País: Reino Unido
Gêneros: Eclectic Prog, Symphonic Prog
Álbum: Woodcut
Ano: 2026
Lançamento: Março
Gravadora: InsideOut Records
Duração: 65:47
Músicos:
● Alberto Bravin: vocal principal, violão, teclados
● Gregory Spawton: baixo, pedais Bass, violão de 12 cordas
● Rikard Sjöblom: guitarras, teclados, vozes
● Nick D'Virgilio: bateria, percussão, vozes
● Dave Foster: guitarras
● Oskar Holldorff: teclados, vozes
● Clare Lindley: violino, vozes
Lançado em 13 de março de 2026, "Woodcut" consolida a nova era do BIG BIG TRAIN com uma maturidade impressionante. Este trabalho sucede o aclamado "The Likes Of Us" (2024) e aprofunda a sonoridade sinfônica que tornou o grupo uma referência no progressivo moderno. Gravado majoritariamente no prestigiado Real World Studios, o álbum traz uma produção impecável que equilibra a complexidade dos arranjos de metais e cordas com a sensibilidade melódica característica da banda. Sob a liderança veterana de Gregory Spawton, o disco explora temas de memória, artesanato e a passagem do tempo, evocando imagens bucólicas da paisagem inglesa.
O vocalista italiano Alberto Bravin entrega aqui sua performance mais segura e emocionante até o momento, mostrando-se plenamente integrado à identidade do grupo. Em faixas como "The Old Elm Tree", sua voz se entrelaça perfeitamente com os vocais de apoio de Nick D'Virgilio e Oskar Holldorff, criando aquelas harmonias ricas que remetem aos tempos áureos do GENESIS. A instrumentação é de um virtuosismo elegante, onde o violino de Clare Lindley e os sopros da BIG BIG TRAIN BRASS BAND adicionam camadas de textura que elevam o som para além do Rock convencional, flertando com a Música Clássica e o Folk contemporâneo.
O álbum é estruturado em torno de narrativas que celebram o trabalho manual e a conexão com a terra. A faixa-título, "Woodcut", é uma suíte de dez minutos que detalha o processo de gravura em madeira como uma metáfora para a construção da própria vida. As guitarras de Dave Foster e Rikard Sjöblom alternam entre dedilhados delicados e solos expansivos, enquanto a seção rítmica composta por Spawton e D'Virgilio demonstra por que é considerada uma das mais sólidas do gênero, conduzindo as mudanças de tempo com uma fluidez quase orgânica."Endless Green", a peça de encerramento, é o coração épico do disco, estendendo-se por quase quinze minutos. É um deleite para os fãs de Rock Progressivo clássico, repleta de passagens de Mellotron, solos de sintetizadores inspirados e uma dinâmica crescente que culmina em um final apoteótico. A inclusão dos teclados de Oskar Holldorff, que traz uma influência nórdica sutil herdada de seu trabalho no DIMGRAY, injeta um frescor interessante à sonoridade tradicionalmente inglesa da banda, resultando em uma mistura que soa simultaneamente nostálgica e inovadora.
Em suma, "Woodcut" é um testemunho da resiliência e da evolução constante do BIG BIG TRAIN. O grupo consegue honrar seu passado enquanto caminha para o futuro com confiança, entregando um álbum que é tanto uma jornada intelectual quanto uma experiência emocional profunda. Para os admiradores de um som pastoral, majestoso e tecnicamente impecável, "Woodcut" é, sem dúvida, um dos pontos altos do ano e uma adição essencial à coleção de qualquer entusiasta do som de Canterbury e do Rock Progressivo Sinfônico.
| Fontes pesquisadas |
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| Faixas |
|---|
| Nº | Título | Duração |
|---|---|---|
| 01 | Inkwell Black | 00:56 |
| 02 | The Artist | 07:16 |
| 03 | The Lie of the Land | 02:55 |
| 04 | The Sharpest Blade | 04:16 |
| 05 | Albion Press | 05:46 |
| 06 | Arcadia | 05:46 |
| 07 | Second Press | 00:37 |
| 08 | Warp and Weft | 03:45 |
| 09 | Chimaera | 05:37 |
| 10 | Dead Point | 05:28 |
| 11 | Light without Heat | 03:22 |
| 12 | Dreams in Black and White | 02:34 |
| 13 | Cut and Run | 06:19 |
| 14 | Hawthorn White | 01:54 |
| 15 | Counting Stars | 05:40 |
| 16 | Last Stand | 03:34 |
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