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domingo, março 22

BIG BIG TRAIN ● Woodcut ● 2026

Artista: BIG BIG TRAIN
País: Reino Unido
Gêneros: Eclectic Prog, Symphonic Prog
Álbum: Woodcut
Ano: 2026
Lançamento: Março
Gravadora: InsideOut Records
Duração: 65:47

Músicos:
● Alberto Bravin: vocal principal, violão, teclados
● Gregory Spawton: baixo, pedais Bass, violão de 12 cordas
● Rikard Sjöblom: guitarras, teclados, vozes
● Nick D'Virgilio: bateria, percussão, vozes
● Dave Foster: guitarras
● Oskar Holldorff: teclados, vozes
● Clare Lindley: violino, vozes

Lançado em 13 de março de 2026, "Woodcut" consolida a nova era do BIG BIG TRAIN com uma maturidade impressionante. Este trabalho sucede o aclamado "The Likes Of Us" (2024) e aprofunda a sonoridade sinfônica que tornou o grupo uma referência no progressivo moderno. Gravado majoritariamente no prestigiado Real World Studios, o álbum traz uma produção impecável que equilibra a complexidade dos arranjos de metais e cordas com a sensibilidade melódica característica da banda. Sob a liderança veterana de Gregory Spawton, o disco explora temas de memória, artesanato e a passagem do tempo, evocando imagens bucólicas da paisagem inglesa.

O vocalista italiano Alberto Bravin entrega aqui sua performance mais segura e emocionante até o momento, mostrando-se plenamente integrado à identidade do grupo. Em faixas como "The Old Elm Tree", sua voz se entrelaça perfeitamente com os vocais de apoio de Nick D'Virgilio e Oskar Holldorff, criando aquelas harmonias ricas que remetem aos tempos áureos do GENESIS. A instrumentação é de um virtuosismo elegante, onde o violino de Clare Lindley e os sopros da BIG BIG TRAIN BRASS BAND adicionam camadas de textura que elevam o som para além do Rock convencional, flertando com a Música Clássica e o Folk contemporâneo.

O álbum é estruturado em torno de narrativas que celebram o trabalho manual e a conexão com a terra. A faixa-título, "Woodcut", é uma suíte de dez minutos que detalha o processo de gravura em madeira como uma metáfora para a construção da própria vida. As guitarras de Dave Foster e Rikard Sjöblom alternam entre dedilhados delicados e solos expansivos, enquanto a seção rítmica composta por Spawton e D'Virgilio demonstra por que é considerada uma das mais sólidas do gênero, conduzindo as mudanças de tempo com uma fluidez quase orgânica."Endless Green", a peça de encerramento, é o coração épico do disco, estendendo-se por quase quinze minutos. É um deleite para os fãs de Rock Progressivo clássico, repleta de passagens de Mellotron, solos de sintetizadores inspirados e uma dinâmica crescente que culmina em um final apoteótico. A inclusão dos teclados de Oskar Holldorff, que traz uma influência nórdica sutil herdada de seu trabalho no DIMGRAY, injeta um frescor interessante à sonoridade tradicionalmente inglesa da banda, resultando em uma mistura que soa simultaneamente nostálgica e inovadora.

Em suma, "Woodcut" é um testemunho da resiliência e da evolução constante do BIG BIG TRAIN. O grupo consegue honrar seu passado enquanto caminha para o futuro com confiança, entregando um álbum que é tanto uma jornada intelectual quanto uma experiência emocional profunda. Para os admiradores de um som pastoral, majestoso e tecnicamente impecável, "Woodcut" é, sem dúvida, um dos pontos altos do ano e uma adição essencial à coleção de qualquer entusiasta do som de Canterbury e do Rock Progressivo Sinfônico.

Faixas
Nº   Título Duração 
01 Inkwell Black 00:56
02 The Artist 07:16
03 The Lie of the Land 02:55
04 The Sharpest Blade 04:16
05 Albion Press 05:46
06 Arcadia 05:46
07 Second Press 00:37
08 Warp and Weft 03:45
09 Chimaera 05:37
10 Dead Point 05:28
11 Light without Heat 03:22
12 Dreams in Black and White   02:34
13 Cut and Run 06:19
14 Hawthorn White 01:54
15 Counting Stars 05:40
16 Last Stand 03:34
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