País: Suécia
Gênero: Symphonic Prog
Álbum: Darskapens Monotoni
Ano: 2016
Lançamento: Setembro
Gravadora: Foxtrot Records
Duração: 68:18
Músicos:
● Michael Stolt: vocal principal, guitarra e teclados
● Roine Stolt: guitarras, teclados e vocais
● Max Lorentz: teclados e vocais
● Tomas Eriksson: baixo
● Ingemar Bergman: bateria
Com:
● Merit Hemmingson: vocais (faixa 4)
● Otto Åberg: vocais (faixa 6)
● Ludde Lorentz: saxofone (faixa 6)
● Peter Lindberg: steel guitar (faixas 3, 7)
Em 2014, os membros originais do KAIPA, Roine Stolt, Ingemar Bergman (bateria) e Tomas Eriksson (baixo) se reagruparam sob o nome KAIPA DA CAPO para tocar as músicas antigas dos três primeiros álbuns, bem como novas músicas. Para completar a equipe chamaram Mikael Stolt (vocal, guitarra), irmão de Roine, e Max Lorentz nos teclados. Após uma série de shows em 2015, o grupo iniciou a gravação de um novo álbum em junho de 2016. O álbum foi intitulado "Dårskapens Monotoni" (Folly Monotony, em uma tradução literal) e será seguido por uma extensa turnê européia e escandinava no outono. A música segue o tradicional som KAIPA com canções cantadas em sueco.
Roine Stolt, assume o papel de vocalista (além de tocar guitarra e teclado, junto com seu irmão). O membro fundador do KAIPA, Hans Lundin é a única peça que falta, que tem mantido sua "própria" versão da banda desde seu retorno em 2002. Ao se ouvir pela primeira vez "Darskapens Monotoni" (Folly Monotony em sueco), nota-se tudo menos, monotonia. Claro, um álbum com Roine Stolt, se esperava algo bom, mas, é muito muito bom. Musicalmente falando KAIPA DA CAPO lembra THE FLOWER KINGS, é claro. Mas com algumas diferenças: as influências do Folk sueco são mais proeminentes do que em TFK, e o fato de todos os vocais serem cantados em sua língua nativa só aumenta isso. Além disso, as influências do Jazz-Rock que tão frequentemente surgiram na banda principal de Stolt são aqui reduzidas ao mínimo. Mais importante, porém, é o fato de Stolt ter encontrado sua musa novamente, pois, em termos de composição, este é o melhor álbum feito por ele desde que começou o TFK com as obras-primas "Back In The World Of Adventures" e "Retropolis". Como era de se esperar, há muitos solos de guitarra da marca registrada de Stolt, além de vários teclados de som vintage (Hammond Organ, Fender Rhodes, mellotrons, moogs), além de uma seção rítmica muito compacta. Michael Stolt é o que mais surpreende como um cantor muito bom e emotivo que lida com todas as músicas lindamente. Mas nada funcionaria tão bem se as músicas em si não fossem de primeira classe. E são de primeira classe: peças de Rock sinfônico poderosas e inspiradas que dão arrepios na espinha. Nem um único preenchimento pode ser encontrado em todo o álbum. Em um caso raro de equilíbrio de melodias simples com harmonias complexas e arranjos de bom gosto, a banda produziu não apenas um dos melhores lançamentos de 2016, mas um dos melhores álbuns de Prog sinfônico em décadas! Nem uma única nota é desperdiçada. E realmente não é possivel descrever os que se tem ao ouvir essa jóia musical.
É muito difícil apontar um destaque, já que todas as faixas são de primeira linha e emocionantes, mas a maioria dos Proggers provavelmente dirá que a suíte de 17 minutos "Tonerna", com suas várias mudanças de humor e andamento, é o melhor exemplo de quão versátil e inspirado eles eram. A acústica (e encharcada de mellotron) "Spår Av Vår Tid" é outra música brilhante, em um CD cheio de músicas brilhantes. Se você gosta de THE FLOWER KINGS no seu melhor, você vai adorar este álbum!
Faixas:
01. Dårskapens Monotoni (10:32)
02. När Jag Var En Pojk (10:41)
03. Vi Lever Här (6:21)
04. Det Tysta Guldet (10:20)
05. Spår Av Vår Tid (5:43)
06. Tonerna (17:20)
07. Monoliten (7:21)
Discografia:
2016 • Darskapens Monotoni
2017 • Live

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