sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Agamemnon - Agamemnon Part I & II [1981] - Switzerland / Suiça


Agamemnom gravou esse seu primeiro e único registro em 1980 mas o disco soa como se tivesse sido gravado uma década antes, pois sofre de má mixagem e carência na percussão.

O álbum tem como tema duas histórias de um antigo e mitológico herói grego. A banda oferece um bom vocalista que em alguns momentos pode trazer a memória o músico inglês Cat stevens, mas seu desempenho é agradável de qualquer maneira. As composições e a estrutura harmônicas são muito básicas e muito repetitivas ao longo do tempo, com um grande momento por volta dos 10 minutos da parte 1, mas nada mais do que isso. A parte termina abruptamente com um fade out que significa que não se tinha a intenção de acabar nesse ponto durante a gravação. 

Com a parte 2, felizmente começa a se ouvir com mais nitidez o baixista. Seu desemprenho é muito musical e acima de toda a gravação. Os solos de teclado são quentes e deliciosos em todo o álbum. O solo de piano no 12º minuto da Parte 2 é surpreendentemente acima do desempenho geral do álbum.

Enfim um disco mediano, mas significante para os estéreis anos 80. Recomendado para colecionadores de Symphonic Prog Rock.


Tracks:
1. Agamemnons Youth (19:26)
2. Agamemnon, King Of Mykene (19:16)
Time: 38:42

Musicians:
- Erich Kuster / vocals, guitars, organ
- Werner Kuster / piano, keyboards, guitars, flute
- Walter Rothmund / bass, keyboards
- Urs Ritter / drums

Format: flac (image) = 280 mb
Format: mp3 (320 kbps) = 94 mb

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Genesis - Trespass [1970] [2013 Japan Mini LP SHM-CD Edition] - United Kingdom / Reino Unido


O fracasso de "From Genesis to Revelation" deprimiu os membros do Genesis, mas não selou seu fim. Pelo contrário; até ganharam contrato num selo novo, Charisma Records, de Tony Stratton-Smith, que se tornaria empresário da banda até praticamente sua morte, em 1987. As mudanças não pararam aí. O baterista John Silver foi dispensado. Pouco se sabe sobre ele após sua saída. Em 1973, Anthony Phillips, Mike Rutherford e Phil Collins gravaram homenagem intitulada "The Silver Song", que apareceu em diferentes versões, em álbuns-pirata da banda ou discos-solo de Anthony. Silver foi substituído por John Mayhew.

Bem situados, os jovens contaram com a ajuda dos pais pra alugar uma casa no campo inglês e trabalhar no material pro segundo álbum. Esse tempo para compor e ensaiar foi vital. Deve ter sido então que Rutherford e Phillips desenvolveram o trabalho de cordas sobrepostas, marca d’água dos álbuns da primeira metade setentista.

Tony Banks teve acesso a teclados mais modernos, como o Hammond e o Mellotron, basilares pra sonoridade de várias bandas progressivas, especialmente as que, como o Genesis, enveredaram pro Rock Sinfônico, mas sem deixar de lado influências Folk e medievais.

"Trespass" foi gravado entre junho e julho de 1970, no Trident Studios, em Londres, produzido por John Anthony, que deu maior liberdade aos genesianos.

Não faltam fãs que digam que esse é o primeiro álbum do Genesis; "From Genesis to Revelation" não passando dum erro ou álbum de outra banda. Embora não descarte o álbum de estreia, não posso discordar de que "Trespass" soa como se fosse de outra banda. Ainda não é o Genesis de "Nursery Crime" porque Mayhew era um baterista medíocre, mas já é um bom álbum Prog, contendo pelo menos um clássico: "The Knife", a faixa mais agressiva. O resto de "Trespass" tem forte influência de new Folk, muito comum em bandas Prog da época, como a esquecida LINDISFARNE. As harmonias vocais, os arranjos delicados, os teclados melancólicos conferem um ar de pastoralismo bucólico, que, por horas se tinge de medievalidade de conto de fadas ou fica raivoso. A duração das canções atesta a guinada Prog: a mais curta é a agridoce e quase-desesperançada "Dusk" (4:13), com sua tintura Folk e delicada interconexão entre cordas e flauta, tocada por Gabriel pela primeira vez. As demais faixas têm pelo menos 6:30 minutos cada.

O álbum abre com "Looking for Someone", com a voz meio rouca tomando à frente, e depois apoiada pela guitarra meio chorona de Phillips, numa letra que fala sobre alguém tentando encontrar sentido em um mundo sem nenhum. A canção já tem as características mudanças de andamento e ritmo que agradam tanto a certa ala de fãs de Rock Progressivo. Cada músico tem chance de mostrar o que sabe nos 7 minutos, que variam ente delicadeza e semi-agressividade. Banks consegue timbres até então inalcançados nos teclados. Só a bateria muito discreta deixa a desejar. Folk, elementos operísticos, Rock. A fórmula genesiana em treinamento para atingir o topo da montanha nos próximos álbuns.

Em "White Mountain", o Genesis tem sua própria montanha, branca, que será tingida de vermelho devido a uma guerra entre lobos. Clima de conto de fadas medieval, um deslumbre que oscila entre o ligeiro, o madrigal e o marcial para narrar a história do lobo insurgente, condenado à morte e estraçalhado, revelando uma montanha vermelha ao amanhecer. Gabriel com sua primeira letra gráfica a ponto de evocar uma imagem mental perfeita da cena. Nessa faixa, o cantor começa a experimentar com alterações nos vocais, tratando-os com tecnologia. A sentença de morte de Fang é cantada numa voz meio arrepiante. O assobio final, depois do massacre na montanha, devolve a frialdade à Montanha Branca. Uma pérola subestimada.

"Visions of Angels" começa com um solo pianístico de derreter o coração e imagens de anjos dançando no céu. O clima de aurora de maior parte da melodia envolve uma letra que questiona a onipotência e onipresença divina, que parece ter sido abdicada pela própria divindade que “desistiu deste planeta e de seu povo há muito tempo”. Mas, no fundo, o problema é que o narrador não consegue entender a ausência da amada. Dizem que Anthony estava apaixonado pela esposa de Gabriel, sem que o cantor soubesse, por isso a letra. Vai saber, mas, de qualquer modo, é uma letra sombria disfarçada por uma melodia matinal. "Stagnation" não faz questão de esconder sua melancolia, porém.

A canção mais famosa do álbum é "The Knife", única do "Trespass" presente no repertório de shows por alguns bons anos. A letra fala dum revolucionário que quer levar a liberdade a seu povo, ainda que isso custe a vida de alguns: “some of you are going to die/martyrs, of course, to the freedom that I shall provide”. É uma montanha-russa, com momentos lentos de subida para depois lançar o ouvinte numa descida vertiginosa, especialmente a partir do quarto minuto, quando se começa a criar o clima pra gritaria e rajadas de metralhadora e guitarra um minuto depois. Que falta faz o talento de Phil Collins, que esmurrou tanto a bateria em anos de carreira que agora tem as mãos quase inutilizadas! "The Knife" é um monumento do Progressivo Sinfônico, sem dúvida.

A despeito de tanto progresso, "Trespass" não fez sucesso. Pelo menos não nos EUA ou na Inglaterra (curiosamente, o álbum ficou em 98 no Hot 100 durante uma semana em 1984). Na Europa continental a história foi diferente, iniciando uma relação de sucesso com países como a Itália, onde a banda foi copiada à exaustão. Na Bélgica, o segundo álbum do Genesis chegou ao topo da parada, ocasionando o primeiro convite para tocar fora do natal Reino Unido.

Antes de cruzar o Canal da Mancha, a banda tinha que achar um guitarrista e um batera. Descontentes com Mayhew, suas baquetas foram dispensadas após a gravação de "Trespass". Ele permaneceu anos incógnito até ser descoberto na Austrália, onde se tornara carpinteiro. Morreu do coração em 2009, no dia 26 de março, véspera de seu aniversário.

O caso de Anthony Phillips foi distinto. Músico de primeira e responsável pela sonoridade que acompanharia o grupo mesmo após sua saída, Anthony sofria de fobia de palco, a qual estava afetando sua saúde. Seguindo ordens médicas, abandonou o Genesis e seguiu carreira solo prolífica, mas discreta.

Quando "Trespass" foi lançado, em outubro de 70, os 2 músicos já não mais faziam parte do Genesis e seus postos haviam sido preenchidos. Iniciar-se-ia o “período clássico”.


Tracks:
1. Looking For Someone (7:06)
2. White Mountain (6:42)
3. Visions Of Angels (6:50)
4. Stagnation (8:48)
5. Dusk (4:13)
6. The Knife (8:56)

Musicians:
- Peter Gabriel / lead voice, flute, accordion, tambourine and bass drum
- Anthony Phillips / acoustic 12-string, lead electric, dulcimer, voices
- Anthony Banks / organ, piano, Mellotron, guitar, voices
- Michael Rutherford / acoustic 12-string, electric bass, nylon, cello, voices
- John Mayhew / drums, percussion, voices

Format: mp3 (320 kbps) = 115 mb

sábado, 15 de agosto de 2015

Caravan - Caravan & The New Symphonia - The Complet Concert [1974 / 2001] - United Kingdom / Reino Unido


Caravan decidiu após o sucesso de seu álbum, "For Girls Who Grow Plump In The Night" gravar um concerto ao vivo que consistia de uma orquestra que foi usada em todo o álbum "For Girls ...". Se você tiver o álbum original, você vai ter o que passou a ser a metade do álbum. A nova versão remasterizada tem tudo o que aconteceu naquela noite em outubro de 1973. A banda entrou no palco e tocaram algumas poucas faixas do novo álbum menos a orquestra. Os teclados de Dave Sinclair brilham, intensamente na maioria das faixas, (pelo menos ele não se limitou a realizar um cópia exata do seu trabalho em estúdio). A bateria de Coughlin também se destaca tanto na parte pré-orquestra quanto na segunda metade com orquestra. Quando a orquestra sobe ao palco as coisas realmente começam a ferver. Desde o início, "The Love In Your Eye" é a beleza encarnada. As cordas combinam perfeitamente com canto delicado de Pye. E os metais! é o Céu na Terra. As duas canções seguintes foram escritas literalmente naquele dia, com as letras feitas apenas horas antes do show começar. Ambas as canções retornam aos seus primeiros dias da banda com "Virgin on the Ridiculous" abrigando mais poder instrumental, especialmente com as teclas lastreadas em fuzz poderosos de Sinclair. No entanto, é a enésima versão ao vivo de "For Richard" que deve ser o chamariz para se comprar o disco. E tem grande chance de ser a versão mais potente, com a ajuda da orquestra ao fundo. O volume e a potência ficam tão altos que até o final da música que vai faltar o ar ao esperar uma colisão estrondosa. É o que você quer de uma tal fusão de instrumentos e muito mais! O disco termina com um bis com a orquestra que quase não aconteceu, (normas sindicais). Mas "Hunting We shall Go" é outra faixa extra e vale a pena. Ah, e devo mencionar violino de Richardson. ele é sua arma secreta, sem dúvida. Vou terminar dizendo, um disco ao vivo maravilhosamente bem feito com uma versão de "For Richard" que deve ser ouvida. Bom show pessoal!


Tracks:
1. Introduction by Alan Black/Memory Lain, Hugh Headloss (11:00) 
2. The Dog, the Dog, He's at It Again (6:36) 
3. Hoedown (3:54) 
4. Introduction (6:49) 
5. The Love in Your Eye (12:49) 
6. Mirror for the Day (4:29) 
7. Virgin on the Ridiculous (7:57) 
8. For Richard (14:18) 
9. A Hunting We Shall Go (10:23) 
Time: 78:17

Musicians:
- Richard Coughlan / drums 
- Jimmy Hastings / flute, alto saxophone 
- Pye Hastings / vocals, guitar 
- John G. Perry / bass, vocals 
- Morris Pert / percussion 
- Geoff Richardson / electric viola 
- David Sinclair / keyboards 

With:
- The New Symphonia: Vicky Brown, Tony Burrows, Helen Chappelle, Robert Lindop, Margot Newman, Danny Street, Liza Strike / backing vocals

Format: flac (tracks) = 469 mb
Format: mp3 (320 kbps) = 182 mb

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Sebastian Hardie - Four Moments [1975] - Australia


Belíssimo trabalho desta banda australiana. Em linhas gerais ele é um progressivo sinfônico, bastante melódico, onde alguns temas são retomados de modo sutil. Esta é a razão do título pois, "Glories Shall Be Released", "Dawn of Our Sun", "Journey Through Our Dreams" e "Everything Is Real" compõem e formam os quatro momentos.

Predomina o instrumental mas os segmentos cantados são muito agradáveis de se ouvir. Com instrumentação clássica, bastante equilíbrio entre os solos de guitarras e teclados, além de timbragems características do gênero, "Four Moments", revela-se um trabalho tecnicamente muito homogêneo. Predominam temas lentos, mas não só. "Rosana" e "Openings" fecham o disco com muita influencia do Focus, principalmente em "Openings". A influencia do progressivo inglês no trabalho da banda é notória e a beleza de suas composições neste trabalho provem da simplicidade das melodias e de progressões harmônicas clássicas e já bastante exploradas por inúmeros grupos que os influenciaram. Se você aprecia o tradicional progressivo britânico com influencia do Focus e do Camel este album é o que podemos chamar de imperdível.



Tracks:
1. Four Moments [1 Glories Shall Be Released (6:40) 
2. Dawn of Our Sun (5:06) 
3. Journey Through Our Dreams(6:43) 
4. Everything Is Real (2:09) 
5. Rosanna (5:59) 
6. Openings (13:01)
Total Time: 39:38

Musicians:
- Mario Millo / vocals, guitar, mandoline 
- Toivo Pilt / keyboards, mellotron 
- Alex Plavsic / drums, percussion 
- Peter Plavsic / bass

Format: mp3 (320 kbps) = 85 mb = Depositfiles / pass = progsounds
Format: flac (tracks + cue) = 278 mb = Mega/ pass = makina

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Starcastle - Starcastle [1976] - United States / Estados Unidos


Muito se diz sobre STARCASTLE ser um pobre americano clone do YES, e por boas razões. Mas qualquer banda que soa tão perto do YES e exibe uma boa composição e bom instrumental não pode ser tão ruim assim. Na verdade, esta é a banda que oferece uma música agradável. Dois importantes elementos dão origem a este elogio ou acusação (dependendo do crítico): o tom baixo de Gary Strater é inconfundivelmente semelhante ao toque triplo de Chris Squire e Terry Luttrell soa estranhamente como Jon Anderson em muitos pontos. Mas encontra-se muitas outras influências aqui, ou seja, ELP, CAMEL, e GENTLE GIANT. Além disso, há algumas composições altamente originais presentes realmente vale a pena ouvir.

"Lady of the Lake" é a música mais criativa e envolvente do álbum, é também a mais longa. A guitarra é muito boa, soando agradável e limpa, apesar do uso de distorção. O solo de órgão de Herb Schildt soa muito mais como Keith Emerson fez em "Tarkus" ou "Pictures At an Exhibition" do que qualquer coisa que Wakeman ou Kaye já fizeram. A seção atmosférica é muito mais brilhante e muito semelhante à seção mais suave de "Close to the Edge".

"Elliptical Seasons" possui uma introdução acústica de doze cordas que podem facilmente ser comparada a "And You and I", mas o resto da música move-se em direção a uma direção orientada ao Funk. O vocalista brilha sozinho (em vez de usar uma roupagem com harmonias vocais pesadas). O sintetizador denso, no entanto, faz lembrar Peter Bardens no CAMEL.

"Forces" Nessa faixa, Luttrell não soa tanto como Anderson, despojado das harmonias como ele é. As vocalizações de "I've Seen All Good People" estão presentes aqui. Desta vez, o tom sintetizador é muito semelhante ao de de Wakeman em "And You And I" Fora isso, essa música soa incrivelmente original.

"Stargate" Um sintetizador leve está a frente dessa faixa construindo uma boa parte instrumental com bateria, guitarra e baixo em em vários pontos. No entanto, não posso deixar de sentir que a banda decidiu reinterpretar "Finale" de Stravinsky em "Firebird Suite" (que o YES freqüentemente usava como uma introdução em shows ao vivo); apenas soa muito conveniente, especialmente uma vez que vai direto para a faixa seguinte.

"Sunfield" Os vocais aqui são um pouco embaraçosos. Eles soam fora do lugar, mal misturados, e jorrando letras patetas. Em contraponto, a música é estelar, com o mais fantástico teclado e baixo continuao. Schildt é a estrela aqui, com seu sintetizador. As guitarras tendem a assumir um papel mais submisso, semelhante a veia de Gary Green do GENTLE GIANT.

"To the Fire Wind" possui acordes de órgãos pesados ​​e estranhamente cronometrados executados sob alguma estranha pontuação pouco antes da guitarra entrar, encaminhando-se para os vocais cheias de harmonia. As vocalizações crescem um pouco obsoletas, porém, indo de encontro a um fantástico solo de sintetizador antes da introdução ultrapassar e retornar. Os guitarristas tem uma chance de mostrar suas habilidades e agredir o ouvinte de ambos os lados dos alto-falantes.

"Nova" possui uma percussão tribal. O restante do instrumental utiliza os instrumentos em um arranjo estranho, pontuando órgão assim como guitarra e sintetizador. Infelizmente, o forte baixista não tem quase nenhum destaque.

RESUMO: Apesar do preconceito e críticas radicais, uma audição imparcial é necessária para se dar o verdeiro mérito a esse trabalho, que possui pontos a favor como ótimas orquestrações e vocalizações que ainda possuem um grande valor no cenário de Prog-Rock.




Tracks:
1. Lady of the Lake (10:26)
2. Elliptical Seasons (4:27)
3. Forces (6:25)
4. Stargate (2:54)
5. Sunfield (7:36)
6. To the Fire Wind (5:16)
7. Nova (2:35)
Time: 39:43

Musicians:
- Terry Luttrell / lead vocals
- Gary Strater / bass guitar, bass pedals, vocals
- Stephen Tassler / drums, percussion, vocals
- Herb Schildt / organ, synthesizers, pianos
- Matthew Stewart / guitars, vocals
- Stephen Hagler / guitars, vocals

Format: flac (image) = 436 mb
Format: mp3 (320 kbps) = 283 mb

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Asia Minor - Between Flesh And Divine [1980] - France / França


  

Este é um dos meus álbuns favoritos, e, embora seja muito curto e a última faixa, "Dreadful Memories", seja um desperdício, ele merece nota 10, porque o resto é excepcional, tanto por pura qualidade e também para o fato de que ele apareceu em 1981, e todos nós sabemos o que a maioria das "grandes" bandas estavam fazendo em 1981. P maravilhoso Prog roda a la King Crimson (ambos ITCOCK e "Red") encontrando Camel, com um pouco da autêntica etnia Turca, resultando em um estilo que eu chamo apropriadamente como Asia Minor. Lotes de angularidade em guitarras, mas também intensamente melódico com os sopros abundantes e mellotrons ocasionais e outros teclados. O vocalista soa um pouco como Andy Latimer, mas um pouco mais forte e com apenas um traço de sotaque. Embora esses caras estavam com sede na França, você tem nenhuma das características do histrionismo do Prog Francês. Este é o resultado de uma banda tocando juntos como uma equipe.

"Nightwind" abre o disco é uma boa representante do que este álbum é. Camadas de guitarras e sintetizadores até que apenas um piano e flauta permanecem, que servem como uma breve introdução à seção lírica. Os vocais de Setrak Bakirel com a segunda secção instrumental mais vibrante, apresenta uma seção rítmica pesada e um trabalho a la Jethro Tull na flauta. A seção instrumental final é um pouco repetitiva, mas bem escrita e, certamente, não é desagradável.

"Northern Lights" sintetizador em uma melodia melancólica na flauta introduzem uma passagem mais sinistra e energética, que é uma reminiscência de algumas das peças mais dark do terceiro álbum de estúdio de Steve Hackett. Logo, o momento mais pesado passa, deixando uma seção mais sutil, sobre a qual os vocais finalmente entram.

"Boundless" Essa música é tão curta como é simples. Aqui, o sotaque de Bakirel mais se destaca. Ao longo de um acorde de progressão simples, a secção instrumental no final baseia-se em sintetizadores e belas harmonias.

"Dedicace" A guitarra baixo se destaca como em "Nightwind", mas a flauta ainda está muito no centro das atenções. A música também se baseia em um trabalho de sintetizador pesado. 

"Lost in a Dream Yell" tem abertura atmosférica. A música é mais minimalista do que em outras faixas, contando com uma guitarra elétrica limpa e sintetizador. Flauta suave assume ao meio, e um tambor em marcha sobe eventualmente, a construção de um som mais forte.

"Dreadful Memories" A única pista completamente instrumental no álbum, com base em torno de uma guitarra elétrica e baixo compartilhando o mesmo riff. Órgão salta depois, servindo apenas para engrossar o som. O problema com esta peça, concisa, é que ela é totalmente repetitiva. O riff principal é desempenhado por toda parte, e até mesmo o trabalho de teclado deixa de trazer muita variedade.

Apesar de seus poucos 34 minutos de duração, o disco é de tanta qualidade que isso pode ser perdoado. Altamente recomendado para quem gosta de Prog Sinfônico com muitas texturas e tonalidades.


Tracks:
1. Nightwind (6:23) 
2. Northern Lights (7:45) 
3. Boundless (3:00) 
4. Dedicace (6:11) 
5. Lost In A Dream Yell (7:42) 
6. Dreadful Memories (3:00) 
Total Time: 34:01

Line-up:
- Setrak Bakirel / voice, guitars, bass 
- Lionel Beltrami / drums, percussion 
- Robert Kempler / keyboards, bass 
- Eril Tekeli / guitars, flute 

Format: flac (tracks + cue) =233 mb = Torrent
Format: mp3 (128 kbps) = 90 mb = Narod

BIOGRAPHY & DISCOGRAPHY

domingo, 2 de agosto de 2015

Asia Minor - Crossing The Line [1979] - France-Turkey / França-Turquia


Asia Minor é uma banda formada em Paris por volta de meados dos anos 70 por três emigrantes turcos, o guitarrista / flautista Erik Tekeli, o guitarrista / cantor Setrak Bakirel e baterista Can Kozlu. Em 1976 Kozlu foi substituído por Lionel Beltrami, e a banda começou a gravar suas primeiras faixas, misturando Prog Clássico com alguns sons étnicos da Turquia. Três faixas da banda tiveram colaboração do tecladista Nicolas Vicente. Nenhuma gravadora se interessou por seu trabalho, então a banda lançou por conta própria seu debut "Crossing the Line" durante a primavera de 1979. Mais recentemente o álbum foi relançado em CD e vinil pelo selo Musea Records.

Um bom álbum de fato, "Crossing the Line" é muitas vezes uma mistura emocionante de melódico Rock Progressivo com uma abordagem à la Camel e os aspectos mais sombrios do estilo, um pouco em uma veia King Crimson e adicionando algumas músicas étnicas profundas aqui e ali. O som é conduzido pelas guitarras e flautas com longas peças instrumentais e interplays profissionais entre os dois instrumentos em uma seção de estilo sinfônico. O ritmo (com Bakirel fornecendo as linhas de baixo) é bastante dinâmico, com linhas de baixo profundas e muitas vezes o grande "rufar" de teclados de Beltrami. Unidades de flauta pesadas Folk e uma boa quantidade de quebras e "batalhas" oferecem uma série de momentos fascinantes. Os vocais são em Inglês, sem sinais de um sotaque irritante, mas também em Turco em um par de faixas. Apenas como falha podemos citar, o som ruim das partes de teclado, sendo o outro a produção medíocre no geral, uma evidente problema em relação a muitos álbuns Prog até o final dos anos 70.

"Crossing the Line" é uma bela realização de Classic Rock Progressivo por uma talentosa banda, que não conseguiu atrair em torno do período de seu lançamento, mas acabou por ser um vencedor através de areias do tempo. Recomendado.



Tracks:
1. Preface (4:18)
2. Muhzun Gozler (8:13)
3. Mystic Dance (1:45)
4. Misfortune (4:30)
5. Landscape (3:50)
6. Vision (5:35)
7. Without Stir (1:50)
8. Hayal Dolu Gunler Icin (4:38)
9. Postface (2:00)
Time: 35:19

Musicians:
- Eril Tekeli / flute, guitars, bass
- Setrak Bakirel / lead vocals, guitars, bass
- Lionel Beltrami / drums, percussion
+
Guest musician:
- Nick Vicente / keyboards

Format: ape (image) = 220 mb
Format: mp3 (320 kbps) = 91 mb

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