País: Reino Unido
Gêneros: Eclectic Prog, Pop, Pop Rock, Art-Rock
Álbum: Crisis? What Crisis?
Ano: 1975
Lançamento: Abril
Gravadora: A & M Records
Duração: 43:25
Músicos:
● Rick Davies: vocais, piano, piano elétrico, órgão, sintetizadores, clavinete e escaleta (melodica).
● Roger Hodgson: vocais, violão de 12 cordas, guitarra elétrica, piano, sintetizadores e harmônio (pump organ).
● John Helliwell: saxofones, clarinetes e vocais de apoio
● Dougie Thomson: baixo
Lançado em novembro de 1975, "Crisis? What Crisis?" é o quarto álbum de estúdio da banda britânica SUPERTRAMP e carrega o difícil fardo de ser o sucessor do aclamado "Crime of the Century". Pressionados pela gravadora A&M para entregar um novo trabalho rapidamente após o sucesso estrondoso de seu antecessor, os vocalistas e compositores Rick Davies e Roger Hodgson entraram em estúdio sem uma visão coesa ou um conceito definido. Hodgson relatou que, nesta época, eles já compunham suas músicas de forma inteiramente separada, embora os créditos finais fossem divididos no formato da dupla. Essa urgência obrigou a banda a resgatar material que havia sobrado de sessões anteriores e a escrever novas músicas diretamente no estúdio, resultando em um trabalho que, num primeiro momento, foi visto por alguns como improvisado e fragmentado.
Musicalmente, no entanto, "Crisis? What Crisis?" representa uma transição fascinante das texturas mais épicas do Rock Progressivo para melodias Pop mais acessíveis. Embora não tenha produzido grandes sucessos arrebatadores para as rádios como os álbuns que viriam a seguir, a obra brilha por suas fusões originais de Prog-Rock, Jazz, R&B e Soul. A introdução do disco com faixas mais focadas nas guitarras e violões, como "Easy Does It" e "Sister Moonshine", contrasta com os arranjos predominantemente focados em piano do disco anterior. Além disso, Roger Hodgson pontuou que suas composições neste disco, como as altamente autobiográficas, refletiam intensamente seus questionamentos pessoais, isolamento e espiritualidade.
A capa do álbum e seu título são elementos icônicos que oferecem uma profunda crítica social aliada ao sarcasmo. Concebida por Rick Davies, a arte brilhante de fotomontagem mostra um homem relaxando de forma alienada sob um guarda-sol de praia, contrastando com um horizonte industrial cinzento e desolado retratado no País de Gales. Inspirado em uma frase do filme "O Dia do Chacal" e também no cenário conturbado de greves da indústria do carvão e da crise econômica britânica nos anos 70, o conceito visual transformou-se em uma poderosa metáfora sobre a apatia ocidental e a capacidade humana de ignorar o colapso humanitário, a dor e a pobreza ao nosso redor.
Apesar de uma recepção inicial modesta e dividida por parte da crítica da época, o tempo provou o real valor de "Crisis? What Crisis?", elevando-o ao patamar de joia subestimada e essencial na discografia do SUPERTRAMP. Com o passar das décadas, o disco passou a ser reverenciado por sua complexidade sutil e produção impecável. Mais recentemente, reedições audiófilas — como a elogiada prensagem em vinil de 180 gramas remasterizada com a técnica half-speed nos estúdios Abbey Road — comprovaram a atemporalidade das fitas originais, destacando um som altamente nítido, vocais calorosos e graves robustos que ainda encantam puristas e novos fãs.
| Fontes pesquisadas |
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| Faixas |
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| Nº | Título | Duração |
|---|---|---|
| 01 | Easy Does It | 02:19 |
| 02 | Sister Moonshine | 05:15 |
| 03 | Ain't Nobody but Me | 05:14 |
| 04 | A Soapbox Opera | 04:54 |
| 05 | Another Man's Woman | 06:15 |
| 06 | Lady | 05:26 |
| 07 | Poor Boy | 05:07 |
| 08 | Just a Normal Day | 04:02 |
| 09 | The Meaning | 05:23 |
| 10 | Two of Us | 03:26 |
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