terça-feira, 19 de agosto de 2014

Eloy - Colours [1980] [REMASTERED WITH BONUS TRACKS] - Germany / Alemanha


Uma nova década, uma nova formação. Klaus-Peter Maziol (remanescente do line-up anterior) no baixo, Hannes Folberth nos teclados, Hannes Arkona nas guitarras, e o baterista britânico Jim McGillivray, além do Frontman Frank Bornemann, executam as músicas desse álbum. Marca-se aqui uma nova direção para a banda, uma abordagem mais acessível e direta em sua música, mas sem perder as características que marcaram suas composições após a metade dos anos 70. As guitarras tendem a ser mais pesadas, os teclados não são tão banhados na atmosfera como Detlev Schmidtchen executava. Ainda assim, este é o som da banda relutante em aderir a década de 80 (o que acontece também com seus dois álbuns seguintes, "Planets" e "Time to Turn").  O disco também é normalmente referido como um álbum de transição, pois iria colocar a banda num certo dilema entre manter as canções épicas ou aderir a canções mais curtas, o que de fato dominou os seus álbuns seguintes, mas mantendo um  padrão de qualidade muito elevado.

"Colours" é um álbum grandioso e muito bonito. Tem um som retro, especialmente com o som do sintetizador, mas esta é ainda uma versão progressiva do ELOY com em um dos seus melhores trabalhos, na minha humilde opinião.

"Horizons" apresenta os vocais polidos das convidadas Edna e Sabine durante uma harmonia e tempo peculiares impulsionado por teclados e as melodias de guitarra hipnótica de Hannes Arkona e Bornemann.

"Illuminations" tem os vocais já familiares do ELOY, Frank Bornemann, e o forte som de sintetizador de Hannes Folberth. O ritmo é moderado, e algumas guitarras mais pesadas são ouvidas soando como NEKTAR. Os riffs são cativantes, com trabalho de guitarra fantástico por toda parte, solos de teclado incríveis, e eu diria que este é um dos destaques do álbum, sendo uma trilha inesquecível pela sua qualidade de harmonia e estruturação progressivas.

"Giant" tem uma "vibe" PINK FLOYD e algumas guitarras inovadoras. As frases de teclado são "espaciais" e tende a conecta-lo a um groove hipnótico com passagens maravilhosas e vocais agradáveis ​​de Bornemann. O solo de teclado é fantástico, muito suave e muito bem tocado.

"Impressions" tem uma atmosfera "lunática" com belíssimos sons de flauta, teclados e guitarras e vocais assumindo um estilo descontraído. Este é Prog Rock "easy listening" mas musicalidade muito bem feita especialmente no lindo solo de flauta junto aos teclados.

"Child Migration" é dominada pelos teclados, e os vocais são muito bem executados. O riff de guitarra pesado aparece bem depois, criando um momento ímpar. A liberação da tensão em camadas de teclados tem um toque simplesmente excelente. No final temos hipnotizantes teclados "Floydianos" com atmosferas Spacey, tudo lindo, majestoso e viajante. Definitivamente uma das melhores músicas da banda.

"Gallery" tem frases de teclado mais rápidas com um toque característico do som do anos 80 som, em um estilo dançante que poderia fazer parte de qualquer playlist de uma danceteria. Isso mesmo leitor, você não leu errado, uma danceteria. Mas o ELOY de alguma forma consegue mantê-la Prog Rock o suficiente para manter o interesse. É mais avançada em termos de estrutura, mas uma boa diversão em Rock.

"Silhouette" tem um riff estilo PINK FLOYD com uma batida Rock. Os vocais são graduais e eficazes. Possui uma linha de melodia sólida e guitarras principais "escaldantes".

"Sunset" termina o álbum de uma maneira mais acústica e sintetizadores sinfônicos. A beleza do instrumental é tão cativante como a arte da capa do álbum. 

Aqui o ELOY conseguiu capturar um som moderno, sem dar em comercialismo e criar um álbum de musicalidade virtuosa e progressiva. 


Tracks:
1. Horizons (3:20) 
2. Illuminations (6:19) 
3. Giant (6:05) 
4. Impressions (3:06) 
5. Child Migration (7:23) 
6. Gallery (3:08) 
7. Silhouette (6:57) 
8. Sunset (3:15)
Bonus Tracks:
9. Wings of Vision (4:14)
10. Silhouette (single edit) (3:30)
Time: 47:17

Musicians:
- Hannes Arkona / guitars 
- Frank Bornemann / vocals, guitars 
- Hannes Folberth / keyboards 
- Klaus-Peter Matziol / bass, vocals 
- Jim McGillivray / drums, percussion 
- Edna & Sabine / voices (1)

Format: flac (image + cue) = 335 mb = Mega
Format: mp3 (320 kbps) = Mega

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

In Spe - In Spe [1983] - Estonia


IN SPE nasceu da ideia do hoje famoso compositor da Estónia Erkki-Sven Tuur, e tudo começou na cidade de Talinn por volta de 1979, quando ele ainda era um desconhecido estudante. Reuniu sua esposa Anne no piano, juntamente com o baterista Arvo Urb, o guitarrista Riho Sibul, o flautista Peeter Brambat, o tecladista Mart Metsälä, e o baixista Toivo Kopli. Sibul, deixaria a banda para se juntar ao KASEKE, e foi substituído por um tempo por Ruja Jaanus Nogisto, mas logo retornou e passou a tocar por ambas as bandas simultaneamente. Após apresentações e shows a banda lançou seu auto-intitulado LP em 1983 pela Melodyia, com composições arranjadas por Tuur entre os anos de 1979 e 1981.

Todo o primeiro lado do LP é dedicado a composição mais ambicioso de Tuur: "Opus Sümfoonia seitsmele esitajale" (''Symphony For Seven Performers''). A primeira parte "Ostium" é um grande peça de Eletronic/Symphonic Rock repleta de camadas de sintetizadores e guitarras melódicas soberbas dominando, seguido por seu mais longo trecho de toda a peça, "Illuminatio", um arranjo para piano, sintetizadores e flauta, misturando Folk bem cósmico com música eletrônica e música clássica. "Mare vitreum" fecha a suíte misturando variados estilos. Uma peça orientada a flauta com um melódico e ainda energético Synphonic Rock com base no excelente toque de Sibul na guitarra e os sintetizadores sonhadores e órgão de Tuur. Uma composição incrível e contemporânea de Symphonic/Folk Rock e Progressivo.

O outro lado começa com "Antidolorosum", uma obra obscura com uma introdução de guitarra "Frippiana", bons vocais ao longo e, finalmente, Tuur brilhando com seus sintetizadores flutuantes e órgão.

A longa "Päikesevene" começa com uma dissonância de flauta com algumas guitarras Fusion. Mais uma vez os sintetizadores grandiosos de Tüür brilham, interagindo com as guitarras de Sibul criando um estilo Eletronic/Fusion.

A trilha que fecha o disco é "Sfaaride voitlus", outra grande experiencia cósmica com flautas e sintetizadores que vão "estourar" depois do meio em uma guitarra excelente em uma batalha com o teclado, antes de fechar novamente em um estilo eletrônico cósmico.

Possivelmente eis aqui a maior realização Prog Rock a sair da Estónia e uma experiência impressionante de Symphonic/Folk Rock da história da música. Muito original em todos os sentidos e essencial para sua coleção.

Tracks:
1. Symphony for Seven Performers (E.-S. Tüür) 
a) Ostium (4:27) 
b) Illuminatio (6:35) 
c) Mare Vitreum (8:30) 
2. Antidolorosum (E.S. Tüür - A. Alliksaar) (4:47) 
3. The Sunboat (E.-S. Tüür) (9:00) 
4. The Fight of the Spheres (E.-0S.Tüür) (7:20) 
Time: 41:00

Musicians:
- Peeter Brambat / flute, tenor recorder 
- Toivo Kopli / bass guitar 
- Priit Kuulberg / digital normalizer, roland vocoder 
- Mart Metsala / Prophet 5, Roland Jupiter 8, Hammond, VLM 
- Riho Sibul / guitars 
- Anne Tüür / Fender Rhodes, Yamaha electric grand piano 
- Erkki-Sven Tüür / Mini moog, Prophet 5, Roland Jupiter 8, Flute, Soprano recorder, Vocal 
- Arvo Urb / Drums

Release/Label: (Previously released on 1983 by Melodija, C60 19367 001) 
© 1999 Estonian Radio ERCD 028
Format: ape (image) = 200 mb = Torrent
Format: mp3 (320 kbps) = 94 mb = Mega

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

M Efekt - Svitanie [1977] [REMASTERED WITH BONUS TRACK] - Czech Republic / República Tcheca


Agora conhecido como simplesmente M EFEKT, este grupo é quase totalmente reconstruído a partir do zero a partir de sua encarnação anterior de 1973 (mesmo que o álbum tenha sido lançado em 1975) em torno de Hladic e Cech, acolhendo ex COLLEGIUM MUSICIUM, Fedor Freso no baixo e o tecladista Oldrich Vesely do SYNKOPY61. O quarteto agora formando uma espécie de supergrupo Tcheco/Morávio/Eslováquio, modificou o seu som para uma sonoridade muito mais influenciada por YES. 

Começando de uma maneira muito agradável com a longa faixa "Vysoka", o grupo consegue incursão através de um grande atmosfera de astral elevado e mostra o o quanto a música do grupo é apaixonante.

A relativamente curta "Pada Rodenska" é absolutamente fantástica canção popular da Morávia interrompido por alguns ruídos corajosos e ousados de sintetizador sendo uma faixa memorável. 


Fechando primeiro lado do álbum "Popoludni" é a mais Jazz-Rock do álbum, mas fecha com sintetizadores estranhos.

A faixa-título "épica" começa lentamente, finalmente decola em torno do 9 minutos, há um interlúdio com um Blues Rock Prog de Hladik fantástico que vale toda a trilha. 

A re-edição em CD vem com uma faixa bônus, "Golem" de quase 7 minutos.



Tracks:
1. Vysoká stolička, dlhý popol / High chair, long ashes (10:12) 
2. Ej, padá, padá rosenka / Dew is falling, falling (6:36) 
3. V sobotu popoludní / On Saturday afternoon (4:15) 
4. Svitanie / Dawning (19:35)
Bonus Tracks:
5. Golem (1976 Supraphon) (6:47)
Time: 47:25

Musicians:
- Vlado Čech / drums, percussion
- Fedor Freso / bass, bass mandoline, vocals, percussion
- Radim Hladík / acoustic & electric guitars
- Oldřich Veselý / acoustic & electric pianos, organ, Arp & string synths, vocals

Release/Label: Opus ‎– 91 2629-2 311 - Slovakia, 1998
Format: mp3 (320 kbps) = 108 mb = Yandex / depositfiles / pass = makina

Modrý Efekt / M. Efekt / Blue Effect - Modrý Efekt & Radim Hladik [1974] - Czech Republic / República Tcheca


Na época do lançamento deste álbum o MODRÝ EFEKT já tinha uma história antiga carregada de mudanças de nome e estilos que passearam por territórios com Free Jazz e Beat Music. Dessa vez o grupo desenvolveu um Jazz-Rock sólido misturado com alguns momentos Sinfônicos. Ao longo dos próximos quatro álbuns (incluindo este), a banda  simplesmente irá surpreender pela qualidade de sua música. 

O álbum começa com uma faixa muito forte e poderosa "Boty" que parece um re-trabalho de uma faixa do "Nova Synteza". Apresenta um grande duelo entre a flauta de Stivin e linhas de guitarra brilhantes de Hladík. É como um chute no rosto com a sua grande energia e força.

"Cajovna" é uma peça curta melodiosa onde Hladik parece se inspirar em Peter Green ou Carlos Santana. É repleta de melancolia. A tristeza parece clamar por uma existência de liberdade, contrapondo a opressão comunista. 

A seguir "Skladanka" é mais orientada para os teclados de Semelka e  a flauta de Stivin, mas o baixo exploratório de Kutska fazem desta trilha seu momento de glória neste álbum.

O outro lado começa com "Ztrary A Nalezy" onde o violão leva para um curto passeio acústico.

A faixa que encerra o disco, "Hypertenze" é monolítica, quase Sabática composta por grandes solos dentro de uma jam session. O piano elétrico é cheio de golpes de fuzz ligeiramente distorcidos. É uma trilha excelente.

Se você estiver em interessado em conhecer a música de MODRÝ EFEKT. Ele concentra seu passado e seu futuro em um grande álbum. O Jazz Rock remoto, ansioso para se mesclar ao material mais complexo da era sinfônica. Vibrante, áspero, emocionante e inspirado são apenas quatro palavras para descrevê-lo. Maravilhoso!


Tracks:
1. Boty (10:05)
2. Čajovna (4:05)
3. Skládanka (5:55)
4. Ztráty a nálezy (5:55)
5. Hypertenze (12:35)
Time: 49:10

Musicians:
- Radim Hladík / guitars
- Vlado Čech / drums
- Josef Kůstka / bass, vocals
- Lesek Semelka / piano, organ, vocals
+
Guest musicians:
- Martin Kratochvil / piano
- Jiří Stivín / flute

Format: flac (tracks + cue) = 267 mb = Mega
Format: mp3 (320 kbps) = 90 mb = Mega

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Lasting Weep - 1969-1976 [2007] - Canada


Esta é uma banda muito boa que fazia um Jazz-Rock-Prog excelente com altas doses de flautas que por vezes lembra muito o JETHRO TULL.  

A banda foi formada em 1968 e fazia um som influenciado pelo Blues Rock de Hendrix e TEN YEARS AFTER mas uma paixão repentina pelo Rock Progressivo, especialmente pela banda JETHRO TULL, fez com que eles produzissem sua própria música.

Os componentes seriam futuros grandes nomes de Quebec no Canada, o flautista e saxofonista Bergeron, o multi instrumentista Langlois (ambos futuro MANAIGE), o baterista Mathieu Leger (futuro CONVENTUM e L'ORCHESTRE SYMPATIQUE) e o baixista Chapleau (encontrado como músico em uma série de registros dos anos 70). 

O álbum aqui apresentado é o primeiro de dois lançamentos póstumos, e realmente o único que poderia ser considerado como um testamento, feito a partir de cinco sessões de gravação entre 1969 e 1971, duas delas para trilhas sonoras de filmes ou imagens. Aparentemente, estes arquivos foram encontrados num sótão de um dos músicos; e felizmente essas fitas puderam ser finalmente tornadas públicas.

A música desenvolvida pela banda soa da mesma forma como um pré-MANEIGE cinco anos antes. 


Sua música era de natureza instrumental, e de uma "persuasão Jazz" por falta de uma definição melhor na época, então eles não eram somente despercebidos, mas de certa forma também irrelevantes apesar do virtuosismo individual do quarteto tocando em seus respectivos instrumentos.

A primeira destas sessões consistem em três faixas registradas em 29 de abril do mesmo ano. A faixa de abertura nos leva a um clima de Jazz, lembrando-nos um pouco de "Serenade To A Cuckoo" do JETHRO TULL, é relativamente claro que estas faixas não estavam destinadas a uma realização oficial como se nota, pela longa sessão de baixo e solo de bateria, que aparecem  no último terço da peça. 

"De Mi A Mi" É quase uma trilha onde que nos leva a uma exploração Jazz-Rock que logo evolui para o tipo "pergunta e resposta" dos diferentes músicos incluindo o baterista. 

"Magdalena" é uma belíssima faixa, onde a flauta de Bergeron parece dominar, mas o trabalho de baixo de Chapleau é onipresente chamando muito a atenção, termina em um duo de flauta que pode lembrar "Bourée" outra peça antológica de "Stand Up" do JT.

"Rien ne sert de courir, il faut partir à point" foi gravada no final do ano, ainda segue na mesma linha porém sendo mais áspera e crua. 

"Extrait de « Safari de pêche » 1" é uma trilha sonora de um filme raro, onde a dimensão Jazz é muito reduzida em favor de uma linha mais Folk e mais clássica e acústica na primeira versão, enquanto a linha Jazz reaparece na segunda.

As próximas duas faixas foram retiradas de um concerto ao vivo em Longueuil em 1971, e é aí que a questão do som fica um pouco "duvidosa". Nessa apresentação recebem a ajuda de um outro futuro membro do MANAIGE, Gilles Schetagne na percussão. Uma das diferenças marcantes é a forma como o grupo soa muito mais elétrico, "Bye Bye" tem até um piano elétrico e uma guitarra, mas é provavelmente a faixa mais fraca do álbum, em parte devido à gravação. 


"Carmen Kétaine" é sobrecarregada de solos demasiadamente longos, mas este é um belo exemplo de início de uma fase mais Rock. Mas no geral no palco, soam como um JETHRO TULL nos primórdios, assim como como fizeram nos estúdios.

As duas últimas faixas mais uma vez fazem parte de uma trilha sonora para um filme de crianças. Soam um pouco anedóticas, mas no geral muito charmosas. 


Tracks:
1. 29 Avril (11:39) 
2. De mi à mi (9:02) 
3. Magdalena (8:17) 
4. Rien ne sert de courir, il faut partir à point (2:49) 
5. Extrait de « Safari de pêche » 1 (2:41) 
6. Extrait de « Safari de pêche » (25:50) 
7. Bye-bye (live) (7:05) 
8. Carmen Kétaine (live) (25:27) 
9. Ma Thématique I (1:05) 
10. Ma Thématique II (1:22) 
Time: 95:17

Musicians:
- Alain Bergeron / flute, saxophone, vocals
- Jérome Langlois / guitar, piano, organ, clarinet, clavinet
- Claude Chapleau / bass guitar
- Mathieu Léger / drums, piano

Guest musician: 
- Gilles Schetagne / percussion

Format: flac (tracks + cue) = 500 mb = Yandex
Format: mp3 (320 kbps) = Mega

Van Der Graaf Generator - Pawn Hearts [REMASTERED WITH BONUS TRACKS] [1971] - United Kingdom / Reino Unido


Esse é o quarto lançamento de VAN DER GRAAF GENERATOR, e é o produto de uma banda de Rock Progressivo audaciosa em sua melhor forma. Tal como aconteceu com o seu antecessor, o álbum representa verdadeiramente Avant Garde, exigente e às vezes difícil, mas extremamente gratificante de ouvir.

Os elementos clássicos da banda estão todos aqui: começando pelo frontman Peter Hammill com letras introspectivas e vocais dinâmicos (Hammill é um mestre-contorcionista da voz); o piano, órgão, mellotron e sintetizadores de Banton; a bateria precisa de Evans (com laço quase militarista); o sax de Jackson exclusivo (um componente essencial do som da banda) e flauta ocasional. Para adoçar ainda mais o mix, Robert Fripp atua novamente como guitarrista convidado, acrescentando sua hábil, toque inimitável ao musical "canvas"

"Pawn Hearts" mostra uma maturidade e facilidade de execução, que parece atingir  alturas rarefeitas de arte sem tentar tão difícil de ser "entendido", como "H To He..." fez, e, assim, consegue que tudo seja mais retumbante. 

O conteúdo lírico é tão profundo como a música. a faixa de abertura "Lemmings," lida com a falibilidade e a natureza corrupta dos líderes, e a loucura de segui-los cegamente, caminhado, para a nossa destruição. Escrita durante os dias negros da Guerra do Vietnã e a Guerra Fria (que fez o apocalipse nuclear uma possibilidade por demais real), as letras defendem o questionamento da autoridade, e a escolha de um caminho próprio. Enquanto o imaginário é as vezes perturbador, a música é em última análise, uma mensagem de esperança: a ação individual ainda pode superar a "máquina gordurosa que desliza sobre os trilhos, mentes e corpos em estacas de aço empalados jovens", e, assim, garantir um futuro melhor para nossos filhos.

A próxima música, "Man-Erg" é uma das melhores da banda, com letras poéticas, sensíveis, perspicazes e comoventes escritas por Hammill. O tema é talvez o mais perene em toda a arte: o da dicotomia (ou dualidade) da natureza humana, e da fragilidade da identidade. Intelecto e instinto, razão e paixão, disputam o controle dentro de todos nós. Hammill canta que: "o assassino vive dentro de mim, na compania inquieta com os anjos", em seguida, gritos de angústia: "Como posso ser livre - como posso sair? Sou eu realmente - eu sou outra pessoa?" Esta é uma canção que poderia facilmente se presta à análise de cursos de literatura ou filosofia de uma universidade, como um retrato muito eficaz da capacidade humana universal de fazer o bem ou o mal.

A faixa de encerramento é uma obra-prima do VDGG e reconhecida como tal, e que muitos fãs citam como coroamento da banda. A execução de cerca de 23 minutos de duração, "A Plague of Lighthouse Keepers" antecede GENESIS em "Supper's Ready" por um ano, e está portanto, entre as primeiras músicas "full side" no Rock Progressivo. A música e as palavras são por vezes sombrias e poderosas, sujas, catárticas e edificantes, eminentemente memoráveis, é a essência destilada de início Progressivo. Hammill lança-se como um guardião solitário de um farol, que tem vista sobre as águas na noite escura de sua fortaleza. Cheias de pesar pelo fracasso de relacionamentos passados, e desejo da compania humana. .. Ele pondera a natureza da liberdade de escolha, se pergunta: "qual é o meu papel na ostentação?", antes do suicídio/morte, finalmente,  a paz: "Eu acho que o fim é o começo  de se sentir muito feliz. Agora todas as coisas são à parte - todas as coisas são uma parte. A guitarra de Robert Fripp e um coro unindo-se ao mellotron e parecem sinalizar a libertação e a possível ascensão a um pós-vida celestial, somos levados a concluir que temos a reviver uma das obras-primas de definição do gênero.

Esse disco é uma conquista brilhante. De nenhuma maneira um é álbum "fácil", não deixa de ser gratificante e necessário para os ouvidos de fãs sérios de Rock Progressivo Clássico.




Tracks:
1. Lemmings (11:39) 
2. Man-Erg (10:21) 
3. A Plague of Lighthouse Keepers (23:04) 
a) Eyewitness 
b) Pictures / Lighthouse 
c) Eyewitness 
d) S.H.M. 
e) Presence of the Night 
f) Kosmos Tours 
g) (Custard's) Last Stand 
h) The Clot Thickens 
i) Land's End 
j) We Go Now 
Bonus Tracks:
4. Theme One (original mix) (3:15)
5. W (first version) (5:04)
6. Angle of Incidents (4:48)
7. Ponker's Theme (1:28)
8. Diminutions (6:00)
Time: 65:35

Musicians:
- Peter Hammill / lead vocals, guitars, pianos 
- Hugh Banton / organs, piano, mellotron, bass pedals, bass guitar, synthesiser, vocals 
- Guy Evans / drums and percussion 
- David Jackson / saxes, flute, vocals 
+
GUEST: 
- Robert Fripp / electric guitar

Format: ape (image + cue) = 549 mb = Depositfiles (part 1) / Depositfiles (part 2) / Depositfiles (part 3) / pass = makina
Format: mp3 (320 kbps) = 147 mb  =  Yandex / pass = makina
scans / pass = makina

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Emeraude - Geoffroy [1979] - France / França

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Um dos muitos tesouros escondidos na cena Prog-Rock francesa, "Geoffroy" é um ótimo álbum de uma banda muito talentosa que nunca chegou ao reconhecimento que mereciam.

Escrito durante as noites após estressantes dias de trabalho, é um grande testemunho do que o amor pela música pode alcançar. Não era o trabalho de crianças e jovens dando seus primeiros passos, mas de pessoas maduras com vidas cotidianas e preocupações diárias de trabalho e de família. Um sexteto de músicos amadores ligados pela amizade e família, EMERAUDE queria criar o álbum como um legado para seus filhos. E, embora o álbum tenha sindo lançado em uma edição muito limitada, temos a sorte de que seus filhos não foram os únicos a chegar ao ouvi-lo.

A produção do disco pode não ser sido primorosa (embora seja muito boa, considerando o tempo e os meios). As Composições e instrumentação nos dá uma sensação de amadorismo, mas talvez seja a honestidade e, vamos dizer, a pureza, que o torna uma peça tão irresistível da música. Também é difícil citar apenas um estilo presente neste álbum - há um pouco de Folk, um pouco de Space Rock, e alguns traços sinfônicos. 

O álbum é composto de cinco canções, duas longas, duas curtas e uma de duração média que começa o dico: "Boule de Plume" (4:05). Uma extravagância de Space-Folk que se inicia com uma abertura de piano, logo é complementada por violão e teclados. Os Vocais pertencem a um menino de oito anos de idade, Yann Baud. Surge um primeiro vislumbre da guitarra elétrica que da sensação spacey do álbum, claramente influenciado por PINK FLOYD - "Wish You Were Here", pouco antes de a canção terminar em uma passagem atmosférica.

A segunda faixa, "Pluie" é muito pequena (1:25), mas deliciosamente contendo um dueto de violão, levando-nos para a Idade Média. 


A terceira música "Viking" (12:02) é o primeiro épico, uma composição cantada em inglês e apresenta uma maior exposição do trabalho de teclados, bastante semelhante ao de Richard Wright, mas também uma reminiscência de ANGE e GENESIS. A trilha alterna por secções mais lentas e mais rápidas e partes cantadas e passagens instrumentais. 

A faixa-título e maior jóia do álbum, "Geoffroy" é um épico com 16:29 minutos. Ela é aberta por uma linda e medieval introdução de guitarra acústica, antes de começar o vocal de Gilles Baud, desta vez em seu francês nativo (o que melhor lhe convém do que o Inglês usado em "Viking"). Lentamente, os teclados ganham uma presença maior, A trilha segue esta estrutura em um ritmo lento por um tempo, pouco antes dos solos de guitarra em, em um tom muito Floydiano

"Duo" (1:23) é outra peça acústica pequena, na veia de "Pluie" , que termina o álbum belamente em uma atmosfera medieval, uma sonoridade que caracterizou grande parte do álbum.


É uma obra-prima? É original? Só se pode encontrar originalidade na mistura de estilos completamente diferentes. É simplesmente uma peça mágica, um belo conjunto de canções belíssimas, uma prova de que a boa música vem naturalmente para aqueles que a procuram, mesmo se as suas capacidades e os recursos são escassos. Um álbum fantástico recomendado para fãs de bandas como GRYPHON, MALICORNE, ANGE, GENESIS, ELOY e, especialmente, PINK FLOYD.


Tracks:
1. Boule de Plume (4:05)
2. Pluie (1:25)
3. Viking (12:02)
4. Geoffroy (16:29)
5. Duo (1:23)
Time: 35:24

Musicians:
- Bernadette Simonet - piano
- Jean-Paul Ansart - keyboards, lyrics
- Gilles Baud - bass guitar, guitars, vocals
- Dominique Flachon - guitars
- Gilles Escoffier - guitars
- Didier Chas - drums, percussion
+ Yann Baud - vocals on Boule de Plume

Format: mp3 (320 kpbs) = 79 MB = Yandex / depostfiles / pass = makina
Format: flac (tracks) = Mega

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