País: Itália
Gênero: Rock Progressivo Italiano
Álbum: Finisterre XXV
Ano: 2019
Duração: 67:08
Músicos:
● Stefano Marelli: guitarras (clássica, acústica, elétrica, 12 cordas), vocal principal e de apoio
● Boris Valle: piano, Wurlitzer e órgão
● Agostino Macor: Mellotron, sintetizadores, órgão e glockenspiel
● Fabio Zuffanti: baixo e vocal principal (faixa 7)
● Andrea Orlando: bateria, pandeiro e sinos de vento
Com:
● Osvaldo Loi: violino e viola
● Marco Moro: flauta
● Edmondo Romano: clarinete, sax soprano e ocarina
● Luca Scherani: gaita
● Coro
Lançado para comemorar os 25 anos do disco de estreia homônimo da banda, "Finisterre XXV" é uma celebração monumental da trajetória de um dos nomes mais influentes do Rock Progressivo Italiano (RPI) moderno. Este trabalho não é apenas uma remasterização, mas uma regravação completa e meticulosa de todo o repertório original, utilizando a formação atual do grupo e técnicas de estúdio contemporâneas.
Revisitar um clássico de estreia é sempre um movimento arriscado, mas o FINISTERRE executou essa tarefa com uma maestria rara. O álbum original de 1995, embora aclamado pela crítica, sofria com as limitações de produção da época. Em "Finisterre XXV", a banda consegue "remover o véu" que cobria as composições de Boris Valle, revelando detalhes que antes estavam perdidos em mixagens menos transparentes.
A sonoridade do disco é uma fusão elegante do sinfonismo clássico da PREMIATA FORNERIA MARCONI com a experimentação sombria do KING CRIMSON. A abertura com "Aqua" serve como um prelúdio etéreo que nos joga diretamente em "Asia", uma faixa que agora brilha com guitarras muito mais definidas de Stefano Marelli e um trabalho de teclado luxuriante.
Um dos grandes destaques é a suíte "Συν" (Syn), que com seus mais de 16 minutos, representa o ápice da dinâmica do grupo: alternando passagens pastorais conduzidas pela flauta de Marco Moro com momentos de tensão progressiva onde o baixo de Fabio Zuffanti e a bateria de Andrea Orlando demonstram uma precisão cirúrgica. O experimentalismo de "...Dal Caos..." também ganha vida nova, flertando com o Free Jazz e encerrando-se de forma caótica e fascinante.
Esse lançamento não substitui o original, mas o dignifica. É um item essencial para os amantes do RPI, mostrando que o FINISTERRE continua sendo uma das luzes mais brilhantes do gênero, capaz de olhar para o passado sem ficar preso a ele, entregando uma obra que soa, ao mesmo tempo, nostálgica e revitalizada.
| Fontes pesquisadas |
|---|
|
| Faixas |
|---|
| Nº | Título | Duração |
|---|---|---|
| 01 | Aqua | 02:02 |
| 02 | Asia | 05:30 |
| 03 | Macinaaqua, Macinaluna | 08:14 |
| 04 | ...dal caos | 05:08 |
| 05 | Συν | 16:28 |
| 06 | Isis | 08:30 |
| 07 | Cantoantico | 11:20 |
| 08 | Phaedra | 08:24 |
| 09 | Aqua | 01:32 |
.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Comente e Participe