Últimas resenhas publicadas

Pesquise

terça-feira, setembro 8

BLACKSMITH TALES ● The Dark Presence ● 2021

Artista: BLACKSMITH TALES
País: Itália
Gêneros: Neo-Prog, Symphonic Prog
Álbum: The Dark Presence
Ano: 2021
Lançamento: Abril
Gravadora: Aereostella/Immaginifica Records
Duração: 76:04

Músicos:
● Michele Guaitoli: vocal
● Stefano Debiaso: bateria
● Denis Canciani: baixo
● Beatrice Demori: vocal
● Marco Falanga: guitarras
● Luca Zanon: teclado e flautas
● David Del Fabro: vocais de apoio, piano, teclados, duduk

Lançado em 23 de abril de 2021 pelo selo Immaginifica/Aereostella, "The Dark Presence", é o álbum de estreia do projeto italiano BLACKSMITH TALES, idealizado pelo tecladista, pianista e compositor David Del Fabro. As raízes do disco remontam aos anos 90, quando Del Fabro — que também tocou em bandas cover de RUSH, GENESIS, PINK FLOYD, KANSAS e GENTLE GIANT — já compunha ao piano boa parte das músicas que viriam a formar o álbum, com letras inspiradas nas leituras que fazia na época. O projeto só ganhou forma definitiva quando Del Fabro se uniu ao tecladista Luca Zanon, o que permitiu finalmente concluir e batizar a banda — um trocadilho com o próprio sobrenome do fundador, já que "fabbro" significa "ferreiro" em italiano. A formação se completou com Michele Guaitoli e Beatrice Demori (vocais), Stefano Debiaso (bateria), Denis Canciani (baixo) e Marco Falanga (guitarra elétrica e acústica).

Conceitualmente, o disco narra uma jornada simbólica através do tempo, do Egito Antigo à Idade Média, seguindo uma alma em busca de sua luz interior — um percurso que exige enfrentar sua parte mais sombria, descer ao abismo e superar obstáculos antes de alcançar o "iluminismo" espiritual. Musicalmente, o resultado é descrito pela crítica como uma mistura suntuosa e cinematográfica entre neo-prog, symphonic prog e uma inesperada — e muito bem executada — pitada de Folk medieval, com as passagens clássicas ao piano de Del Fabro e o órgão Hammond de Zanon dando o tom "old school" da produção, ainda que envolta numa atmosfera predominantemente sombria.

Entre os destaques do álbum mais citados pela crítica especializada estão "Chapter LXIV", com sitar hipnótico e vocais distorcidos por vocoder que reforçam o clima sinistro da faixa, "Possessed by Time", verdadeiro tour de force de Metal Progressivo, e o encerramento "Book of Coming Forth by Day", descrito como majestoso — três momentos que resumem bem bem o equilíbrio entre peso, technicidade e drama teatral que se tornaria a marca registrada da banda. Considerado uma "pérola inesperada" por parte da crítica prog, o álbum surpreendeu justamente por vir "do nada", sem grande alarde prévio, consolidando as bases estilísticas que a banda aprofundaria três anos depois em "Pathway to Hamlet's Mill".

Fontes pesquisadas
Faixas
Nº   Título Duração 
01The Dark Presence11:35
02Golgotha06:07
03Let Me Die06:12
04Rain... of Course!03:32
05Into the Sea (Apocatastasis)05:44
06Interlude01:24
07Tides From a Faraway Shore02:34
08The Dark Presence Revelation      03:58
09A New Sunrise04:36
10Chapter LXIV02:29
11Possessed by Time17:26
12Last Hero's Crusade01:56
13Book of Coming Forth by Day08:28
.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comente e Participe