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segunda-feira, janeiro 29

ASTURIAS ● Briiliant Steams ● 1990

Artista: ASTURIAS
País: Japão
Gêneros: Symphonic Prog, Eclectic Prog, Ambient Music
Álbum: Brilliant Streams
Ano: 1990
Lançamento: Fevereiro
Gravadora: Crime Records
Duração: 41:32

Músicos:
● Yoh Ohyama: programação de computadores, sintetizador, guitarras acústicas e elétricas, baixo, percussão e arranjos
● Haruhiko Tsuda: guitarra
● Akira Hanamoto: teclados
● Kazumi Sakurai: bateria

Com:
● Yoko Ueno: voz
● Hiromi Sakuma: piano
● Tamami Furuta: piano
● Shunji Inoue: fagote

Lançado em 1990, "Brilliant Streams" é o segundo álbum de estúdio do projeto japonês ASTURIAS, liderado pelo talentoso multi-instrumentista e compositor Yoh Ohyama. Em uma época em que o cenário musical global estava dominado por tendências mais Pop e pelo declínio comercial do Rock Progressivo clássico, Ohyama cravou uma obra-prima de resistência sinfônica e música instrumental de extrema sensibilidade.

Ao contrário do que o rótulo "Neo-Prog" aplicado a banda em certos sites possa sugerir, o som do ASTURIAS neste disco flerta muito mais com as texturas eletrônicas espaciais e a grandiosidade sinfônica de artistas como Mike Oldfield, misturado à tradição de vanguarda japonesa. Ohyama (responsável pelas guitarras, baixo, percussão e sintetizadores) é acompanhado por um baterista fenomenal, Kazumi Sakurai, que garante que a música soe viva e orgânica, equilibrando perfeitamente a programação dos teclados.

O álbum também conta com elementos acústicos primorosos, com destaque para as passagens de piano clássico (por Hiromi Sakuma e Tamami Furuta) e o uso do fagote por Shunji Inoue, o que confere à obra uma qualidade de câmara inegável.

Contando com apenas quatro faixas instrumentais o álbum totaliza cerca de 41 minutos de duração, abrindo com: "Highland" (6:28) e uma claridade cintilante. Como águas geladas de um riacho nas montanhas, a música combina teclados vibrantes e uma percussão rica, criando uma sensação de energia pura que alterna momentos de melancolia serena e pura vitalidade. A faixa seguinte é "Nostalgia" (5:50), com forte base no piano clássico, vozes etéreas (de Yoko Ueno) e sintetizadores atmosféricos, evocando lembranças da infância e sentimentos reconfortantes, sendo o momento mais reflexivo da primeira metade da obra.

"Rogus" (6:36), mostra o lado mais pesado e denso do ASTURIAS, com riffs de guitarra agressivos de Haruhiko Tsuda. É uma faixa tensa, estruturalmente mais intrincada, que serve como ponte perfeita para a monumental suíte de encerramento. "Brilliant Streams" (22:38), é a peça central do álbum, Com mais de 20 minutos de duração. Este épico é uma jornada completa, com seções guiadas pelo violão, passagens dançantes e percussivas, explosões orquestrais em sintetizadores e melodias memoráveis. 

Em resumo, "Brilliant Streams" é uma experiência musical sofisticada, onde a precisão da tecnologia abraça a organicidade das emoções humanas. É uma obra que que pode soar um tanto fria inicialmente devido aos timbres de teclado característicos do fim dos anos 80 e início dos 90, no entanto seu núcleo é profundamente passional e melodicamente rico, indicado para fãs de Prog instrumental E Música Ambiente.

Fontes pesquisadas
Faixas
Nº   Título Duração 
01 Highland 06:26
02 Nostalgia 05:50
03 Rogus 06:36
04Brilliant Streams  22:38

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