Duração: 77:19
Músicos:
● Justin Hayward: vocais, guitarras
● John Lodge: vocais, baixo
● Mike Pinder: vocais, mellotron, teclados
● Ray Thomas: vocais, flauta, harmônica, percussão
● Graeme Edge: bateria, percussão
Lançado oficialmente apenas em agosto de 2008, "Live at the Isle of Wight 1970" resgata a performance histórica do MOODY BLUES em um dos festivais mais icônicos do século XX, o Festival da Ilha de Wight na Inglaterra. O registro captura a banda no auge de sua criatividade e popularidade, apresentando-se para uma multidão estimada em mais de 600 mil pessoas. Trata-se de um documento sonoro valioso, pois demonstra como o quinteto conseguia reproduzir ao vivo, com impressionante fidelidade e energia, as complexas camadas sonoras de seus discos de estúdio, utilizando o Mellotron de Mike Pinder para emular as orquestrações que definiram o som do grupo.
O festival ocorreu poucas semanas após o lançamento do álbum "A Question of Balance", que marcou uma tentativa da banda de simplificar seus arranjos para facilitar as apresentações ao vivo. A produção do lançamento de 2008 focou em preservar a crueza e a atmosfera do festival, oferecendo aos fãs uma perspectiva autêntica do impacto sonoro que a banda possuía nos palcos europeus da época.
Dentre as faixas presentes na apresentação estão grandes sucessos da "era de ouro", iniciando com a explosiva "Gypsy" e passando por momentos de introspecção melódica como "Tuesday Afternoon" e "Never Comes the Day". A execução de "Nights in White Satin" é um dos pontos altos do registro, evidenciando o alcance vocal de Justin Hayward diante de uma audiência colossal. O álbum encerra com as vibrantes "Legend of a Mind", onde a flauta de Ray Thomas ganha destaque absoluto, e a acelerada "Ride My See-Saw", que tradicionalmente fechava os concertos da banda com uma energia contagiante de Rock & Roll.
Sem dúvida, um dos documentos mais viscerais e autênticos da era de ouro do MOODY BLUES, "Live at the Isle of Wight 1970" captura a banda diante de uma das maiores audiências da história da música. O álbum desmistifica a ideia de que o grupo era estritamente um projeto de estúdio, revelando músicos capazes de entregar performances intensas e tecnicamente precisas sem o suporte de uma orquestra real. É uma peça essencial que imortaliza o ápice do Rock Progressivo sinfônico em seu estado mais puro e monumental.
| Fontes pesquisadas |
|---|
| Faixas |
|---|
| Nº | Título | Duração |
|---|---|---|
| 01 | Gypsy | 03:52 |
| 02 | The Sunset | 04:36 |
| 03 | Tuesday Afternoon | 04:54 |
| 04 | Minstrel's Song | 04:53 |
| 05 | Never Comes the Day | 05:01 |
| 06 | Tortoise and the Hare | 03:50 |
| 07 | Question | 05:41 |
| 08 | Melancholy Man | 05:51 |
| 09 | Are You Sitting Comfortably? | 04:33 |
| 10 | The Dream | 01:00 |
| 11 | Have You Heard (Part 1) | 01:22 |
| 12 | The Voyage | 04:06 |
| 13 | Have You Heard (Part 2) | 02:44 |
| 14 | Nights in White Satin | 05:52 |
| 15 | Legend of a Mind | 09:12 |
| 16 | Ride My See-Saw | 03:51 |
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