terça-feira, 1 de setembro de 2015

Genesis - Nursery Cryme [1971] [2013 Japan Mini LP SHM-CD Edition] - United Kingdom / Reino Unido


Uma das obras mais cultuadas e celebradas dos anos 70 e da história do Rock Progressivo é o terceiro álbum do Genesis, lançado em 1971, "Nursery Cryme". A história é a seguinte: o grupo que, na época contava com a liderança de Peter Gabriel, havia conseguido se livrar das amarras de produtores que queriam direcionar o som deles, como aconteceu com o infeliz primeiro álbum. Eles conseguiram obter relativo sucesso com seu segundo álbum, voltado ao som progressivo, "Trespass", porém, o baterista John Mayhew era considerado pouco técnico para os projetos ambiciosos da banda; entra em cena um jovem Phil Collins. Em outra reviravolta, o guitarrista Anthony Phillips havia deixado o grupo para estudar música clássica, conseguindo lançar em alguns anos, álbuns de sucesso como "The Geese and the Ghost"; entra em cena o guitarrista Steve Hackett, após um breve período da banda com Mick Barnard substituindo Phillips. Estava formada a equipe pioneira da banda.

Sendo assim, o grupo precisava de um sucesso estrondoso, algo que chamasse a atenção. A resposta veio na imagem bizarra de uma enfermeira, em um campo de críquete, com um arremessador ensanguentado nas mãos em posição de rebatedora e cabeças espalhadas pelo campo. A bizarrice era tamanha que todos queriam ver do que se tratava. Talvez você possa pensar que o grupo havia perdido a cabeça após tantos problemas, mas a verdade é que o Genesis havia elaborado uma grande obra-prima de sua discografia, músicas desafiadoras com um trabalho instrumental impecável e lírica riquíssima e elaborada. Este é o "Nursery Cryme".

O disco abre com um épico baseado em uma história escrita por Peter Gabriel, "The Musical Box". Sendo um enorme fã da obra poética de William Blake e dos contos de Lewis Carroll, Gabriel conta a história surreal de um casal de garotos, Cynthia e Henry, que moravam em uma casa de campo. Cynthia mata Henry com um martelo de críquete, decepando a cabeça do menino. Anos depois, ela encontra a caixinha de música dele e, ao abrí-la, vê o espírito de Henry dentro da caixa. Conforme Henry vai envelhecendo rápido, para compensar os anos que esteve longe de Cynthia, ele a manipula a ter relações sexuais com ela, ao mesmo tempo que o espírito experimenta uma vida inteira de prazeres sexuais em questão de minutos. Quando os dois estão prestes a entrelaçarem-se, chega a enfermeira que atira a caixinha de música em Henry, destruindo ambos. A ilustração da capa do disco é justamente um desenho de Cynthia. A música passa por mudanças de andamento muito interessantes, começa suave, gradativamente ganha força, retoma a suavidade e termina em um furioso ato final. Esta primeira faixa guarda reminiscências musicais de uma composição do grupo chamada "Manipulation", que teve sua gênese melódica ainda no período anterior da banda, com Anthony Phillips. Nela, Gabriel toca flauta e oboé nas partes calmas.

Outro destaque de grande importância é a terceira faixa, "The Return of the Giant Hogweed". É sobre uma erva que foi trazida da Rússia para a Inglaterra por um explorador e levada aos Jardins Reais de Kew. A erva se chama Heracleum mantegazzianum, e ela causa a ira das criaturas herbicidas que acabam querendo vingança. O trabalho instrumental aqui é único, com variações melódicas hora andantes e hora agressivas e rápidas, configurando todo um clima épico para a história.

E não podemos esquecer de um outro grande destaque do álbum, "The Fountain of Salmacis", presença em muitas das apresentações da época. É uma das composições mais herméticas e complexas do Genesis. A letra, também singular, fala sobre a ninfa do título que se envolve em um caso amoroso com o deus Hermafrodito, filho dos deuses Hermes e Afrodite. De acordo com a lenda, Hermafrodito amaldiçoou as águas do Monte Ida, de forma que, quem se banhasse nelas, viraria um ser hermafrodita, ou seja, um ser de ambos os sexos. Uma das composições mais desafiadoras e interessantes da era Peter Gabriel que fecha o terceiro álbum do grupo e os leva ao estrelato.

Passado o material mais importante, há também outras coisas bastante interessantes e que fazem deste disco um grande clássico de seu gênero. "For Absent Friends" é uma curta e doce canção sobre duas pessoas viúvas indo à igreja rezar por seus falecidos amores; é a primeira canção do Genesis onde Phil Collins assume os vocais sozinho; com a ausência de bateria na canção, Collins tem total liberdade para sair de seu kit e cantar. "Seven Stones", que foi influenciada por uma composição do grupo inglês King Crimson. Tony Banks até acabou comprando um mellotron específico do Crimson para uso em várias outras músicas do Genesis. Conta sobre um velho muito esperto e aproveitador que se sobressai acreditando na sorte e na inocência de suas vítimas.

"Harold the Barrel" é a primeira vez que o Genesis insere timidamente humor em suas composições. Conta a investigação para encontrar um dono de restaurante que desapareceu e acabou cometendo suicídio se jogando da janela. Os arranjos são animados apesar da lírica pesada, quem vê Harold pela janela fica pedindo a ele para descer, vem até gente dizendo para ele que a BBC estava chegando e tudo acaba abruptamente quando Harold abandona o recinto pela janela e o piano de Banks vai dando as últimas e melancólicas notas. Finalmente, "Harlequin" tenta pintar um quadro de uma figura surrealista cheia de cores mas com componentes cinzentos que indicam algum tipo de distúrbio, algo que não pertence àquele quadro. A música não agrada tanto Mike Rutherford que diz ter tentado chegar perto de demonstrar a dinâmica que ele e seu parceiro dos discos anteriores, Anthony Phillips, tinham com as harmonizações no violão, tocando um 12 cordas para alcançar o efeito. De forma geral, Rutherford confessa que "Nursery Cryme" foi um álbum bem difícil de se compor.

E levando em consideração o resultado final, percebe-se o motivo de tal afirmação. É um disco melódico, hermético por várias vezes, cheio de passagens interessantes, os estreantes Steve Hackett e Phil Collins dão tudo de si para fazerem este material brilhar mais ainda junto aos integrantes antigos da banda, a dinâmica do grupo é bastante natural e reflete um momento de pura inspiração. Em conclusão, um álbum que qualquer amante de música progressiva precisa escutar. Ele faz parte de um contexto em uma época de grande efervescência do gênero Progressivo, onde as bandas tentavam sempre se sobressair em suas experimentações. Após dois discos com vários problemas internos, sendo que apenas um deles realmente se sobressaiu, o Genesis finalmente estabiliza sua formação pioneira e realiza uma grande obra-prima.

Resenha por:


Tracks:
01. The Musical Box
02. For Absent Friends
03. The Return of the Giant Hogweed
04. Seven Stones
05. Harold the Barrel
06. Harlequin
07. The Fountain of Salmacis

Musicians:
- Tony Banks / organ, mellotron, piano, electric piano, 12 string guitar, voices 
- Phil Collins / drums, voices, percussion, lead vocals(2) 
- Peter Gabriel / lead voice, flute, tambourine, bass drum 
- Steve Hackett / electric and 12 string guitar 
- Mike Rutherford / bass guitar, bass pedals, 12 string guitar, backing vocals

Format: mp3 (320 kbps) = 108 mb

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Agamemnon - Agamemnon Part I & II [1981] - Switzerland / Suiça


Agamemnom gravou esse seu primeiro e único registro em 1980 mas o disco soa como se tivesse sido gravado uma década antes, pois sofre de má mixagem e carência na percussão.

O álbum tem como tema duas histórias de um antigo e mitológico herói grego. A banda oferece um bom vocalista que em alguns momentos pode trazer a memória o músico inglês Cat stevens, mas seu desempenho é agradável de qualquer maneira. As composições e a estrutura harmônicas são muito básicas e muito repetitivas ao longo do tempo, com um grande momento por volta dos 10 minutos da parte 1, mas nada mais do que isso. A parte termina abruptamente com um fade out que significa que não se tinha a intenção de acabar nesse ponto durante a gravação. 

Com a parte 2, felizmente começa a se ouvir com mais nitidez o baixista. Seu desemprenho é muito musical e acima de toda a gravação. Os solos de teclado são quentes e deliciosos em todo o álbum. O solo de piano no 12º minuto da Parte 2 é surpreendentemente acima do desempenho geral do álbum.

Enfim um disco mediano, mas significante para os estéreis anos 80. Recomendado para colecionadores de Symphonic Prog Rock.


Tracks:
1. Agamemnons Youth (19:26)
2. Agamemnon, King Of Mykene (19:16)
Time: 38:42

Musicians:
- Erich Kuster / vocals, guitars, organ
- Werner Kuster / piano, keyboards, guitars, flute
- Walter Rothmund / bass, keyboards
- Urs Ritter / drums

Format: flac (image) = 280 mb
Format: mp3 (320 kbps) = 94 mb

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Genesis - Trespass [1970] [2013 Japan Mini LP SHM-CD Edition] - United Kingdom / Reino Unido


O fracasso de "From Genesis to Revelation" deprimiu os membros do Genesis, mas não selou seu fim. Pelo contrário; até ganharam contrato num selo novo, Charisma Records, de Tony Stratton-Smith, que se tornaria empresário da banda até praticamente sua morte, em 1987. As mudanças não pararam aí. O baterista John Silver foi dispensado. Pouco se sabe sobre ele após sua saída. Em 1973, Anthony Phillips, Mike Rutherford e Phil Collins gravaram homenagem intitulada "The Silver Song", que apareceu em diferentes versões, em álbuns-pirata da banda ou discos-solo de Anthony. Silver foi substituído por John Mayhew.

Bem situados, os jovens contaram com a ajuda dos pais pra alugar uma casa no campo inglês e trabalhar no material pro segundo álbum. Esse tempo para compor e ensaiar foi vital. Deve ter sido então que Rutherford e Phillips desenvolveram o trabalho de cordas sobrepostas, marca d’água dos álbuns da primeira metade setentista.

Tony Banks teve acesso a teclados mais modernos, como o Hammond e o Mellotron, basilares pra sonoridade de várias bandas progressivas, especialmente as que, como o Genesis, enveredaram pro Rock Sinfônico, mas sem deixar de lado influências Folk e medievais.

"Trespass" foi gravado entre junho e julho de 1970, no Trident Studios, em Londres, produzido por John Anthony, que deu maior liberdade aos genesianos.

Não faltam fãs que digam que esse é o primeiro álbum do Genesis; "From Genesis to Revelation" não passando dum erro ou álbum de outra banda. Embora não descarte o álbum de estreia, não posso discordar de que "Trespass" soa como se fosse de outra banda. Ainda não é o Genesis de "Nursery Crime" porque Mayhew era um baterista medíocre, mas já é um bom álbum Prog, contendo pelo menos um clássico: "The Knife", a faixa mais agressiva. O resto de "Trespass" tem forte influência de new Folk, muito comum em bandas Prog da época, como a esquecida LINDISFARNE. As harmonias vocais, os arranjos delicados, os teclados melancólicos conferem um ar de pastoralismo bucólico, que, por horas se tinge de medievalidade de conto de fadas ou fica raivoso. A duração das canções atesta a guinada Prog: a mais curta é a agridoce e quase-desesperançada "Dusk" (4:13), com sua tintura Folk e delicada interconexão entre cordas e flauta, tocada por Gabriel pela primeira vez. As demais faixas têm pelo menos 6:30 minutos cada.

O álbum abre com "Looking for Someone", com a voz meio rouca tomando à frente, e depois apoiada pela guitarra meio chorona de Phillips, numa letra que fala sobre alguém tentando encontrar sentido em um mundo sem nenhum. A canção já tem as características mudanças de andamento e ritmo que agradam tanto a certa ala de fãs de Rock Progressivo. Cada músico tem chance de mostrar o que sabe nos 7 minutos, que variam ente delicadeza e semi-agressividade. Banks consegue timbres até então inalcançados nos teclados. Só a bateria muito discreta deixa a desejar. Folk, elementos operísticos, Rock. A fórmula genesiana em treinamento para atingir o topo da montanha nos próximos álbuns.

Em "White Mountain", o Genesis tem sua própria montanha, branca, que será tingida de vermelho devido a uma guerra entre lobos. Clima de conto de fadas medieval, um deslumbre que oscila entre o ligeiro, o madrigal e o marcial para narrar a história do lobo insurgente, condenado à morte e estraçalhado, revelando uma montanha vermelha ao amanhecer. Gabriel com sua primeira letra gráfica a ponto de evocar uma imagem mental perfeita da cena. Nessa faixa, o cantor começa a experimentar com alterações nos vocais, tratando-os com tecnologia. A sentença de morte de Fang é cantada numa voz meio arrepiante. O assobio final, depois do massacre na montanha, devolve a frialdade à Montanha Branca. Uma pérola subestimada.

"Visions of Angels" começa com um solo pianístico de derreter o coração e imagens de anjos dançando no céu. O clima de aurora de maior parte da melodia envolve uma letra que questiona a onipotência e onipresença divina, que parece ter sido abdicada pela própria divindade que “desistiu deste planeta e de seu povo há muito tempo”. Mas, no fundo, o problema é que o narrador não consegue entender a ausência da amada. Dizem que Anthony estava apaixonado pela esposa de Gabriel, sem que o cantor soubesse, por isso a letra. Vai saber, mas, de qualquer modo, é uma letra sombria disfarçada por uma melodia matinal. "Stagnation" não faz questão de esconder sua melancolia, porém.

A canção mais famosa do álbum é "The Knife", única do "Trespass" presente no repertório de shows por alguns bons anos. A letra fala dum revolucionário que quer levar a liberdade a seu povo, ainda que isso custe a vida de alguns: “some of you are going to die/martyrs, of course, to the freedom that I shall provide”. É uma montanha-russa, com momentos lentos de subida para depois lançar o ouvinte numa descida vertiginosa, especialmente a partir do quarto minuto, quando se começa a criar o clima pra gritaria e rajadas de metralhadora e guitarra um minuto depois. Que falta faz o talento de Phil Collins, que esmurrou tanto a bateria em anos de carreira que agora tem as mãos quase inutilizadas! "The Knife" é um monumento do Progressivo Sinfônico, sem dúvida.

A despeito de tanto progresso, "Trespass" não fez sucesso. Pelo menos não nos EUA ou na Inglaterra (curiosamente, o álbum ficou em 98 no Hot 100 durante uma semana em 1984). Na Europa continental a história foi diferente, iniciando uma relação de sucesso com países como a Itália, onde a banda foi copiada à exaustão. Na Bélgica, o segundo álbum do Genesis chegou ao topo da parada, ocasionando o primeiro convite para tocar fora do natal Reino Unido.

Antes de cruzar o Canal da Mancha, a banda tinha que achar um guitarrista e um batera. Descontentes com Mayhew, suas baquetas foram dispensadas após a gravação de "Trespass". Ele permaneceu anos incógnito até ser descoberto na Austrália, onde se tornara carpinteiro. Morreu do coração em 2009, no dia 26 de março, véspera de seu aniversário.

O caso de Anthony Phillips foi distinto. Músico de primeira e responsável pela sonoridade que acompanharia o grupo mesmo após sua saída, Anthony sofria de fobia de palco, a qual estava afetando sua saúde. Seguindo ordens médicas, abandonou o Genesis e seguiu carreira solo prolífica, mas discreta.

Quando "Trespass" foi lançado, em outubro de 70, os 2 músicos já não mais faziam parte do Genesis e seus postos haviam sido preenchidos. Iniciar-se-ia o “período clássico”.


Tracks:
1. Looking For Someone (7:06)
2. White Mountain (6:42)
3. Visions Of Angels (6:50)
4. Stagnation (8:48)
5. Dusk (4:13)
6. The Knife (8:56)

Musicians:
- Peter Gabriel / lead voice, flute, accordion, tambourine and bass drum
- Anthony Phillips / acoustic 12-string, lead electric, dulcimer, voices
- Anthony Banks / organ, piano, Mellotron, guitar, voices
- Michael Rutherford / acoustic 12-string, electric bass, nylon, cello, voices
- John Mayhew / drums, percussion, voices

Format: mp3 (320 kbps) = 115 mb

sábado, 15 de agosto de 2015

Caravan - Caravan & The New Symphonia - The Complet Concert [1974 / 2001] - United Kingdom / Reino Unido


Caravan decidiu após o sucesso de seu álbum, "For Girls Who Grow Plump In The Night" gravar um concerto ao vivo que consistia de uma orquestra que foi usada em todo o álbum "For Girls ...". Se você tiver o álbum original, você vai ter o que passou a ser a metade do álbum. A nova versão remasterizada tem tudo o que aconteceu naquela noite em outubro de 1973. A banda entrou no palco e tocaram algumas poucas faixas do novo álbum menos a orquestra. Os teclados de Dave Sinclair brilham, intensamente na maioria das faixas, (pelo menos ele não se limitou a realizar um cópia exata do seu trabalho em estúdio). A bateria de Coughlin também se destaca tanto na parte pré-orquestra quanto na segunda metade com orquestra. Quando a orquestra sobe ao palco as coisas realmente começam a ferver. Desde o início, "The Love In Your Eye" é a beleza encarnada. As cordas combinam perfeitamente com canto delicado de Pye. E os metais! é o Céu na Terra. As duas canções seguintes foram escritas literalmente naquele dia, com as letras feitas apenas horas antes do show começar. Ambas as canções retornam aos seus primeiros dias da banda com "Virgin on the Ridiculous" abrigando mais poder instrumental, especialmente com as teclas lastreadas em fuzz poderosos de Sinclair. No entanto, é a enésima versão ao vivo de "For Richard" que deve ser o chamariz para se comprar o disco. E tem grande chance de ser a versão mais potente, com a ajuda da orquestra ao fundo. O volume e a potência ficam tão altos que até o final da música que vai faltar o ar ao esperar uma colisão estrondosa. É o que você quer de uma tal fusão de instrumentos e muito mais! O disco termina com um bis com a orquestra que quase não aconteceu, (normas sindicais). Mas "Hunting We shall Go" é outra faixa extra e vale a pena. Ah, e devo mencionar violino de Richardson. ele é sua arma secreta, sem dúvida. Vou terminar dizendo, um disco ao vivo maravilhosamente bem feito com uma versão de "For Richard" que deve ser ouvida. Bom show pessoal!


Tracks:
1. Introduction by Alan Black/Memory Lain, Hugh Headloss (11:00) 
2. The Dog, the Dog, He's at It Again (6:36) 
3. Hoedown (3:54) 
4. Introduction (6:49) 
5. The Love in Your Eye (12:49) 
6. Mirror for the Day (4:29) 
7. Virgin on the Ridiculous (7:57) 
8. For Richard (14:18) 
9. A Hunting We Shall Go (10:23) 
Time: 78:17

Musicians:
- Richard Coughlan / drums 
- Jimmy Hastings / flute, alto saxophone 
- Pye Hastings / vocals, guitar 
- John G. Perry / bass, vocals 
- Morris Pert / percussion 
- Geoff Richardson / electric viola 
- David Sinclair / keyboards 

With:
- The New Symphonia: Vicky Brown, Tony Burrows, Helen Chappelle, Robert Lindop, Margot Newman, Danny Street, Liza Strike / backing vocals

Format: flac (tracks) = 469 mb
Format: mp3 (320 kbps) = 182 mb

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Sebastian Hardie - Four Moments [1975] - Australia


Belíssimo trabalho desta banda australiana. Em linhas gerais ele é um progressivo sinfônico, bastante melódico, onde alguns temas são retomados de modo sutil. Esta é a razão do título pois, "Glories Shall Be Released", "Dawn of Our Sun", "Journey Through Our Dreams" e "Everything Is Real" compõem e formam os quatro momentos.

Predomina o instrumental mas os segmentos cantados são muito agradáveis de se ouvir. Com instrumentação clássica, bastante equilíbrio entre os solos de guitarras e teclados, além de timbragems características do gênero, "Four Moments", revela-se um trabalho tecnicamente muito homogêneo. Predominam temas lentos, mas não só. "Rosana" e "Openings" fecham o disco com muita influencia do Focus, principalmente em "Openings". A influencia do progressivo inglês no trabalho da banda é notória e a beleza de suas composições neste trabalho provem da simplicidade das melodias e de progressões harmônicas clássicas e já bastante exploradas por inúmeros grupos que os influenciaram. Se você aprecia o tradicional progressivo britânico com influencia do Focus e do Camel este album é o que podemos chamar de imperdível.



Tracks:
1. Four Moments [1 Glories Shall Be Released (6:40) 
2. Dawn of Our Sun (5:06) 
3. Journey Through Our Dreams(6:43) 
4. Everything Is Real (2:09) 
5. Rosanna (5:59) 
6. Openings (13:01)
Total Time: 39:38

Musicians:
- Mario Millo / vocals, guitar, mandoline 
- Toivo Pilt / keyboards, mellotron 
- Alex Plavsic / drums, percussion 
- Peter Plavsic / bass

Format: mp3 (320 kbps) = 85 mb = Depositfiles / pass = progsounds
Format: flac (tracks + cue) = 278 mb = Mega/ pass = makina

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Starcastle - Starcastle [1976] - United States / Estados Unidos


Muito se diz sobre STARCASTLE ser um pobre americano clone do YES, e por boas razões. Mas qualquer banda que soa tão perto do YES e exibe uma boa composição e bom instrumental não pode ser tão ruim assim. Na verdade, esta é a banda que oferece uma música agradável. Dois importantes elementos dão origem a este elogio ou acusação (dependendo do crítico): o tom baixo de Gary Strater é inconfundivelmente semelhante ao toque triplo de Chris Squire e Terry Luttrell soa estranhamente como Jon Anderson em muitos pontos. Mas encontra-se muitas outras influências aqui, ou seja, ELP, CAMEL, e GENTLE GIANT. Além disso, há algumas composições altamente originais presentes realmente vale a pena ouvir.

"Lady of the Lake" é a música mais criativa e envolvente do álbum, é também a mais longa. A guitarra é muito boa, soando agradável e limpa, apesar do uso de distorção. O solo de órgão de Herb Schildt soa muito mais como Keith Emerson fez em "Tarkus" ou "Pictures At an Exhibition" do que qualquer coisa que Wakeman ou Kaye já fizeram. A seção atmosférica é muito mais brilhante e muito semelhante à seção mais suave de "Close to the Edge".

"Elliptical Seasons" possui uma introdução acústica de doze cordas que podem facilmente ser comparada a "And You and I", mas o resto da música move-se em direção a uma direção orientada ao Funk. O vocalista brilha sozinho (em vez de usar uma roupagem com harmonias vocais pesadas). O sintetizador denso, no entanto, faz lembrar Peter Bardens no CAMEL.

"Forces" Nessa faixa, Luttrell não soa tanto como Anderson, despojado das harmonias como ele é. As vocalizações de "I've Seen All Good People" estão presentes aqui. Desta vez, o tom sintetizador é muito semelhante ao de de Wakeman em "And You And I" Fora isso, essa música soa incrivelmente original.

"Stargate" Um sintetizador leve está a frente dessa faixa construindo uma boa parte instrumental com bateria, guitarra e baixo em em vários pontos. No entanto, não posso deixar de sentir que a banda decidiu reinterpretar "Finale" de Stravinsky em "Firebird Suite" (que o YES freqüentemente usava como uma introdução em shows ao vivo); apenas soa muito conveniente, especialmente uma vez que vai direto para a faixa seguinte.

"Sunfield" Os vocais aqui são um pouco embaraçosos. Eles soam fora do lugar, mal misturados, e jorrando letras patetas. Em contraponto, a música é estelar, com o mais fantástico teclado e baixo continuao. Schildt é a estrela aqui, com seu sintetizador. As guitarras tendem a assumir um papel mais submisso, semelhante a veia de Gary Green do GENTLE GIANT.

"To the Fire Wind" possui acordes de órgãos pesados ​​e estranhamente cronometrados executados sob alguma estranha pontuação pouco antes da guitarra entrar, encaminhando-se para os vocais cheias de harmonia. As vocalizações crescem um pouco obsoletas, porém, indo de encontro a um fantástico solo de sintetizador antes da introdução ultrapassar e retornar. Os guitarristas tem uma chance de mostrar suas habilidades e agredir o ouvinte de ambos os lados dos alto-falantes.

"Nova" possui uma percussão tribal. O restante do instrumental utiliza os instrumentos em um arranjo estranho, pontuando órgão assim como guitarra e sintetizador. Infelizmente, o forte baixista não tem quase nenhum destaque.

RESUMO: Apesar do preconceito e críticas radicais, uma audição imparcial é necessária para se dar o verdeiro mérito a esse trabalho, que possui pontos a favor como ótimas orquestrações e vocalizações que ainda possuem um grande valor no cenário de Prog-Rock.




Tracks:
1. Lady of the Lake (10:26)
2. Elliptical Seasons (4:27)
3. Forces (6:25)
4. Stargate (2:54)
5. Sunfield (7:36)
6. To the Fire Wind (5:16)
7. Nova (2:35)
Time: 39:43

Musicians:
- Terry Luttrell / lead vocals
- Gary Strater / bass guitar, bass pedals, vocals
- Stephen Tassler / drums, percussion, vocals
- Herb Schildt / organ, synthesizers, pianos
- Matthew Stewart / guitars, vocals
- Stephen Hagler / guitars, vocals

Format: flac (image) = 436 mb
Format: mp3 (320 kbps) = 283 mb

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