País: Reino Unido
Gêneros: Eclectic Prog, Space Prog, Psychdelic Prog
Álbum: The Final Cut
Ano: 1983
Lançamento: Março
Gravadora: Harvest/EMI/Columbia/CBS
Duração: 46:18
Músicos:
● Roger Waters: vocais, baixo, sintetizadores, guitarra acústica
● David Gilmour: guitarras, vocais em "Not Now John"
● Nick Mason: bateria, percussão
● Michael Kamen: piano, harmônio
● Andy Bown: órgão hammond
● Ray Cooper: percussão
● Raphael Ravenscroft: saxofone tenore
Lançado em março de 1983, "The Final Cut" é o décimo segundo álbum de estúdio do PINK FLOYD e o último a contar com a participação de Roger Waters. O disco foi gravado em um período de fragmentação total da banda, funcionando praticamente como um projeto solo de Waters, que assina todas as composições e letras. A produção, realizada em diversos estúdios na Inglaterra, é notável pelo uso pioneiro da tecnologia de gravação holofônica, que cria um efeito sonoro tridimensional imersivo. O conceito é profundamente pessoal e político, servindo como um réquiem para o sonho do pós-guerra e uma crítica feroz à Guerra das Malvinas e ao governo de Margaret Thatcher.
A ausência do tecladista Richard Wright, demitido durante as sessões do álbum anterior, resultou em uma sonoridade mais focada em orquestrações e efeitos sonoros do que em texturas de sintetizadores. A tensão entre Waters e David Gilmour atingiu seu ápice durante a produção, com Gilmour expressando abertamente seu descontentamento com a qualidade de algumas faixas que haviam sido descartadas de trabalhos anteriores. Esta atmosfera de conflito transparece em uma obra melancólica e introspectiva que divide opiniões até hoje sobre ser um disco do PINK FLOYD ou um prefácio da carreira solo de Waters.
O álbum inicia com "The Post War Dream" e a densa "Your Possible Pasts", estabelecendo o tom antibélico da obra. O repertório segue com as curtas "One of the Few" e "The Hero's Return", que precedem a emotiva "The Gunners Dream" e a cinematográfica "Paranoid Eyes". A segunda metade do disco é marcada por "Get Your Filthy Hands Off My Desert", "The Fletcher Memorial Home" — uma sátira a líderes mundiais — e "Southampton Dock". O álbum ganha força com a agressiva "Not Now John", única faixa com vocais principais de Gilmour, e encerra-se com as reflexivas "The Final Cut" e "Two Suns in the Sunset", que aborda o medo de um holocausto nuclear através de um arranjo de saxofone melancólico.
Lançamento polêmico até os dias atuais, "The Final Cut" é frequentemente descrito como um álbum de "ame ou odeie" devido à sua natureza lírica densa e à redução dos elementos instrumentais coletivos. A crítica especializada valoriza a coragem temática de Waters e a engenharia de som impecável, embora aponte o desequilíbrio criativo dentro do grupo na época. "The Final Cut" é um documento fiel do fim de uma era, capturando a transição do PINK FLOYD de um quarteto colaborativo para uma entidade moldada por visões individuais antes da subsequente batalha judicial pelo nome da banda.
Faixas:
| Nº | Título | Duração |
|---|---|---|
| 01 | The Post War Dream | 03:00 |
| 02 | Your Possible Pasts | 04:26 |
| 03 | One of the Few | 01:11 |
| 04 | The Hero's Return | 02:43 |
| 05 | The Gunners Dream | 05:18 |
| 06 | Paranoid Eyes | 03:41 |
| 07 | Get Your Filthy Hands Off My Desert | 01:17 |
| 08 | The Fletcher Memorial Home | 04:12 |
| 09 | Southampton Dock | 02:10 |
| 10 | The Final Cut | 04:45 |
| 11 | Not Now John | 04:56 |
| 12 | Two Suns in the Sunset | 05:21 |
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