País: Brasil
Gêneros: Symphonic Metal, Power Metal, Prog-Metal, Heavy Metal
Álbum: Fireworks
Ano: 1998
Lançamento: Julho
Gravadora: Lucretia Records
Duração: 57:33
Músicos:
● Andre Matos: vocais e teclados
● Kiko Loureiro: guitarras e vocais de apoio
● Rafael Bittencourt: guitarras e vocais de apoio
● Luís Mariutti: baixo
● Ricardo Confessori: bateria e percussão
Lançado em julho de 1998, "Fireworks" é o terceiro álbum de estúdio do ANGRA e representa um momento de intensa transição e o encerramento de um ciclo histórico para o grupo. Marcado por profundas tensões internas e divergências criativas, o disco foi o último a contar com a icônica formação que incluía o vocalista Andre Matos, o baixista Luís Mariutti e o baterista Ricardo Confessori, culminando na posterior ruptura que daria origem à banda SHAMAN. A atmosfera nos bastidores era tão fragmentada que Matos chegou a escrever suas composições em isolamento durante a pré-produção, evidenciando um distanciamento entre os membros que inevitavelmente se refletiu na sonoridade e na estrutura da obra.
Musicalmente, a obra marca um distanciamento intencional das experimentações etnomusicológicas e dos complexos ritmos brasileiros que consagraram o antecessor "Holy Land". Em busca de uma sonoridade mais pesada, direta e enraizada no Heavy Metal tradicional e no Metal Neoclássico, o ANGRA recrutou o experiente produtor britânico Chris Tsangarides, conhecido por trabalhos com JUDAS PRIEST e THIN LIZZY. Gravado em Londres, o álbum adotou uma abordagem muito mais crua, com a banda tocando as músicas ao vivo no estúdio para capturar o groove natural da seção rítmica. Para elevar a grandiosidade épica sem depender de sintetizadores, os arranjos clássicos contaram com uma orquestra de cordas de 26 peças tocando ao vivo, gravada no lendário Abbey Road Studio 2 sob a regência de Graham De Wilde.
A fragmentação da banda resultou em uma clara divisão estilística no repertório de "Fireworks: de um lado, estão as composições altamente melódicas, sinfônicas e guiadas pelo piano de André Matos, como o marcante single "Lisbon" e "Wings of Reality"; do outro, faixas mais velozes, agressivas e focadas na técnica das guitarras de Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt, como "Metal Icarus" e "Speed". Apesar dessa polarização, o álbum conquistou as paradas na França e no Japão e impulsionou uma massiva turnê mundial com passagens pelo festival Monsters of Rock e shows ao lado de Bruce Dickinson, consolidando-se como uma despedida poderosa e digna da primeira fase de ouro do ANGRA.
| Fontes pesquisadas |
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| Faixas |
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| Nº | Título | Duração |
|---|---|---|
| 01 | Wings of Reality | 05:55 |
| 02 | Petrified Eyes | 06:05 |
| 03 | Lisbon | 05:12 |
| 04 | Metal Icarus | 06:24 |
| 05 | Paradise | 07:38 |
| 06 | Mystery Machine | 04:11 |
| 07 | Fireworks | 06:20 |
| 08 | Extreme Dream | 04:16 |
| 09 | Gentle Change | 05:35 |
| 10 | Speed | 05:57 |
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