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segunda-feira, março 30

FINISTERRE ● Finisterre XXV ● 2019

Artista: FINISTERRE
País: Itália
Gênero: Rock Progressivo Italiano
Álbum: Finisterre XXV
Ano: 2019
Duração: 67:08

Músicos:
● Stefano Marelli: guitarras (clássica, acústica, elétrica, 12 cordas), vocal principal e de apoio
● Boris Valle: piano, Wurlitzer e órgão
● Agostino Macor: Mellotron, sintetizadores, órgão e glockenspiel
● Fabio Zuffanti: baixo e vocal principal (faixa 7)
● Andrea Orlando: bateria, pandeiro e sinos de vento


Com:
● Osvaldo Loi: violino e viola
● Marco Moro: flauta
● Edmondo Romano: clarinete, sax soprano e ocarina
● Luca Scherani: gaita
● Coro

Lançado para comemorar os 25 anos do disco de estreia homônimo da banda, "Finisterre XXV" é uma celebração monumental da trajetória de um dos nomes mais influentes do Rock Progressivo Italiano (RPI) moderno. Este trabalho não é apenas uma remasterização, mas uma regravação completa e meticulosa de todo o repertório original, utilizando a formação atual do grupo e técnicas de estúdio contemporâneas.

Revisitar um clássico de estreia é sempre um movimento arriscado, mas o FINISTERRE executou essa tarefa com uma maestria rara. O álbum original de 1995, embora aclamado pela crítica, sofria com as limitações de produção da época. Em "Finisterre XXV", a banda consegue "remover o véu" que cobria as composições de Boris Valle, revelando detalhes que antes estavam perdidos em mixagens menos transparentes.

A sonoridade do disco é uma fusão elegante do sinfonismo clássico da PREMIATA FORNERIA MARCONI com a experimentação sombria do KING CRIMSON. A abertura com "Aqua" serve como um prelúdio etéreo que nos joga diretamente em "Asia", uma faixa que agora brilha com guitarras muito mais definidas de Stefano Marelli e um trabalho de teclado luxuriante.

Um dos grandes destaques é a suíte "Συν" (Syn), que com seus mais de 16 minutos, representa o ápice da dinâmica do grupo: alternando passagens pastorais conduzidas pela flauta de Marco Moro com momentos de tensão progressiva onde o baixo de Fabio Zuffanti e a bateria de Andrea Orlando demonstram uma precisão cirúrgica. O experimentalismo de "...Dal Caos..." também ganha vida nova, flertando com o Free Jazz e encerrando-se de forma caótica e fascinante.

Esse lançamento não substitui o original, mas o dignifica. É um item essencial para os amantes do RPI, mostrando que o FINISTERRE continua sendo uma das luzes mais brilhantes do gênero, capaz de olhar para o passado sem ficar preso a ele, entregando uma obra que soa, ao mesmo tempo, nostálgica e revitalizada.

Fontes pesquisadas
Faixas
Nº   Título Duração 
01 Aqua 02:02
02 Asia 05:30
03 Macinaaqua, Macinaluna   08:14
04 ...dal caos 05:08
05 Συν 16:28
06 Isis 08:30
07 Cantoantico 11:20
08 Phaedra 08:24
09 Aqua 01:32
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