País: Brasil
Gêneros: Symphonic Metal, Power Metal, Prog-Metal, Heavy Metal
Álbum: Holy Land
Ano: 1996
Lançamento: Abril
Gravadora: Rising Sun Records
Duração: 56:34
Músicos:
● Andre Matos: vocais principais, piano, teclados, órgão e arranjos orquestrais
● Kiko Loureiro: guitarras, vocais de apoio e percussão adicional (fx 5)
● Rafael Bittencourt: guitarras, vocais de apoio e percussão adicional (fx 5)
● Luís Mariutti: baixo
● Ricardo Confessori: bateria e percussão
Músicos Convidados:
● Sascha Paeth: computador, programação de teclados e co-arranjos orquestrais
● Tuto Ferraz: percussão brasileira e latina (incluindo congas, djembe, timbales, claves, triângulo, repinique e tambores) e arranjos percussivos.
● Paulo Bento: fFlauta (destaque no solo de "Carolina IV")
● Pixu Flores: berimbau
● Ricardo Kubala: viola
● Castora: apito, tamborim e efeitos percussivos.
● Holger Stonjek: contrabaixo acústico.
● Ben Bischoff: didgeridoo (instrumento de sopro aborígene australiano, com solo na faixa "The Shaman").
Vozes e Corais Convidados:
● The Farrambamba Vocal Group:: coral
● Naomi Munakata: maestrina / regente do coral
● Mônica Thiele: vocais contralto
● Celeste Gattai: vocais soprano
● Reginaldo Gomes: vocais baixo
Considerado uma obra ambiciosa, "Holy Land" lançado em 1996, é o segundo album do ANGRA , um trabalho conceitual centrado na terra brasileira na época de seu descobrimento, no século XVI, retratando o ponto de vista dos exploradores europeus. A obra mergulha no estilo de vida indígena antes da colonização, no fervor religioso dos padres jesuítas e nas profundas transformações culturais e ambientais que se seguiram à chegada dos portugueses. Todo o repertório foi concebido durante um período de isolamento de cerca de quatro meses em uma fazenda na cidade de Tapiraí, no interior de São Paulo, o que permitiu que o grupo imergisse profundamente na temática. A riqueza do conceito é refletida até mesmo na arte do encarte, que, quando totalmente desdobrada, revela um antigo mapa do século XV.
Musicalmente, "Holy Land" é definido por uma fusão inovadora e magistral, unindo o Power Metal de ritmo acelerado e o Metal Progressivo à Música Clássica europeia e aos ritmos regionais afro-brasileiros, como o baião, o frevo e o maracatu. Co-produzido pelos alemães Charlie Bauerfeind e Sascha Paeth, o disco apresenta arranjos altamente complexos: a introdução "Crossing" traz um coral católico do século XVI, enquanto a épica "Carolina IV" inicia com percussão polirrítmica de congas e djembe, culminando em um solo de flauta que adapta uma composição de Hermeto Pascoal. O uso de instrumentações inusitadas para o gênero — incluindo berimbau, didgeridoo, tamborim e orquestrações — cria a base perfeita para a voz operística de Andre Matos e a técnica primorosa dos guitarristas Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt. Canções icônicas como "Nothing to Say" (nascida de um groove de bateria de Ricardo Confessori) e a faixa-título sintetizam de maneira impecável essa simbiose entre o peso do Metal e a sonoridade folclórica.
A recepção de "Holy Land" foi imediata e arrebatadora, sendo amplamente considerado por fãs e críticos como a obra-prima (magnum opus) do ANGRA e um marco histórico no Power Metal mundial. O disco repetiu o sucesso comercial do álbum de estreia, garantindo o disco de ouro no Brasil e no Japão, e abriu as portas para uma extensa turnê que rendeu o EP ao vivo "Holy Live", gravado em Paris.
Muito além do êxito de vendas, "Holy Land" quebrou paradigmas na cena global ao provar que o Heavy Metal poderia ter uma abordagem etnomusicológica rica, substituindo o simples virtuosismo europeu por uma identidade genuinamente sul-americana. Essa fusão cultural inusitada não apenas consagrou o ANGRA, como também pavimentou o caminho para inúmeras outras bandas na América Latina, deixando um legado inegável de inovação.
| Fontes pesquisadas |
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| Faixas |
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| Nº | Título | Duração |
|---|---|---|
| 01 | Crossing | 01:55 |
| 02 | Nothing to Say | 06:20 |
| 03 | Silence and Distance | 05:34 |
| 04 | Carolina IV | 10:33 |
| 05 | Holy Land | 06:26 |
| 06 | The Shaman | 05:23 |
| 07 | Make Believe | 05:51 |
| 08 | Z.I.T.O. | 06:02 |
| 09 | Deep Blue | 05:47 |
| 10 | Lullaby for Lucifer | 02:43 |
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