Introdução
A ESCANDINÁVIA, como é genericamente denominada, é uma região que abrange 5 nações. Compõem a Terra Nórdica, conforme também é chamada, a DINAMARCA (capital Copenhague), a FINLÂNDIA (Helsinque), a ISLÂNDIA (Reikjavik), a NORUEGA (Oslo), e a SUÉCIA (Estocolmo). A história da região começa a ser contada no período que vai de 7000 a 2000 a.C., quando os primeiros imigrantes começaram a chegar, atraídos pelo degelo provocado pelo fim da era Glacial (até então toda aquela área havia se transformado numa infinita geleira). No primeiro milênio d.C., os reinos e tribos se enriquecem com o comércio, mas a superpopulação obrigou a criação das viagens de exploração que acabaram se transformando em rotas de saque, pirataria e, em alguns casos, colonização. Foi a época dos terríveis Vikings, que propiciaram mais riquezas para a região. No final deste período, convencidos por missionários, começam a se converter ao cristianismo, abandonando suas crenças pagãs em deuses como Odin - deus dos deuses e Thor - deus do trovão (lembram-se daquele desenho animado dos anos 70? Pois foi inspirado na mitologia nórdica). Com a conversão, as nações da Escandinávia passaram pouco a pouco a fazer parte culturalmente da Europa além de começarem a se identificar como irmãs, apesar de ainda estarem envolvidas em rivalidades internas, que só se resolveriam totalmente no século XX.
Por falar nos vikings (ou viquingues, como querem alguns traduzir para o português), é na Islândia que melhor se pode ter uma idéia da língua que eles falavam. Colonizada pelos noruegueses entre 874 e 930 (ou seja, na Alta Idade Média), em pleno período viking, a Islândia conservou as formas mais antigas da língua germânica então comum a toda a Escandinávia. Mas, após o século X, as diferenças acentuaram-se entre o islandês e o feróico (língua oficial nas ilhas Faroë) de um lado e as línguas dos três países continentais (Dinamarca, Noruega e Suécia) de outro.
Nos primeiros séculos de nossa era, ao mesmo tempo em que os germanos do Oeste começavam suas migrações na Europa, escandinavos da Escânia (província meridional - ao sul - da Suécia) estabeleciam-se no que hoje é a Dinamarca. Na mesma época, povos eslavos vindos do leste estabeleceram um corte entre os dinamarqueses e os germanos do Oeste. Essa separação teve por conseqüência o surgimento das línguas escandinavas, que se deve separar do resto das línguas germânicas por duas razões: não participaram de algumas inovações ocorridas nas outras e passaram por um certo número de evoluções próprias que fazem delas, ainda hoje, línguas muito próximas umas das outras.
Ao grupo das línguas escandinavas - sueco, dinamarquês, dano-norueguês, norueguês, feróico e islandês - dá-se o nome de Germânico do Norte (ou Germânico Setentrional), uma vez que também existem o Germânico do Leste (constituído por idiomas extintos: gótico, vândalo e bugúndio) e o Germânico do Oeste (no qual estão inseridos o alemão - e suas variações - e o inglês). A língua da Finlândia é o finlandês (ou finês). As línguas germânicas pertencem à grande família das línguas indo-européias, enquanto o finlandês pertence à família das línguas ugro-finesas (ou úgrico-altaicas, à qual também pertence o húngaro e o estoniano).
Um fato curioso é a facilidade com a qual um dinamarquês, um norueguês e um sueco conseguem conversar, cada um em sua própria língua, sem a ajuda de um intérprete. Isso se deve primeiro à origem destes três idiomas, assim como sua constância formal até o século IX, data após a qual evoluíram para dois grupos: a leste (velho-dinamarquês e velho-sueco) e a oeste (velho-feróico, velho-islandês e velho-norueguês, sendo que esta última língua entrou posteriormente em contato mais íntimo com o dinamarquês). Dizem os escandinavos: "O norueguês é o dinamarquês pronunciado como o sueco."
Nos territórios setentrionais (isto é, ao norte) da Noruega, Suécia, Finlândia e de um trecho da Rússia (Petsamo e Murmansk) vivem, como um povo nômade, os lapões, povo mongolóide de origem discutida e de baixa estatura, cuja língua também pertence à família na qual insere-se o finlandês. A esta região onde habitam os lapões dá-se o nome de Lapônia.
A tradição da cultura nórdica é valorizada ao extremo, como meio da manutenção do nacionalismo e das identidades enquanto nações independentes. Isso acontece principalmente na Noruega, onde a busca das fontes folclóricas e o interesse pelas raízes populares da vida nacional foram mais acentuados. As SAGAS, por exemplo, são relatos épicos de aventuras de heróis daquele povo. Na Finlândia, em 1835, foi publicada a primeira edição do KALEVALA, compilação de poemas populares mantidos vivos pelos contadores de histórias. Foi Elias Lönnrot que o publicou, reescrevendo-o a partir dos fragmentos por ele reunidos junto aos bardos da Carélia.
Os famosos contos de (Hans Christian) ANDERSEN, entre eles O Patinho Feio, A Pequena Sereia, O Soldadinho de Chumbo, A Rainha da Neve, que habitaram nossa imaginação na infância, são baseados em histórias recolhidas do folclore dinamarquês. Em Copenhague existe uma estátua da Pequena Sereia.
Talvez por serem países de exuberante natureza selvagem, formada por montanhas, imensos lagos e densas florestas, muitas das quais até hoje nunca pisadas pelo homem, as nações escandinavas possuem uma extensa coleção de lendas, que fazem parte do seu rico folclore, onde habitam seres sobrenaturais como Buldur, Kaipa, Trolls, etc. e que têm servido como fontes de inspiração para muitos grupos progressivos (inclusive na escolha do próprio nome das bandas).
Outra explicação para a existência de tantas lendas, é o longo período noturno (e de frio) que ocorre na época do inverno, onde a escuridão é total durante meses, o que ativa a imaginação das pessoas. Falando em estações do ano, é no verão que se conhece a exuberância da natureza e a alegria do povo. É a época dos festivais de música tradicional, tão reverenciada pelas bandas de RP. Ali se pode ouvir o violino (ou viola - de acordo com outra fonte) Hardanger (ou hardangerfele), da Noruega, e a harpa finlandesa Kantele. Com um pouco de sorte, pode-se assistir a um festival de Rock Progressivo, organizado pela Art Rock Society.
Dentre todos os países escandinavos, é na Noruega que se encontra a música popular mais viva: as danças nacionais (o halling em dois tempos e de andamento rápido, o springar, verdadeira "dança pulada") são acompanhadas por instrumentos próprios, como o já citado hardangerfele, que se apóiam em harmonias originais.
É em uma das nações que compõem a Escandinávia, a Dinamarca, que se passa uma das peças do célebre dramaturgo e poeta inglês Shakespeare (1564-1616). Estamos falando de Hamlet, Príncipe da Dinamarca, concebida em 1601. É nesta obra que encontramos a frase "Há algo de podre no reino da Dinamarca". Isso sem falar também em outras duas sentenças: "Há mais mistérios entre o céu a terra do que pode sonhar nossa vã filosofia" e "Ser ou não ser, eis a questão...". Segundo alguns, Shakespeare criou este personagem a partir do Amleth que aparece nas Gesta Danorum (história antiga e lendária dos dinamarqueses) do escritor dinamarquês Saxo Grammaticus (c.1150-c.1120).
Mais um pouco de geografia: a Dinamarca está situada ao norte da península da Jutlândia (talvez este nome signifique "terra dos jutos" - 'lândia', do inglês 'land', significa terra - numa referência aos jutos, povo germânico que habitou esta região do norte europeu; o restante da península está em território alemão); na península escandinava (Noruega e Suécia) encontram-se os Alpes Escandinavos; a parte mais ao norte da Finlândia fica acima do círculo ártico, numa região chamada Terra do Sol da Meia-Noite, onde o sol brilha 24 horas por dia durante longo período no verão.
Não se pode falar da Escandinávia sem registrar o extraordinário avanço que essa sociedade conseguiu no aspecto social em todos os níveis: economia próspera, distribuição igualitária de riquezas, educação, saúde, estabilidade política, etc. Tudo isso se reflete em um alto padrão de vida, proporcionando um bem-estar geral na população, que tem elevado nível de cultura.
Algumas curiosidades sobre a Escandinávia:
A maioria da população possui uma segunda residência para veraneio, normalmente localizada ao sul, em alguma ilha das centenas de arquipélagos tomados por florestas.
A Noruega foi o primeiro país a declarar ilegal bater em uma criança (em 1973).
A figura do Ombudsmen (investigadores de erros públicos) é criação escandinava.
As nações escandinavas estão entre as primeiras a reconhecerem plenamente os direitos das mulheres, ainda no início do século XX.
Desde a década de 70 existem várias comunidades independentes organizadas em forma de cooperativas auto-sustentáveis, em uma versão bem sucedida das antigas comunidades hippies.
A Islândia é uma sociedade igualitária, sem nenhum tipo de divisão de classes (igual riqueza e educação para todos). O governo promove a cultura pagando salários a atores, escritores, compositores e músicos. A televisão não funciona às terças, considerado "Dia da Família", nem nas férias de julho. Tudo isso para resguardar a unidade familiar.
Mitologia
Conheçamos alguns deuses, entre outros personagens, pertencentes à mitologia nórdica. Tais deuses também foram adorados pelos antigos alemães, tanto que se fala em mitologia germânica, englobando os alemães e os escandinavos ou nórdicos. Os dois primeiros já foram mencionados acima.
Thor - Deus do trovão e filho de Odin. Thor e seu martelo foram popularizados através daquele antigo desenho animado.
Odin - Deus do céu e deus dos deuses. Também chamado de Wotan. Criador de todas as coisas. Pai de Thor. Comparável a Zeus e Júpiter, na Grécia e em Roma, respectivamente.
Heimdall - Deus da luz.
Freya - Deusa do amor e da fertilidade, tal como Afrodite e Vênus, na Grécia e em Roma, respectivamente.
Siegfried - Herói que, segundo a lenda ou mitologia, enfrentou o dragão, matando-o com sua espada e que se banhou com o sangue da besta, tornando-se imortal.
Nessa mitologia fala-se em Asgard, a sua morada dos deuses, tal qual o Monte Olimpo, onde residem os deuses gregos ou romanos.
O compositor alemão Richard WAGNER (1813-1883) utilizou elementos da mitologia e das lendas germânicas, ao musicar e transformar em (quatro) ópera(s) - O Ouro do Reno, A Valquíria, Siegfried e O Crepúsculo dos Deuses - o ciclo ou epopéia dos Nibelungos, O Anel dos Nibelungos. Citemos as valquírias, espécies de amazonas que levam os valorosos guerreiros mortos em batalha a um lugar chamado Valhalla, onde repousarão eternamente. O Valhalla pode ser comparado à ilha de Avalon, na mitologia celta e/ou britânica, lugar com a mesma finalidade. Ao crepúsculo dos deuses na mitologia germânica, dá-se o nome de Ragnarok.
Música Erudita
Vamos aproveitar o ensejo para mencionar alguns compositores eruditos da Escandinávia:
Roman (Suécia, 1694-1758): a primeira figura de destaque da música sueca. O nome completo deste violinista e compositor era Johan Helmich Roman. Também distinguiram-se no séc. XVIII, na Suécia, Johan Agrell (1701-1756), autor de boas sonatas, e os organistas Zettrin e Zelbel.
Franz Berwald (1796-1868), autor de uma obra rica e variada foi o grande compositor romântico sueco. Seu compatriota Lindblad (1801-1878) foi autor de encantadoras melodias. As composições de ambos não possuem um estilo especificamente escandinavo. A escola musical sueca se desenvolveu sob o signo do ecletismo, ou seja, possui um caráter europeu.
Andreas Hallén (Suécia, 1846-1925): autor do drama musical (ou ópera) Harold, o Viking.
Niels Gade (1817-1890), J.P.E. Hartmann (1805-1900) e Emil Hartmann (1836-1898): três compositores dinamarqueses que escreveram obras sobre assuntos dinamarqueses, sendo que os dois últimos também foram autores de óperas em língua dinamarquesa.
Na Dinamarca, Carl Nielsen (1865-1931) foi o verdadeiro criador de uma escola nacional, tendo sido criador de admiráveis melodias e de uma ópera-cômica, Maskarade, que é para os dinamarqueses o que A Noiva Vendida, de Smetana, é para os tchecos.
Grieg (Noruega, 1843-1907): uma de suas obras mais conhecidas é a música incidental ou de cena que fez para a peça Peer Gynt, de autoria do dramaturgo também norueguês Ibsen. Suas obras-primas estão contidas nos dez volumes de Lyriske Stykker (Peças líricas) para piano. Assim o definiu Roland de Candé: "O grande músico escandinavo do século XX"
Sibelius (Finlândia, 1865-1957): este compôs um poema sinfônico para solos, coro e orquestra chamado Kullervo, baseado na epopéia nacional de seu país, o Kalevala, além dos poemas sinfônicos En Saga, O Cisne de Tuonela, Finlândia, As Oceânidas, Cavalgada Noturna e Nascer do Sol, O Bardo e Tapiola. Uma outra obra sua, a Suíte de Leminkainen, também é inspirada no Kalevala. Muitos de seus poemas sinfônicos têm como fonte de inspiração o Kalevala, e, em um nível mais profundo, pôde-se constatar afinidades estritas entre a música de Sibelius e o ritmo da língua finlandesa. Falando mais sobre o Kalevala, e voltando à mitologia, este, segundo um dicionário de música português, descreve a fabulosa epopéia de Vainemoniano, o deus do canto da Finlândia, que, pelo poder sedutor da sua arte, é considerado o dominador do mundo. Já a enciclopédia Mirador informa que esta epopéia narra as façanhas dos dois filhos do gigante Kalewa.
Música Pop
Suécia:
ABBA (conjunto de música pop e discoteca - anos 70);
A-Teens (conjunto adolescente de música pop, influenciado pelo anterior - anos 90).
Noruega:
A-HA (trio technopop - anos 80).
Islândia:
Sugarcubes (conjunto de música pop - anos 80): deste grupo saiu a cantora Björk;
Björk (anos 90): cantora que passeia pelos estilos alternativo, eletrônico e pop.
O Rock Progressivo
Como não poderia deixar de ser, a música progressiva faz parte da rotina dos cidadãos desses países. Milhares de anos de cantorias contando as aventuras nos mares, a vida dura nas regiões geladas, e as lendas das montanhas e florestas, geraram uma fonte inesgotável de inspiração para os jovens músicos que tinham formação clássica, mas cresceram ouvindo Rock e lendas. O resultado já se podia esperar: um ROCK PROGRESSIVO extremamente interessante e com marcantes características nacionais.
Progressivo – anos 70
SUÉCIA
Kaipa
Um dos grandes mitos do progressivo sueco, o Kaipa estréia em 75 com álbum homônimo (formação citada abaixo) pela Decca. Um ano depois é a vez de Inget nytt under solen, considerado por muitos como seu melhor trabalho. Com a substituição de Eriksson por Mats Lindberg e a entrada do vocalista Mats Löfgren, a banda lança o ainda bom Solo. Os dois LPs seguintes, contudo, não manteriam o mesmo nível de qualidade.
Formação: Ingemar Bergman (bateria, percussão, vocal); Tomas Eriksson (baixo, vocal); Hans Lundin (órgão, piano, sintetizadores, vocal); Roine Stolt (guitarra, violão, vocal).
Palavras do Metamúsica: "Um dos grupos mais queridos da Escandinávia, por realizar uma música extremamente agradável aos ouvidos, contando com excelentes músicos e vocalistas. As suaves melodias do KAIPA (e até o seu nome), são totalmente baseadas no folclore sueco. O destaque é a cristalina guitarra de Roine Stolt. Este mesmo músico colaborou no primeiro trabalho do PÄR LINDH PROJECT (grupo neo-prog)."
Conta Roine Stolt: "O Kaipa começou como um trio de órgão, baixo e bateria no início de 1974. Eu me integrei à banda 6 meses depois. Todos nós fazíamos as harmonias vocais e o tecladista era o cantor principal, sempre com letras em sueco. Nós ensaiávamos muito, com a intenção de elevar a banda a um nível realmente profissional. A música não era tão complicada no início e não tinha tanto do intrincado universo Progressivo. No final de 1975 nós lançamos nosso primeiro álbum chamado Kaipa. Nós conseguimos incríveis críticas e boas vendas para um disco sueco de estréia. A banda fez incontáveis excursões, aparições no rádio e TV, mais dois bons álbuns, Inget Nytt Under Solen e Solo e, já no final, mais uma tentativa desesperada de se manter através do mais comercial Nattjurstid."
Kaipa e Inget... seriam relançados em CD, pela Musea, em 93. Segundo o Metamúsica, o disco Solo também está disponível em CD pela mesma Musea. Ou seja, os três primeiros e melhores discos do grupo.
Roine Stolt, o guitarrista, lançaria disco solo em 79 de nome Fantasia (também reeditado em CD). Lundin, o tecladista, faria o mesmo, publicando pelo menos dois LPs, Tales (1984) e Visions of Circles of Sounds (1985).
Discografia:
Trettioåriga Kriget
Um dos mais conhecidos grupos de seu país, o sueco Trettioåriga Kriget (ou A Guerra dos Trinta Anos) estréia em 74 com álbum de mesmo nome seguido do bom Krigssang. Vale citar o quinto membro Olle Thörnvall (letras). A formação abaixo é a dos dois primeiros trabalhos.
Formação: Stefan Fredin (baixo); Dag Lundquist (bateria); Robert Zima (vocal, guitarra); Christer Åkerberg (guitarra, violão).
War Memories..., de 93, reuniria faixas raras e inéditas da época.
Discografia:
- Trettioåriga Kriget (1974)
- Krigssang (1976)
- Nej Pa Er (19??)
- Mot Alla Odds (19??)
- War Memories (1972-1981) (Thirty Years War) (1993)
Dice
Sempre tendo como base a música erudita, principalmente do período Clássico (1750-1810), o DICE, grupo sueco fundado em 72 por Strandberg (líder da banda) e Larsson, estréia em 78 com álbum homônimo pela Marilla, um bom trabalho de características sinfônicas. A japonesa Belle Antique lançaria, em 92, CD com trabalho inédito anterior a Dice (formação citada), com todos os músicos abaixo menos Holmin. Trata-se do excelente The Four Riders of Apocalypse, peça conceitual dividida em quatro movimentos, que o grupo gravou no estúdio de uma rádio.
Formação: Leif Larsson (teclados); Fedrik Vildo (baixo); Robert Holmin (vocal, sax); Orian Strandberg (guitarra); Per Andersson (bateria).
Discografia:
- Dice (1978)
- The Four Riders Of Apocalypse (1992, gravado em 1977)
- Live (1993)
Ragnarok
Banda sueca dos anos 70, o Ragnarok publicaria pelo menos cinco álbuns ao longo de sua carreira. Em Fjarilar..., estariam presentes apenas dois membros da formação original (citada abaixo): Bryngelsson, Nabo e os novos Dan Söderqvist (guitarra), Thomas Wigert (bateria, percussão) e Kjell Karlgren (sax).
Formação no primeiro disco: Lars Peter Sörensson (bateria); Stefan Ohlsson (bateria, guitarra); Peter Nabo (piano, guitarra); Staffan Strindberg (baixo); Peter Bryngelsson (guitarra); Henrik Strindberg (guitarra, sax).
Discografia:
- Ragnarok (1975)
- Fjarilar I Magen (1979)
- 3 Signs (198?)
- Fata Morgana (198?)
- Well (1991)
Asoka
Grupo sueco do início dos anos 70, grava pelo menos um LP pela Sonet, intitulado apenas Asoka e lançado em 1971.
Bo Hansson
Tecladista e compositor sueco do final da década de 60, Bo Hansson inicia sua carreira no duo Hansson & Karlsson (com o percussionista Jan Karlsson). Depois de pelo menos quatro LPs, passa a uma carreira solo belíssima, inspirada em livros de fantasia como
O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien, e A Longa Jornada, de Richard Adams.
Embora não tenha conseguido confirmar, alguns dos títulos abaixo podem ter sido lançados primeiro com o nome sueco (Sagan om ringen ao invés de Lord of the rings, por exemplo).
Discografia:
- Monument (Hansson & Karlsson, 196?)
- Rex (Hansson & Karlsson, 1968)
- Gold (Hansson & Karlsson, 19??)
- Man at the Moon (Hansson & Karlsson, 1969)
- Lord of the Rings (197?)
- Magician's Hat (1973)
- Attic Thoughts (197?)
- El-Ahrairah (Music Inspired by Watership Down) (197?)
- Mellanväsen (197?)
Kebnekaise
Grupo sueco do início dos 70, o Kebnekaise lança pelo menos seis LPs, boa parte pela Silence. A formação citada a seguir é a do disco III: Ingemar Bocker (guitarra); Relle Ekman (bateria); Mats Glenngardg (bandolim); Bah Hassan (congas); Kenny Hakansson (guitarra); Goran Lagerberg (baixo); Pelle Lindstrom (percussão); Thomas Netzler (baixo).
Discografia:
- Resa Mot Okant Mal (1971)
- Kebnekaise (1973)
- III (1975)
- Ljus Fran Afrika (197?)
- Elefanten (197?)
- Vidrar Vidare (197?)
Miklagård
Banda sueca do final dos anos 70, lança apenas um LP, Miklagård, em 1979, pela Edge. Formação: Thomas Spelar (teclados); Leif Spelar (baixo); Bjorn Spelar (bateria); Jan Sandborn (violino).
Mr. Brown
Grupo sueco dos anos 70, o Mr. Brown lançou somente um LP, Mellon The Ogon, em 1977, pela Voice Musik. Formação: Hakan Andersson (violão, vocal, bandolim); Bo Carlberg (violão); Kjell Johnsson (percussão); Lars Meding (guitarra); Andres Nilsson (teclados); Jan Peter Strahle (flauta); Robert Svensson (baixo).
Anna Själv Tredje
Música e compositora sueca, Anna Själv Tredje lança interessante LP de música eletrônica pela Silence, Tussilago Fanfara, em 1977.
Saga
Banda sueca dos anos 70, lança um único LP, Saga, em 1974.
Samla Mammas Manna
Banda sueca responsável por interessante fusão da música folclórica de seu país com o progressivo, o Samla Mammas Manna (alguns discos assinados com variações como Zamla... ou Von Zamla) edita pelo menos oito LPs, sendo que a formação citada abaixo é a de Familesprickor. O tecladista Hollmer publicaria pelo menos dois álbuns-solo, 12 Sibiriska Cyklar (197?) e Villdu Hora Mer (197?).
Formação: Lars Hollmer (teclados, vocal); Eino Haapala (guitarra, vocal); Lars Krantz (baixo, vocal); Vilgot Hansson (bateria, percussão); Hans Bruniusson (bateria, percussão).
Seguem-se algumas composições do grupo: em Zamlaranamma, Hollmer, Haapala, Jan Garret (baixo) e Denis Brely (oboé); em För Äldre..., Hollmer, Haapala, Bruniusson e Krantz.
"Um dos grupos que mais levaram a sério a fusão "Progressive Folk", e a função política da música, o sueco SAMLA fez parte do movimento ROCK IN OPPOSITION dos anos 70, liderado pelo grupo inglês HENRY COW (do guitarrista Fred Frith e do baterista Chris Cutler, atual chefão da RéR MEGACORP). No som do SAMLA pode-se perceber de maneira mais clara, como é a música folclórica da Escandinávia, que em outros grupos aparece sempre mais mesclada, ou apenas como influência, isso em alguns discos, pois em outros o forte é o experimentalismo. As referências vão de MALICORNE a GROBSCHNITT. Para quem quiser entender a proposta da banda recomendamos dois discos editados em conjunto: o irônico "The Mystery of Popular Music" (folk) e o estranho "For Older Beginners" (improvisações ao vivo), lançados pela gravadora sueca Silence." (fanzine Metamúsica)
Discografia:
- Samla Mammas Manna (197?)
- Måltid (197?)
- Klossaknapitatet (197?)
- Snorungarnas Symfoni (197?)
- För Äldre Nybegynnare * Schlagensmystik (Zamla Mammas Manna, 1977)
- Familesprickor (1980)
- Zamlaranamma (Von Zamla, 1982)
- Von Zamla: No Make Up! (19??)
NORUEGA
Ruphus
Famosa banda norueguesa do início dos 70, o Ruphus estréia em 73 com New Born Day com a seguinte formação: Hakon Graf (teclados); Asle Nilsen (baixo, flauta); Rune Ostdahl (vocal); Thor Bendiksen (bateria); Kjell Larsen (guitarra); Rune Sundby (vocal, guitarra, sax); Haus Peter Danielsen (guitarra). Depois mudam de vocalista, com Gudny Aspaas substituindo Ostdahl no álbum seguinte, Ranshart, de 74.
O terceiro trabalho, Let Your Light Shine, de 75, traz mais alterações: saem Sundby e Danielsen. Com a substituição de Graf e Aspaas por Jan Simonsen (piano, teclados, voz) e Sylvi Lillegaard (vocal, percussão), o Ruphus lança os dois seguintes LPs pelo lendário selo Brain da Alemanha, Inner Voice (1977) e Flying Colours (1978).
A discografia do grupo inclui ainda o álbum Manmade (sexto trabalho, de 1979), também pela Brain, executado por Aspaas, Kjell Larsen (guitarra), Asle Nilsen (baixo), Kjell Rønningen (teclados) e Bjørn Jenssen (bateria). Já em CD.
Akasha
Mítico grupo norueguês, o Akasha edita apenas um LP de progressivo psicodélico, Akasha, em 1977, com a seguinte formação: Sverre Svendsen (vocal, mellotron); Kjell Evensen (bateria); Arild Andreassen (baixo); Jens Andreassen (guitarra, teclados, piano); Tor-Jonny Hansen (voz).
Aunt Mary
Banda norueguesa, o Aunt Mary edita pelo menos três álbuns, já relançados em CD. O título do primeiro pode não estar correto.
Discografia:
- Aunt Mary (?) (197?)
- Loaded (1972)
- Janus (1973)
Flax
Banda norueguesa dos anos 70, o Flax edita apenas um LP, One, em 1976, com a seguinte formação: Hermod Falch (vocal), John Hesla (guitarra, voz); Bruce C. Rasmussen (bateria, percussão); Arve Sakariassen (baixo, voz); Lars Hesla (piano, sintetizador, voz).
Hades
Banda norueguesa dos anos 70, o Hades teria um LP póstumo, homônimo, editado pela Colours em 1992 a partir de uma fita de 74, registrando um show do (então) quinteto formado por Thomas Karlsen (guitarra, vocal); Karl Oyri (guitarra, vocal); Fredrik Moystad (flauta); Teril Brendsrod (baixo); Per Eriksen (bateria).
Høst
Grupo norueguês dos anos 70, o Høst grava pelo menos três LPs, sendo o terceiro uma coletânea (?) com versões em inglês. Hardt... conta com os ex-St. Helena Willy Bendiksen e Fezza Ellingsen.
Discografia:
- På Sterke Vinger (1974)
- Hardt Mot Hardt (1976)
- Extra! Extra! (1977)
Junipher Greene
Grupo norueguês dos anos 70, o Junipher Greene estréia com o bom Friendship em 1971 (já em CD), seguido de Communication em 1973. Provavelmente com outros LPs publicados, a banda fecha carreira, em 82, com o mais new wave Forbudte Formiddagstoner.
Freddy Lindquist
Músico norueguês que lança um LP, Menu, em 1970, com a participação do Junipher Greene Freddy Dahl (vocal).
Min Bul
Trio norueguês responsável por um dos discos mais raros de seu país, Min Bul, de 1970, o Min Bul, primeiro grupo do guitarrista Terje Rypdal após o Dream, inclui ainda o baixista Bjornar Andresen e o baterista Espen Ruud (que tocara em Menu de Freddy Lindquist).
Popul Ace
Banda norueguesa do início dos 70, o Popul Ace lançaria dois LPs com seu nome original, Popul Vuh, antes de mudar para Popul Ace, editando assim pelo menos mais dois trabalhos. O motivo da mudança de nome foi um processo movido pelo conjunto alemão Popol Vuh.
Discografia:
- Popul Vuh (Popul Vuh, 1972)
- Quiche Maya (Popul Vuh, 1973)
- Stolen from Time (1975)
- Curly Lundz (1975)
Saft
Banda norueguesa dos anos 70, lança pelo menos três LPs, Saft em 1971, Horn em 1971 e Stev, Sullrock & Rull em 1973.
St. Helena
Banda norueguesa dos anos 70, o St. Helena teria uma história de várias formações e estilos, culminando com a seguinte: Kjell Are Pleym (teclados, vocal); Rolf Andersen (vocal, violão); Fezza Ellingsen (guitarra); Willy Bendiksen (bateria); Ray Briseid (baixo). Este line-up foi o responsável pela única gravação do grupo, uma demo de 9 de julho de 74, publicada em vinil, pela primeira vez, pela norueguesa Colours em 1991, com o título Hello Friend. Willy e Fezza tocariam depois no Høst.
FINLÂNDIA
Elonkorjuu
O Elonkorjuu é reconhecido (junto com o CHARLIES e o APOLLO) como uma das primeiras bandas de progressivo pesado do underground finlandês. Seu único LP, Harvest Time (a tradução do nome da banda para o inglês; a tradução para o português é colheita) é hoje vendido por algumas centenas de dólares, e a primeira edição em CD (selo FJD, 1995), limitada a 1000 cópias, está há muito esgotada. Quando poucos esperavam, eis que a EMI finlandesa lança em 2002 uma edição remasterizada, tornando o disco novamente acessível aos fãs. Com faixas que datam desde o estágio inicial da banda, na cidade de Pori (1969), o disco apresenta um hard-progressivo clássico, com duas (eventualmente três!) guitarras, baixo e bateria, sendo que dois guitarristas também se revezavam aos teclados e um deles à flauta. Com isso, apesar da clara evidência das guitarras, os arranjos são bem trabalhados, com belas melodias e algumas passagens mais sutis com piano, Hammond e flautas. As faixas são cantadas em inglês, e o estilo traz influências tradicionais como Deep Purple, Led Zeppelin e Cream, misturadas a algumas estruturas características da (rica) música finlandesa e escandinava. O resultado final é um hard-progressivo de primeira linha, no mesmo nível dos clássicos ingleses ou alemães, altamente recomendado para os fãs de guitarras sujas e nervosas.
Wigwam
Talvez o maior nome do progressivo finlandês, o Wigwam surge em fins da década de 60 com Hard'n'horny, pela Love (gravadora de quase todos os seus LPs). Passando por algumas mudanças de formação ao longo da carreira, o Wigwam surpreenderia os fãs com um inesperado retorno em 1993.
A formação a seguir é a dos LPs Hard'n'horny, Being e Fairyport: Jim Pembroke (vocal); Jukka Gustavson (vocal, piano); Ronnie Ostemberg (bateria, percussão); Pekka Pohjola (baixo).
No ótimo Nuclear Nightclub, de 75, o grupo só conservaria em sua formação (Pembroke, Ostemberg, o baixista Mosse Groundstroem e o guitarrista Pekka Rechardt) dois dos membros originais. No disco seguinte, The Lucky..., o grupo é aumentado pelo tecladista Hessu Hietanen.
Palavras do Metamúsica: "Com mais de dez discos gravados, essa banda já é uma lenda na Finlândia. Para fazer este comentário, tomamos como base o bom disco "Dark Album" de 1977. A marca registrada do Wigwam parece ser a mesma de outras bandas da Escandinávia: muitas baladas, guitarras melódicas (metáforas: "cristalinas" e/ou "choradas"), belos sons de antigos órgãos, vocais "repousantes", etc. Em resumo, uma música que flui tranqüilamente, inclusive com algumas influências de grupos ingleses, como o CAMEL e o PINK FLOYD. Quem se destacou nesta banda foi o baixista Pekka Pohjola que realizou vários discos solo. Também realizaram projetos individuais o vocalista Jim Pembroke e o tecladista Jukka Gustavson."
Discografia:
- Hard'n'Horny (1969)
- Tombstone Valentine (197?)
- Wigwam (197?)
- Fairyport (1971)
- Being (197?)
- Live Music from the Twilight Zone (197?)
- Nuclear Nightclub (1975)
- The Lucky Golden Stripes and Starpose (1976)
- Dark Album (197?)
- Rumours on the Rebound (19??)
- Light Ages (1993)
Tasavallan Presidentti
Uma das mais populares bandas finlandesas, o Tasavallan Presidentti estréia em 69, com álbum homônimo, pelo mítico selo Love, com a seguinte formação: Frank Robson (vocal, piano, órgão); Jukka Tolonen (guitarra, piano); Junnu Aaltonen (sax, flauta); Vesa Aaltonen (bateria); Måns Groundstroem (baixo).
No LP seguinte, Lambert Land, de 1972, Eero Raittinen assumiria os vocais e Junnu seria substituído por Pekka Pöyry. Em Milky Way Moses, último trabalho do grupo, Groundstroem cede lugar a Heikki Virtanen. Já em CD.
Palavras do fanzine Metamúsica: "Lembram-se daquela história do NEUSCHWEINSTEIN, que gravou um disco tão bom ou até melhor que sua referência (GENESIS)? Pois o finlandês TASSAVALAAN PRESIDENTI tem história semelhante, só que tomando como base o som de Canterbury. A favor do grupo, o fato do seu primeiro disco ter saído em 1969, antes, portanto, do antológico "Third" do SOFT MACHINE. Com destaques para o sax de Junnu Aaltonem e a guitarra de Jukka Tolonen (que produziu bons álbuns solos), a banda lançou três excelentes discos progressivos, com fortes elementos jazzísticos durante os seis anos que esteve em atividade, tendo tido o reconhecimento mundial ainda no início dos anos 70."
Discografia:
- Tasavallan Presidentti (1969)
- Lambert Land (1972)
- Milky Way Moses (1974)
Fantasia
Conjunto finlandês dos anos 70, lança apenas um LP, Fantasia, em 1975, com a seguinte formação: Roul Hetantis (piano, órgão, sintetizador); Hnnu Lindblom (guitarra); Harri Piha (baixo); Karl-Erik Rönngard (bateria).
Kalevala
Grupo finlandês que edita pelo menos um (raríssimo) LP, People no Names, em 1972.
Nimbus
Banda finlandesa dos anos 70 que lança pelo menos um LP, Obus, em 1974, cantado em sua língua nativa.
Nova
Banda finlandesa dos anos 70, o Nova lança apenas um LP, Atlantis, pelo mítico selo Love Records, com a seguinte formação: Antti Ortamo (teclados, vocal); Juka Marjala (bateria, percussão); Micca Vasenius (guitarra); Petri Peltola (baixo); Jouko Helatie (guitarra); Veikko Kumpula (baixo); Eeva Lehto (teclados).
Session
Grupo finlandês, edita pelo menos um LP de progressivo psicodélico, Unikuva, em 1970.
Tabula Rasa
Banda finlandesa dos anos 70, o Tabula Rasa estréia em 76 com Ekkepien Tanssi, com a seguinte formação: Heikki Silvenndiken (guitarra); Jarno Sinisalo (piano, teclados); Jukka Leppilampi (instrumentos folclóricos); Tapio Suominen (baixo) e Jukka Aromen (bateria).
Cantando no complicadíssimo idioma finlandês, que é bem diferente do sueco, o TR fez uma interessante mistura de psicodelia e folk, variando o som entre passagens mais pesadas e momentos extremamente líricos, quase acústicos, utilizando muito bem flautas (ao estilo do JETHRO TULL) e piano, lembrando um pouco a banda norueguesa KERRS PINK, o que é natural, pois as fontes folclóricas são praticamente as mesmas. O destaque do grupo é o guitarrista e vocalista Heikki Silvenndiken.
Com algumas mudanças na formação (saem Sinisalo e Aromen e entram Jarmo Sormunen e Asko Pakkanen), a banda lança um segundo LP homônimo em 1978. Ambos foram lançados pelo selo Love. Já em CD.
DINAMARCA
Ache
Banda dinamarquesa do início dos anos 70, o Ache lançou pelo menos quatro LPs, o melhor deles talvez o último, Blå Som Altid, com a seguinte formação: Johnnie Gellet (vocal, percussão, guitarra); Steen Toft Andersen (baixo); Gert Smedegaard (bateria); Finn Olafsson (guitarra); Per Wium (vocal, teclados).
O grupo sofreu várias mudanças em sua composição ao longo dos anos, como pode-se ver por Green Man e De Homine... (executados pelo tecladista e vocalista Peter Mellin, Finn Olafsson, o baterista Glenn Fischer e o baixista Torsten Olafsson) e Pictures from Cyclus 7 (mesma formação de Blå... menos Wium e mais Mellin e o percussionista e vocalista Stig Kreutzfeldt).
Discografia:
- De Homine Urbano (1970)
- Green Man (1971)
- Pictures from Cyclus 7 (1976)
- Blå Som Altid (1977)
Savage Rose
Banda dinamarquesa que navega em belas melodias e harmonias construídas com auxílio de Farfisa, Moog e Hammond, e uma vocalista com uma estranha voz maravilhosa. Citemos um de seus mais antigos trabalhos, Dodens Triumf, de 1972. Parece que a banda voltou a atuar e teria gravado um disco, Black Angel, premiadíssimo em seu país.
Barbarella
Grupo dinamarquês, edita dois álbuns, Barbarella (1975) e First Love (1975).
Burnin' Red Ivanhoe
Uma das mais famosas bandas de seu país, a dinamarquesa Burnin' Red Ivanhoe estréia em 69 com M 144, seguido de quatro LPs e os póstumos Shorts e Live nº2. A formação citada abaixo é a de Burnin' Red... e W.W.W.. Vogel editaria pelo menos um álbum solo, Birds of Beauty.
Formação: Kim Menzer (gaita, sax, flauta, percussão); Ole Fick (vocal, guitarra, violão); Karsten Vogel (sax, piano, órgão); Jess Thrige Andersen (bateria, percussão).
Discografia:
- M 144 (1969)
- Burnin' Red Ivanhoe (1970)
- W.W.W. (1971)
- Miley Smile Stage Recall (1972)
- Right On (1974)
- Shorts (1980)
- Live nº2 (1992)(72)
Cinderella
Grupo dinamarquês do começo dos anos 70, o Cinderella grava um LP, Cinderella, em 1970, que permanece inédito até 1990, quando sai pela Spectacular Records.
Formação: Allan Vokstrup (bateria); Henning Kragh Pedersen (guitarra, vocal); Søren Hilligsøe (baixo, vocal).
Culpeper's Orchard
Banda dinamarquesa do início dos anos 70, o Culpeper's Orchard lança pelo menos três LPs: Culpeper's Orchard (1971); Second Sight (1972); Going for a Song (1972).
A formação do primeiro disco é a seguinte: Cy Nicklin (vocal, guitarra, violão, percussão); Niels Henriksen (guitarra, piano, vocal, cravo); Michael Friss (baixo, flauta, piano, órgão); Rodger Barker (bateria, percussão).
Hurdy Gurdy
Trio dinamarquês dos anos 70, o Hurdy Gurdy grava pelo menos um LP, Hurdy Gurdy, em 1974.
Iron Duke
Banda dinamarquesa dos anos 70, o Iron Duke lança dois álbuns, First Salvo (1974) e Gammel Dansk (1977), com fortes influências do inglês ELP. A formação no segundo trabalho era: Hans Resen (guitarra, baixo); Henning Pedersen (teclados); Claus Sarup (bateria); Soren Guldberg (teclados).
The Old Man & The Sea
Banda dinamarquesa do início dos 70, o Old Man & The Sea lança apenas um LP, The Old Man & The Sea, em 1972, com a seguinte formação: John Lundvig (bateria); Knud Lindnard (baixo, vocal); Denny Stanley (guitarra); Tommy Hansen (órgão, piano, vocal); Ole Wedel (vocal, percussão).
Pan
Grupo dinamarquês, o Pan grava pelo menos um LP homônimo em 1970.
Secret Oyster
Banda dinamarquesa dos anos 70, o Secret Oyster apresenta em seus (pelo menos) quatro LPs uma interessante mistura de jazz-rock com progressivo.
Formação no primeiro disco, Furtive Pearl: Bo Thrige Andersen (bateria); Mads Vinding (baixo); Karsten Vogel (sax, órgão); Claus Bøhling (guitarra).
A banda mudaria de formação logo em seguida, passando a ser composta (em Sea Son e Astarte) por Bøhling, Vogel, Kenneth Knudsen (piano, moog), Ole Streenberg (bateria, percussão) e Jess Stœher (baixo).
Discografia:
- Furtive Pearl (1973)
- Sea Son (1974)
- Astarte (1976)
- Straight to the Krankenhaus (1976)
ISLÂNDIA
Eik
Banda islandesa com alguma influência do inglês Camel, o Eik lança pelo menos dois LPs, Speglum (1976) e Hrislan Og Straumurinn (197?).
Hinn Íslenzki Þursaflokkur
Grupo islandês dos anos 70 com algumas influências do inglês Gentle Giant, o Hinn Íslenzki Þursaflokkur (que significa Os gigantes do gelo islandeses) estréia em 78 com Hinn Íslenzki Þursaflokkur, bom álbum unindo rock progressivo a músicas folclóricas locais. O line-up neste primeiro trabalho era o seguinte: Asgeir Oskarsson (bateria, percussão, vocal); Tomas Tomasson (baixo); Egill Olafsson (vocal, piano); Runar Vilbergsson (fagote); Thordur Arnasson (guitarra, vocal).
Com a entrada de Karl J. Sighvatsson (fagote), o grupo lançaria seu segundo trabalho, o ainda bom Þursabit, em 1979. O Hinn Íslenzki Þursaflokkur ainda publicaria mais dois LPs antes de debandar, no meio dos anos 80. Os álbuns citados seriam relançados em CD, em 92, pela Steinar, a mesma que os lançara em vinil.
Icecross
Banda islandesa de hard-progressivo, o Icecross edita pelo menos um LP, Icecross, em 1973.
Trúbrot
Banda islandesa dos anos 70, lança pelo menos dois interessantes LPs, 1.st (1969) e ...Lifun (1971), já reeditados em CD.
=======
Fontes:
=======
- fanzine Metamúsica - edição nº3 - artigo especial "Escandinávia - Lendas e Progrock"
- Enciclopédia do Rock Progressivo - Leonardo Nahoum
- fanzine Metamúsica - edição nº7 - entrevista com Roine Stolt
- revista Musical Box - número 7 - setembro de 2002 - pág. 26
- Dicionário de Música - Tomás Borba & Fernando Lopes Graça - Edições Cosmos - Lisboa - Portugal
- História Universal da Música - Roland de Candé - editora Martins Fontes
- Uma Breve História da Música - Roy Bennett - Cadernos de Música da Universidade de Cambridge - Jorge Zahar Editor
- História da Música Ocidental - Jean & Brigitte Massin - Editora Nova Fronteira
- fanzine Metamúsica - edição nº3 - artigo especial "Escandinávia - Lendas e Progrock"
- A Aventura das Línguas no Ocidente - Origem, História e Geografia - Henriette Walter - Editora Mandarim
- A Aventura das Línguas - Uma viagem através da História dos idiomas do mundo - Hans Joachim Störig - Editora Melhoramentos
- enciclopédia Mirador - Enciclopédia Britânica
- enciclopédia Barsa - Enciclopédia Britânica
- enciclopédia Delta Universal