País: Espanha
Gênero: Jazz-Rock, Cantebury Sound
Álbum: Quiet Euphoria
Ano: 2023
Duração: 40:07
Músicos:
● Alberto Villarroya López: baixo, guitarra, teclado, composições
● Ricardo Castro Varela: piano, piano elétrico, órgão Hammond, arranjos
● IagoMouriño: piano, piano elétrico, Moog, órgão Hammond
● Fernando Lamas: bateria e percussão
● PabloAñón: saxofone tenor, clarinete alto
● Dubi Baamonde: saxofone soprano, flauta
● Rubén Salvador: trompete, flugelhorn
● Israel Arranz: vibrafone
Terceiro álbum de estúdio da banda galega AMOEBA SPLIT, "Quiet Euphoria" representa um dos trabalhos mais sofisticados da trajetória da banda. Lançado após um intervalo de sete anos em relação a "Second Split", o disco reafirma a ligação do grupo com a cena de Canterbury Scene, mas amplia suas fronteiras em direção ao Jazz-Rock, Fusion, Avant-Jazz e elementos de música experimental. A formação de oito músicos permite uma paleta sonora particularmente rica, reunindo dois tecladistas, seção de sopros, vibrafone e uma sólida base de baixo, guitarra, bateria e percussão. O resultado é um álbum essencialmente instrumental, no qual composição e improvisação convivem de maneira orgânica.
A faixa-título, "Quiet Euphoria", abre o álbum com piano e uma atmosfera inicialmente contemplativa, antes de incorporar baixo, bateria, metais e vibrafone em uma construção de forte caráter jazzístico. "Shaping Shadows" segue por caminhos mais delicados e pastorais, enquanto "The Inner Driving Force" apresenta uma faceta mais inquieta, com linhas de baixo, teclados e sopros dialogando em estruturas que remetem ao SOFT MACHINE. "Divide and Conquer", mais curta, concentra a energia do grupo em pouco mais de três minutos, com sintetizadores e ritmos marcantes. Já "Thrown to the Lions" talvez seja o momento mais imediatamente envolvente do disco, combinando groove, baixo elétrico, teclados, flauta e saxofone, enquanto "No Time for Lullabies", com mais de onze minutos, encerra o trabalho de maneira mais livre, atmosférica e experimental.
O grande mérito de "Quiet Euphoria" está justamente no equilíbrio entre complexidade e espontaneidade. Apesar da evidente herança de nomes como SOFT MACHINE, CARAVAN, HATFIELD AND THE NORTH e Frank Zappa, a AMOEBA SPLIT não soa como simples reprodução do Canterbury clássico: há uma identidade própria construída através da combinação de vibrafone, Hammond, Moog, piano elétrico, flauta, clarinete e uma seção de metais pouco comum no rock progressivo. A produção também favorece essa característica, mantendo cada instrumento claramente audível e permitindo que os arranjos respirem. É um disco que recompensa audições atentas e que coloca a AMOEBA SPLIT entre os nomes mais interessantes do Jazz-Rock Progressivo contemporâneo, funcionando simultaneamente como homenagem à tradição e como uma releitura criativa dela.
| Fontes pesquisadas |
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| Faixas |
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| Nº | Título | Duração |
|---|---|---|
| 01 | Quiet Euphoria | 07:18 |
| 02 | Shaping Shadows | 05:20 |
| 03 | The Inner Driving Force | 05:59 |
| 04 | Divide and Conquer | 03:02 |
| 05 | Thrown to the Lions | 07:23 |
| 06 | No Time for Lullabies | 11:05 |
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