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terça-feira, maio 26

SOM IMAGINÁRIO ● Matança do Porco ● 1973

Artista: SOM IMAGINÁRIO
País: Brasil
Gêneros: Jazz-Rock, Psychedelic Rock
Álbum: Matança do Porco
Ano: 1973
Lançamento: Julho
Gravadora: EMI/Odeon Records
Duração: 35:48

Músicos:
● Tavito: violão clássico de 12 cordas
● Wagner Tiso: teclados
● Luiz Alves: baixo
● Robertinho Silva: bateria e percussão

Terceiro e último álbum de estúdio do grupo SOM IMAGINÁRIO, "Matança do Porco", lançado em 1973 pela gravadora Odeon e é amplamente considerado o ápice da produção de estúdio da banda. 

Neste disco, o tecladista Wagner Tiso assumiu o controle como o principal compositor, arranjador e diretor musical da banda, compondo quase todas as faixas. Os teclados de Tiso se tornaram a âncora harmônica do grupo, afastando a banda das pesadas jams de guitarra psicodélica dos álbuns anteriores e direcionando o som para um estilo sofisticado de Jazz -Fusion cinematográfico e Música Clássica Progressiva, o que lhes rendeu comparações com bandas como AZYMUTH e RETURN TO FOREVER.

A formação principal da banda foi reduzida a um quarteto composto por Wagner Tiso (teclados), Tavito (violão de 12 cordas), Luiz Alves (baixo) e Robertinho Silva (bateria). No entanto, a sonoridade do álbum alcançou uma escala grandiosa graças à colaboração com a Orquestra Odeon, que forneceu arranjos sinfônicos densos conduzidos por grandes nomes como Arthur Verocai, Maestro Gaya e Paulo Moura. Além da orquestra, o disco contou com participações de convidados como o guitarrista Fredera (Frederyko), Chiquito Braga, o percussionista Chico Batera e o flautista Danilo Caymmi.

O grande destaque do álbum é a épica faixa-título de 11 minutos, "A Matança do Porco". Esta suíte de vários movimentos serviu como uma crítica dramática e metafórica à violência patrocinada pelo Estado durante a ditadura militar brasileira*. Para expressar sua dor política de forma complexa e ainda assim conseguir driblar a rígida censura do governo, a banda evitou o uso de letras que pudessem ser barradas; em vez disso, utilizaram vocalizações operísticas e sem palavras, executadas de forma brilhante por Milton Nascimento e pelo grupo GOLDEN BOYS

Gravado nos estúdios da Odeon no Rio de Janeiro com a produção de Milton Miranda, o álbum apresentou uma capa criada pelo fotógrafo Rubens Maia. A fotografia abstrata e expressiva da arte da capa espelhava perfeitamente a natureza dramática e de alto conceito da música produzida neste disco. Com essa obra, o SOM IMAGINÁRIO consolidou o uso de seu virtuosismo instrumental para manter a liberdade criativa e exercer uma resistência contracultural no Brasil.

Fontes pesquisadas
Faixas
Nº   Título Duração 
01 Armina 05:46
02 A-3 03:11
03 Armina (vinheta 1) 00:45
04 A (Nova Estrela) n° 2    06:41
05 A Matança do Porco 11:08
06 Armina (vinheta 2) 00:33
07 Bolero 03:11
08 Mar Azul 03:48
09 Armina (vinheta 3) 00:45
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