País: Brasil
Gêneros:
Álbum: Som Imaginário
Ano: 1970
Lançamento: Dezembro
Gravadora: Odeon Records
Duração: 32:40
Músicos:
● Zé Rodrix: órgão, ocarina, flauta, cravo, vocais
●Frederyko (ou Frederiko): guitarra solo e vocais
● Tavito: violão clássico, guitarra base e de 12 cordas, vocais
● Wagner Tiso: piano, órgão, cravo e vocais
● Luiz Alves: baixo
● Robertinho Silva: bateria e percussão
Considerado um artefato de transição fundamental na música brasileira, o álbum de estreia autointitulado da banda SOM IMAGINÁRIO, lançado em 1970 pela gravadora Odeon, serve como uma ponte entre a Tropicália do final dos anos 1960 e o som regional de Minas Gerais que viria a formar o célebre coletivo Clube da Esquina.
Musicalmente, o disco apresenta um som expansivo e experimental que mistura Rock Psicodélico, Rock Progressivo, Pop vanguardista e Rock rural. O álbum consegue equilibrar faixas curtas focadas em vocais com arranjos instrumentais bastante sofisticados. O trabalho se destaca por ter um som incrivelmente inovador para a época, com guitarras pesadas e viagens astrais psicodélicas ao estilo PINK FLOYD, conseguindo bater de frente com o que era produzido por bandas de Rock nos EUA e no Reino Unido. A presença de Zé Rodrix influenciou muito esse período, injetando uma sensibilidade Pop excêntrica que contrastava com a formação clássica do pianista Wagner Tiso.
O repertório do álbum introduziu canções que se tornaram seminais para o cânone da Música Popular Brasileira (MPB), como "Feira Moderna", escrita por Beto Guedes, Fernando Brant e Lô Borges, música sintetizou a assinatura harmônica que definiria o Clube da Esquina. "Tema dos Deuses" é uma composição de Milton Nascimento. "Morse" e "Super-God", são faixas que demonstram o uso lúdico do órgão e da ocarina lado a lado com solos de guitarra distorcidos, "Sábado" e "Nepal" foram escritas pelo guitarrista Frederyko.
Contando com colaborações de peso, como o percussionista Naná Vasconcelos e o próprio Milton Nascimento, que contribuiu com vocais principais e de apoio em algumas faixas, o álbum foi gravado nos estúdios da Odeon no Rio de Janeiro, com direção de arte e produção de Mário Marcio M. Drumond e supervisão de gravação de Geraldo Costa. Originalmente o disco contou com versões Mono e Estéreo, e se tornou um dos registros mais cobiçados da história do Rock Psicodélico brasileiro.
Atualmente, prensagens originais da época são itens raríssimos e altamente valorizados no mercado de colecionadores, alcançando valores que ultrapassam os 400 dólares.
| Fontes pesquisadas |
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| Faixas |
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| Nº | Título | Duração |
|---|---|---|
| 01 | Morse | 03:34 |
| 02 | Super-God | 03:09 |
| 03 | Tema Dos Deuses | 02:53 |
| 04 | Make Believe Waltz | 02:22 |
| 05 | Pantera | 03:39 |
| 06 | Sábado | 02:45 |
| 07 | Nepal | 05:02 |
| 08 | Feira Moderna | 03:45 |
| 09 | Hey, Man! | 03:00 |
| 10 | Poison | 02:31 |
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