País: Itália
Gêneros: Neo-Prog, Symphonic Prog
Álbum: The Dark Presence
Ano: 2021
Lançamento: Abril
Gravadora: Aereostella/Immaginifica Records
Duração: 76:04
Músicos:
● Michele Guaitoli: vocal
● Stefano Debiaso: bateria
● Denis Canciani: baixo
● Beatrice Demori: vocal
● Marco Falanga: guitarras
● Luca Zanon: teclado e flautas
● David Del Fabro: vocais de apoio, piano, teclados, duduk
Lançado em 23 de abril de 2021 pelo selo Immaginifica/Aereostella, "The Dark Presence", é o álbum de estreia do projeto italiano BLACKSMITH TALES, idealizado pelo tecladista, pianista e compositor David Del Fabro. As raízes do disco remontam aos anos 90, quando Del Fabro — que também tocou em bandas cover de RUSH, GENESIS, PINK FLOYD, KANSAS e GENTLE GIANT — já compunha ao piano boa parte das músicas que viriam a formar o álbum, com letras inspiradas nas leituras que fazia na época. O projeto só ganhou forma definitiva quando Del Fabro se uniu ao tecladista Luca Zanon, o que permitiu finalmente concluir e batizar a banda — um trocadilho com o próprio sobrenome do fundador, já que "fabbro" significa "ferreiro" em italiano. A formação se completou com Michele Guaitoli e Beatrice Demori (vocais), Stefano Debiaso (bateria), Denis Canciani (baixo) e Marco Falanga (guitarra elétrica e acústica).
Conceitualmente, o disco narra uma jornada simbólica através do tempo, do Egito Antigo à Idade Média, seguindo uma alma em busca de sua luz interior — um percurso que exige enfrentar sua parte mais sombria, descer ao abismo e superar obstáculos antes de alcançar o "iluminismo" espiritual. Musicalmente, o resultado é descrito pela crítica como uma mistura suntuosa e cinematográfica entre neo-prog, symphonic prog e uma inesperada — e muito bem executada — pitada de Folk medieval, com as passagens clássicas ao piano de Del Fabro e o órgão Hammond de Zanon dando o tom "old school" da produção, ainda que envolta numa atmosfera predominantemente sombria.
Entre os destaques do álbum mais citados pela crítica especializada estão "Chapter LXIV", com sitar hipnótico e vocais distorcidos por vocoder que reforçam o clima sinistro da faixa, "Possessed by Time", verdadeiro tour de force de Metal Progressivo, e o encerramento "Book of Coming Forth by Day", descrito como majestoso — três momentos que resumem bem bem o equilíbrio entre peso, technicidade e drama teatral que se tornaria a marca registrada da banda. Considerado uma "pérola inesperada" por parte da crítica prog, o álbum surpreendeu justamente por vir "do nada", sem grande alarde prévio, consolidando as bases estilísticas que a banda aprofundaria três anos depois em "Pathway to Hamlet's Mill".
| Fontes pesquisadas |
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| Faixas |
|---|
| Nº | Título | Duração |
|---|---|---|
| 01 | The Dark Presence | 11:35 |
| 02 | Golgotha | 06:07 |
| 03 | Let Me Die | 06:12 |
| 04 | Rain... of Course! | 03:32 |
| 05 | Into the Sea (Apocatastasis) | 05:44 |
| 06 | Interlude | 01:24 |
| 07 | Tides From a Faraway Shore | 02:34 |
| 08 | The Dark Presence Revelation | 03:58 |
| 09 | A New Sunrise | 04:36 |
| 10 | Chapter LXIV | 02:29 |
| 11 | Possessed by Time | 17:26 |
| 12 | Last Hero's Crusade | 01:56 |
| 13 | Book of Coming Forth by Day | 08:28 |
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