The Singles
Ano: 1986
Duração: 45:59
Músicos:
● Robert Smith: vocais, baixo, violino, teclados e guitarra
● Porl Thompson: guitarra, saxofone e teclados
● Andy Anderson: bateria
● Steve Goulding: bateria
● Boris Williams: bateria
● Phil Thornalley: baixo
● Michael Dempsey: baixo
● Simon Gallup: baixo
● Lol Tolhurst: teclados, drum machiine, bateria
● Matthieu Hartley: teclados
Lançado em 1986, "Standing on a Beach" é daqueles discos que parecem simples à primeira vista, mas carregam um peso enorme na história do THE CURE. Na prática, é uma coletânea de singles, reunindo todos os lados A da banda entre 1978 e 1985. Não é um disco “conceitual”, mas funciona como um mapa perfeito da evolução sonora e emocional do grupo nos seus primeiros anos.
O percurso começa com o minimalismo nervoso de "Killing an Arab", ainda sob forte influência do punk e do Pós-Punk inicial, e vai avançando por fases bem distintas. A melancolia contida de "Boys Don’t Cry" e "A Forest" estabelece aquele clima frio e introspectivo que virou assinatura da banda. Já faixas como "Primary" e "The Lovecats" mostram que o THE CURE também sabia ser pop, lúdico e até dançante, sem perder identidade.
Ao longo do disco, fica evidente como Robert Smith foi expandindo o vocabulário emocional da banda: do existencialismo sombrio ao romantismo desesperado, passando por ironia, humor estranho e uma tristeza quase elegante. Hits como "Let’s Go to Bed", "The Walk" e "Close to Me" marcam a fase mais acessível e experimental dos sintetizadores, enquanto "In Between Days" e "A Night Like This" apontam para o amadurecimento melódico que culminaria em "The Head on the Door" e, mais tarde, em "Disintegration".
Um detalhe importante: a versão em vinil trazia apenas os lados A, enquanto a edição em cassete incluía um segundo disco chamado "Staring at the Sea", com os lados B — um verdadeiro tesouro para fãs, mostrando o quanto a banda era criativa mesmo fora dos singles.
No fim das contas, "Standing on a Beach" não é só uma coletânea: é uma porta de entrada perfeita para entender por que o THE CURE se tornou uma das bandas mais influentes do Pós-Punk e do Rock Alternativo. Um disco que resume, com precisão, a capacidade da banda de transformar angústia, romantismo e estranheza em canções atemporais.
Faixas:
| Nº | Título | Duração |
|---|
| 01 | Killing an Arab | 2:22 |
| 02 | 10:15 Saturday Night | 3:37 |
| 03 | Boys Don't Cry | 2:35 |
| 04 | Jumping Someone Else's Train | 2:54 |
| 05 | A Forest | 4:44 |
| 06 | Primary | 3:33 |
| 07 | Charlotte Sometimes | 4:13 |
| 08 | The Hanging Garden | 4:21 |
| 09 | Let's Go to Bed | 3:30 |
| 10 | The Walk | 3:28 |
| 11 | The Lovecats | 3:38 |
| 12 | The Caterpillar | 3:38 |
| 13 | In Between Days | 2:55 |
| 14 | Close to Me | 3:39 |
Cassete (b-sides)
| Nº | Título | Duração |
|---|
| 01 | I'm Cold | 2:47 |
| 02 | Another Journey by Train | 3:04 |
| 03 | Descent | 3:07 |
| 04 | Splintered in Her Head | 3:12 |
| 05 | Mr. Pink Eyes | 2:42 |
| 06 | Happy the Man | 2:45 |
| 07 | Throw Your Foot | 3:33 |
| 08 | The Exploding Boy | 2:52 |
| 09 | A Few Hours After This | 2:26 |
| 10 | A Man Inside My Mouth | 3:05 |
| 11 | Stop Dead | 4:02 |
| 12 | New Day | 4:08 |

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