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segunda-feira, outubro 5

GYPSY ● Gypsy ● 1970

Artista: GYPSY
País: País
Gêneros: Jazz-Rock, Baroque Pop, Hard Rock, Sunshine Pop
Álbum: Gypsy
Ano: 1970
Lançamento: Agosto
Gravadora: Metromedia Records
Duração: 67:14

Músicos:
● Enrico Rosenbaum: guitarra, vocais e percussão
● James Walsh: teclados, vocais e percussão
● James C. Johnson: guitarra e vocais
● Jay Epstein: bateria
● Doni Larson: baixo

Músicos Convidados:
● Preston Epps: percussão
● Jimmie Haskell: arranjos de cordas
● James SK Wān: flauta de bambu

Lançado em 1970, "Gypsy" é o primeiro álbum da banda norte-americana GYPSY e já chama atenção pela dimensão de sua proposta: um LP duplo com 13 faixas, registrado no Devonshire Studios, em North Hollywood. O grupo havia desenvolvido uma sonoridade mais pesada e complexa a partir de suas experiências anteriores, incorporando elementos de Rock Progressivo a uma base que também dialogava com o Soul, a Psicodelia, o Jazz e o Rock de orientação mais comercial. A produção ficou a cargo de James Walsh, Enrico Rosenbaum e Glen Pace, enquanto a presença de teclados, duas guitarras, baixo, bateria e percussão conferia ao conjunto uma sonoridade particularmente ampla para um álbum de estreia.

A abertura com "Gypsy Queen, Part I" e "Gypsy Queen, Part II" apresenta imediatamente uma das principais características do trabalho: a combinação de órgão, guitarras, vocais harmonizados e uma seção rítmica vigorosa. A faixa tornou-se o maior destaque comercial do álbum, chegando ao número 64 da parada da Billboard, mas o repertório vai muito além dela. "Man of Reason", "Dream If You Can" e "Late December" alternam passagens melódicas e momentos de maior intensidade, enquanto "The Third Eye" evidencia o trabalho de James Walsh nos teclados. "Decisions", com mais de oito minutos, permite ao grupo explorar uma estrutura mais extensa, e a diversidade de arranjos mostra uma banda que não estava interessada em limitar sua música a um único formato.

No segundo disco, a amplitude da proposta fica ainda mais evidente. "Here in My Loneliness", "More Time" e "The Vision" percorrem diferentes atmosferas antes de "Dead and Gone", uma das composições mais longas do álbum, conduzir o repertório para um terreno mais expansivo. A presença de Preston Epps na percussão, dos arranjos de cordas de Jimmie Haskell e da flauta de bambu de James SK Wān acrescenta cores incomuns à formação básica. Essa combinação ajuda a explicar as comparações feitas ao grupo com SANTANA, especialmente pela utilização de elementos latinos, guitarras e percussão, embora o álbum também apresente características associadas ao Rock Progressivo e à tradição vocal do Pop/Rock norte-americano.

Apesar de "Gypsy Queen" ter sido o principal cartão de visitas do grupo, "Gypsy" funciona melhor quando compreendido como uma obra de conjunto. O formato duplo permitiu que a banda desenvolvesse uma quantidade considerável de material sem ficar presa à duração convencional dos singles, e faixas como "Decisions", "The Vision" e "Dead and Gone" mostram justamente essa disposição para trabalhar com estruturas mais longas. O álbum alcançou a 44ª posição na parada de álbuns Pop da Billboard, mas não transformou a GYPSY em uma das grandes forças comerciais de sua geração. Em retrospecto, permanece como um registro particularmente representativo da passagem do final dos anos 60 para o início dos anos 70, quando o Rock norte-americano incorporava novas texturas, estruturas e influências, e como um dos trabalhos mais interessantes do chamado Rock Progressivo norte-americano daquele período.

Fontes pesquisadas
Faixas
Nº   Título Duração 
01 Gypsy Queen Part I 04:21
02 Gypsy Queen Part II 02:33
03 Man of Reason 02:59
04 Dream If You Can 02:48
05 Late December 04:12
06 The Third Eye 04:55
07 Decisions 08:16
08 I Was So Young 04:00
09 Here in My Loneliness 03:10
10 More Time 05:35
11 The Vision 07:30
12 Dead and Gone 11:07
13 Tomorrow Is the Last to Be Heard   05:48
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