País: Itália
Gênero: Symphonic Prog
Álbum: Moby Dick
Ano: 2025
Lançamento: Outubro
Duração: 91:00
Músicos:
● Alessandro Di Benedetti: teclados
● Riccardo Spilli: bateria
● Carmine Capasso: guitarra elétrica
● Michael Trew: vocais
● Giovanni Mazzotti: flauta
● Octavio Stampalia: teclados
● Tony Riveryman: guitarra elétrica
● Marcelo Ezcurra: vocais
● Steve Unruh: violino, vocais
● Linus Kåse: teclados, saxofone e vocais
● Erik Hammarström: bateria
● Johan Öijen: guitarra elétrica
● Sonja Kåse: violão
● Mimmo Ferri: teclados e guitarras
● Kimmo Pörsti: bateria
● Marco Grieco: teclados
● David Myers: piano de cauda
Undercover Deux:
● Marco Bernard: baixos Shuker e Rickenbacker
Com:
● Carmine Capasso: guitarra elétrica, theremin
● Sean Francis: vocais principais
● Ovidio Catanzano: bateria
● Steph Honde: vocais principais
● Kimmo Pörsti: bateria
● Marco Grieco: teclados, vocais, violão
● Yannick Papail: vocal principal
● Valentina Bruno: vocais de apoio
● Tony Riveryman: guitarra elétrica
● Stefano Vicarelli: teclados
● Steve Unruh: violão, bateria, percussão
● Len Audsley: vocal principal
● Dennis Mahon: vocal principal, teclados
● Hans Jörg Schmitz: bateria
● Michael Manring: Zon Hyperbass
Lançado em outubro de 2025 pela Seacrest Oy Records, "Moby Dick" é o ambicioso segundo álbum solo do baixista italiano Marco Bernard, um dos fundadores do grupo THE SAMURAI OF PROG. O álbum duplo transcende a mera adaptação literária do clássico de Herman Melville para se tornar uma poderosa alegoria moderna.
Musicalmente, a suíte conceitual de seis partes que forma o primeiro CD é um triunfo do Rock Progressivo Sinfônico, evocando a sonoridade mágica e rica dos anos 70, com influências claras de bandas como o GENESIS. Apesar de reunir compositores distintos — como Alessandro Di Benedetti, Octavio Stampalia, Mimmo Ferri e Marco Grieco — e dezenas de músicos gravando de forma remota em vários continentes, a obra flui com uma impressionante coesão narrativa e timbral. Destacam-se momentos de grandeza orquestral em "Loomings", a tensão atmosférica entre teclados e a flauta em "The Quadrant", e o caos rítmico incisivo da batalha em "The Chase". Toda a estrutura é perfeitamente ancorada pelo baixo encorpado, melódico e de muito bom gosto de Bernard, sustentado pela produção de Kimmo Pörsti, que garantiu uma mixagem quente e envolvente. A épica caçada ao cachalote branco simboliza a nossa busca implacável pelo sucesso e ganho pessoal, muitas vezes em detrimento da conexão humana e da empatia. Nesta visão que pede por renovação emocional, o oceano vasto e misterioso espelha o nosso inconsciente coletivo, enquanto a baleia é reimaginada não como um monstro a ser destruído, mas como um guia de sabedoria e um elo vital na corrente da sobrevivência.
O segundo CD, intitulado "Undercover Deux", atua como um contraponto comemorativo que homenageia as maiores raízes e influências musicais de Bernard, apresentando reinterpretações de artistas como RUSH, LED ZEPPELIN, UK, PFM e Al Di Meola. Embora algumas críticas apontem que as versões de standards de Rock clássico possuam resultados vocais mistos, as execuções focadas no Prog e Jazz-Rock são exuberantes, precisas e emocionantes. O trabalho se encerra magistralmente com "Stories of the Sea", uma faixa original que presenteia o ouvinte com um formidável duelo de baixos entre Bernard e o lendário virtuoso Michael Manring.
Embalado pela arte de capa majestosa e repleta de simbolismos do designer Ed Unitsky, "Moby Dick" firma-se como uma obra artesanal e altamente recomendada, equilibrando narrativa dramática, destreza técnica e profunda reflexão sobre a humanidade.
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