País: Noruega
Gêneros: Neo-Prog, Symphonic Prog
Álbum: A Battle a Day Keeps the Doctor Away
Ano: 2000
Gravadora: Cyclops
Duração: 56:54
Músicos:
● Robert Hauge: guitarras
● Anngunn Sørli: vocais de apoio
● Olav Nygård: baixo e pedais de sintetizador
● Helge Skaarseth: teclados
● Pål Søvik: bateria e vocais
Lançado em 2000 pelo selo britânico Cyclops, "A Battle A Day... (A Battle A Day Keeps The Doctor Away)", é o sexto álbum de estúdio do FRUITCAKE, projeto norueguês liderado pelo baterista, vocalista e principal compositor Pål Søvik. A banda é um dos nomes duradouros da cena Neo-Prog escandinava, com uma trajetória que remonta ao início dos anos 90, e este disco chega num momento de relativa estabilidade na formação, contando com Robert Hauge na guitarra (que já havia participado do álbum anterior) e Olav Nygård no baixo — dupla que se juntou ao núcleo do grupo após ensaios e shows em Oslo, antes das gravações do disco.
Sonoramente, o álbum é um exercício declarado de fidelidade ao Neo-Prog inspirado nos clássicos dos anos 70 — especialmente GENESIS, YES e PINK FLOYD —, com Helge Skaarseth nos teclados construindo camadas mais discretas e "à la Tony Banks" do que ostensivamente virtuosísticas no estilo Rick Wakeman. A faixa de abertura, "Mopery And Dopery In Deep Space", com seus mais de oito minutos, é frequentemente citada como uma referência direta à "Watcher of the Skies" do GENESIS, enquanto "This Room" (a mais longa do disco, com pouco mais de dez minutos) e "Reaching Out" reforçam esse fôlego mais expansivo e estruturalmente ambicioso. Já faixas como "One Night" alternam com naturalidade entre passagens acústicas suaves e explosões instrumentais mais densas — um contraste dinâmico que é um dos pontos mais elogiados do trabalho.
A recepção crítica ao longo dos anos tem sido dividida: parte da comunidade prog considera este o disco mais "setentista" e sinfônico da discografia do FRUITCAKE até então, com composições mais maduras e vocais finalmente mais convincentes de Søvik, chegando a ser fortemente recomendado por resenhistas mais entusiasmados; já outra parcela da crítica é mais reticente, apontando estruturas repetitivas, falta de dinâmica em certos trechos e vocais ainda irregulares como pontos fracos que impedem o disco de se destacar dentro do saturado universo Neo-Prog do período. De qualquer forma, é seguido por "Man Overboard" (2004), consolidando o FRUITCAKE como um dos poucos projetos noruegueses do gênero a manter atividade regular ao longo de mais de uma década.
| Fontes pesquisadas |
|---|
| Faixas |
|---|
| Nº | Título | Duração |
|---|---|---|
| 01 | Mopery And Dopery In Deep Space | 08:03 |
| 02 | One Night | 03:46 |
| 03 | Reaching Out | 08:19 |
| 04 | Stories One Hears | 05:44 |
| 05 | Water Colours | 06:36 |
| 06 | The Old Man | 08:12 |
| 07 | This Room | 10:02 |
| 08 | Thundercloud | 06:12 |
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