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sábado, junho 13

ANGRA ● Angels Cry ● 1993

Artista: ANGRA
País: Brasil
Gêneros: Symphonic Metal, Power Metal, Prog-Metal, Heavy Metal
Álbum: Angels Cry
Ano: 1993
Lançamento: Outubro
Gravadora: Eldorado Records
Duração: 55:37

Músicos:
● André Matos: vocais principais, teclados e piano
● Kiko Loureiro: guitarras (solo e base)
● Rafael Bittencourt: guitarras (solo e base)
● Luís Mariutti: baixo

Músicos Convidados:
● Alex Holzwarth: bateria e percussão em quase todo o álbum (exceto a faixa 7)
● Thomas Nack: bateria (faixa 7)
● Kai Hansen: guitarra solo (faixa 6)
● Dirk Schlächter: guitarra solo (faixa 6)
● Sascha Paeth: guitarras acústica e solo (aixa 6)

Lançado em outubro de 1993, "Angels Cry", é o álbum de estreia da banda brasileira ANGRA, um trabalho que redefiniu o Metal Melódico mundial ao demonstrar um domínio técnico de altíssimo nível. Gravado na Alemanha em um ambiente inusitado — um antigo bunker da Segunda Guerra Mundial sem janelas, luz ou ventilação natural —, o disco superou conflitos de formação e tensões de produção para entregar uma sonoridade inovadora.

A principal força de "Angels Cry" reside na forma como a banda vai além dos teclados superficiais, utilizando obras da Música Clássica como verdadeiros motores estruturais para o Speed Metal. O álbum exibe um trabalho impressionante, unindo a performance vocal operística de Andre Matos com a virtuosidade das guitarras de Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt. Exemplos perfeitos dessa fusão neoclássica incluem a faixa-título, que incorpora o "Caprice No. 24" de Niccolò Paganini em seu solo de guitarra, e "Evil Warning", que traz um arranjo de "Inverno", da obra As Quatro Estações de Antonio Vivaldi. A obra ainda se destaca por introduzir ritmos nordestinos brasileiros em "Never Understand" e por uma inusitada versão de "Wuthering Heights", da cantora Pop Kate Bush.

O impacto de "Angels Cry" foi imediato e duradouro, consagrando o Angra tanto no Brasil quanto no exterior, com destaque para o Japão, onde o álbum vendeu mais de 100 mil cópias e dominou premiações de revistas especializadas. A capacidade do grupo de misturar o ritmo acelerado do Power Metal com harmonias progressivas e texturas eruditas transformou o lançamento em um divisor de águas que abriu as portas para muitas outras bandas da América Latina na cena global. Consolidado como um pilar do gênero, o disco não apenas catapultou a banda ao estrelato, mas também deixou um legado musical inegável, que influenciou profundamente bandas europeias e continua a inspirar o Heavy Metal Sinfônico em todo o mundo.

Fontes pesquisadas
  • Wikpedia
  • Rate Your Music
  • Metal archives
  • Eentrevista de Andre Matos ao Metal Meltdown com o Dr. Metal.
  • Entrevista de Andre Matos para Ram Samudrala, onde discute a concepção de "Holy Land".
  • Entrevista de Andre Matos para o portal Wikimetal, comentando sua carreira, o trabalho solo "The Turn of the Lights" e a reunião do Viper.
  • Artigo de blog no WordPress intitulado "My Inspiring Band no.3 : Angra"
Faixas
Nº   Título Duração 
01 Unfinished Allegro (Instrumental) 01:15
02 Carry On 05:03
03 Time 05:54
04 Angels Cry 06:47
05 Stand Away 04:55
06 Never Understand 07:48
07 Wuthering Heights 04:38
08 Streets of Tomorrow 05:03
09 Evil Warning 06:39
10 Lasting Child (i. The Parting Worlds / ii. Renaissance)   07:35
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