País: Reino Unido
Gêneros:Folk-Rock, Prog-Folk, Celtic Music, New Age, Symphonic Prog, Eclectic Prog
Álbum: Iona
Ano: 1990
Lançamento: Maio
Gravadora: What? Records
Duração: 55:27
Músicos:
● Joanne Hogg: vocais principais e de apoio, piano, teclados
● Dave Bainbridge: piano, teclados, guitarras acústicas e elétricas, bouzouki, programação e sequenciamento, pandeiro, produtor
● David Fitzgerald: saxofones alto e tenor, flauta transversal, flautas chinesas, piccolo, flageolet, flauta irlandesa, flauta doce tenor
Com:
● Troy Donockley: gaita de foles irlandesa, flautas baixas, vocais
● Peter Whitfield: viola, violino
● Tim Harries: baixo, contrabaixo
● Terl Bryant: bateria, bumbo
● Tim Hines: percussão
● Frank van Essen: amostra de loop de bateria (fx 6)
● Ian Thomas: voz (fx 12)
O álbum homônimo que marcou o início da elogiada trajetória da banda britânica IONA, estabeleceu os cânones musicais que definiriam a duradoura trajetória da banda no cenário do Rock Progressivo celta
Longe das expectativas modestas do cofundador Dave Bainbridge — que inicialmente planejava gravar o disco da forma mais barata possível e distribuir apenas cerca de 100 fitas cassete —, o álbum rapidamente alcançou a marca de 10.000 cópias vendidas em pouco tempo, após a banda assegurar um contrato com o selo What Records (da Word UK).
O coração temático do álbum gira em torno da história da pequena ilha escocesa de Iona e das raízes do cristianismo celta. A obra é fortemente inspirada na vida e no legado de figuras históricas como os santos Columba, Aidan e Cuthbert, que estabeleceram bases missionárias para espalhar a fé pela Escócia e pelo norte da Inglaterra a partir do século VI. No entanto, o disco não se limita a lendas do passado: ele também aborda eventos contemporâneos marcantes da época, trazendo reflexões inspiradas pela queda do Muro de Berlim e pela violência nos protestos da Praça da Paz Celestial (Tiananmen Square), na China.
Musicalmente, "Iona" entrega uma combinação incrivelmente colorida e saturada de Rock Progressivo, elementos étnicos e Folk celta, Jazz-Fusion, texturas ambientais e New Age Music. O álbum foi concebido pelo trio fundador composto por Joanne Hogg (cujos vocais cristalinos, etéreos e puros se tornaram o foco da identidade da banda), Dave Bainbridge (guitarras e teclados) e David Fitzgerald (saxofones, flautas e outros instrumentos de sopro).
Para criar arranjos tão densos e épicos, a banda contou com um notável elenco de músicos convidados, dos quais muitos integrariam a formação oficial nos anos seguintes. Entre eles estão Terl Bryant (bateria), Troy Donockley (gaita uilleann e flautas), Tim Harries (baixo) e Peter Whitfield (arranjos de cordas). Essa riqueza instrumental proporcionou um equilíbrio formidável entre canções lideradas por vocais e peças instrumentais cinematográficas.
Como destaque, podemos citar "Turning Tide", o prelúdio do disco, criado por Bainbridge e Donockley, que introduz imediatamente a forte coloração tradicional celta da banda, com um belo trabalho de trompas e flautas. "Flight of the Wild Goose", é uma poderosa faixa instrumental impulsionada por guitarras elétricas, uma cadência de bateria marcante e saxofones, oferecendo uma jornada rítmica de mudanças de andamento. Foi a gravação original da fita demo dessa música que inspirou o conceito e a visão de formar o grupo. "Dancing on the Wall" é uma faixa contagiante que se desvia das influências celtas e do Jazz em favor de uma estrutura mais ortodoxa do Rock/Pop Progressivo. Nela, Joanne Hogg canta em um tom surpreendentemente mais grave, impulsionando a energia e o ritmo da música com uma forte mensagem de esperança sobre reverter as situações, realizar o impossível (como "dançar na parede") e promover mudanças positivas no mundo. "White Sands", "Beijing" e "Trilogy", são peças que também nasceram nas primeiras sessões de gravação independente da dupla Bainbridge-Fitzgerald e solidificaram a fusão do progressivo com World Music.
Embora tenha recebido pouca atenção da imprensa britânica em seu lançamento inicial, o disco atraiu o interesse do público internacional, a ponto de um canal de TV holandês compilar um documentário sobre a banda e a ilha homônima, além de o grupo realizar grandes shows na Holanda. Essa estréia do IONA assentou com clareza as bases de uma banda virtuosa e madura, imune a tendências passageiras. Seu impacto e valor artístico foram tão marcantes que, em 2002, grande parte da obra foi cuidadosamente remixada e remasterizada por Dave Bainbridge para compor a caixa de antologia da banda, garantindo que suas paisagens sonoras grandiosas se mantivessem atemporais.
| Fontes pesquisadas |
|---|
| Faixas |
|---|
| Nº | Título | Duração |
|---|---|---|
| 01 | Turning Tide | 02:04 |
| 02 | Flight of the Wild Goose | 06:13 |
| 03 | The Island | 05:15 |
| 04 | White Sands | 03:36 |
| 05 | Dancing on the Wall | 05:10 |
| 06 | A'mmachair | 07:09 |
| 07 | Vision of Naran | 06:09 |
| 08 | Beijing | 05:15 |
| 09 | Iona | 04:14 |
| 10 | Trilogy | 08:54 |
| 11 | Here I Stand | 02:36 |
| 12 | Columcille | 03:22 |
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